20 filmes que completam 10 anos em 2015

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// 05/01/2015

Chegamos em 2015. E como hoje é o primeiro dia (realmente) útil do ano chegou (até o carnaval você tem que trabalhar muito – e ver muito filme), é hora de constatarmos o quão velhos estamos ficando, sentir o peso da nostalgia e encomendar os primeiros cremes rejuvenescedores. Afinal, esses filmes que fomos ver ontem no cinema já estão completando dez fucking anos. E isso é ruim, muito ruim.

Orgulho & Preconceito

A adaptação do clássico de Jane Austen rendeu a primeira indicação a Keira Knightley ao Oscar de Melhor Atriz (além de outras 3 indicações – o filme não levou nenhum). Ganhou centenas de fãs e fez de Joe Wright um diretor tão bem cotado que o colocou no comando de outra adaptação da autora, Desejo & Reparação (que se chamava apenas “Reparação”, mas ganhou o “Desejo” no título para soar um dobradinha com Orgulho & Preconceito). Calma que vem Orgulho e Preconceito e Zumbis pra “relembrar”.

Veja os outros filmes em “Ver Completo”.

A Noiva Cadáver


Indicada ao Oscar de Animação, a produção de Tim Burton (que como Diretor de Cinema é um excelente Diretor de Arte) fez todo mundo lembrar que ele até que sabe dirigir animações para público misto, sim. E, bem, trouxe o stop-motion para 2005. O que era bastante coisa.

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Era 2005 e já estávamos no quarto filme da série Harry Potter, que acabou há (já) quatro anos. O longa foi o primeiro dirigido por um diretor britânico (Mike Newell) e deu continuidade ao ar mais sombrio inserido por Alfonso Cuarón no terceiro filme. Realavancou a bilheteria da série e se transformou no filme mais popular do ano (de novo). Pudera. Era o livro preferido de muita gente dentre a série de sete.

King Kong

Peter Jackson resolveu refilmar um clássico com a tecnologia contemporânea. O resultado foi um filme de 3 horas de duração, visualmente deslumbrante, mas igualmente cansativo e sem tanto carisma. Rendeu aplausos técnicos mas uma frustração colossal para quem esperava algo à altura da trilogia O Senhor dos Anéis.

As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

A aclamada obra de C.S. Lewis finalmente ganhou uma adaptação para o Cinema, algo que o próprio autor nçao queria quando vivo (por causa das “bizarrices” que a Sétima Arte produzia, digamos assim). Claro que ele não contava com o patamar tecnológico que Hollywood chegaria (4 indicações ao Oscar, vencendo em Melhor Maquiagem, provam isso). Com uma bilheteria expressiva, a série só obteve sucesso no primeiro longa (afinal, a Feiticeira Branca era uma vilã de primeira que não existia nos demais longas): amargou no desempenho de público e crítica na continuação de 2008 (Príncipe Caspian), o que fez a Disney desistir de produzir a franquia, indo parar nas mãos da Fox (A Viagem do Peregrino da Alvorada, de 2010, também com arrecadação mediana).

A Fantástica Fábrica de Chocolates

Mais uma refilmagem, porém bem-vinda. A Fantástica Fábrica de Chocolates, agora dirigido por Tim Burton, ganhou um ar mais high-tech, mas ainda fantasiosa. Com um roteiro simples, o filme voltou a atenção da narrativa para Charlie, em vez do próprio Willy Wonka (não é à toa que o título original mudou de Willy Winka and The Chocolate Factory para Charlie and The Chocolate Factory).

Batman Begins

“Já deu de filme do Batman”. Era mesmo o que todo mundo pensava. Pudera. Por décadas a Warner Bros. entregou longas lúdicos demais para o perfil de Batman que todos ansiavam (alguns filmes chegavam a ser até bem circenses). Mas Batman Begins foi um tiro certeiro: iniciou a trilogia de super-herói mais aclamada do Cinema, introduzindo um personagem conhecido com um cuidado técnico-visual poucas vezes visto para esse tipo de filme. A sequência, O Cavaleiro das Trevas (2008), ainda é considerado o melhor filme baseado em uma HQ já feito. Já Christopher Nolan, o diretor, se transformou em um dos nomes mais poderosos da indústria.

Star Wars: Episódio 3 – A Vingança dos Sith

O último filme (até então) da segunda trilogia criada por George Lucas deveria ser o encerramento da franquia Star Wars. E assim foi por muito tempo, até a Disney comprar a LucasFilms e garantir os direitos de produção dos filmes. A Vingança dos Sith findou uma trilogia que só agradou mesmo aos fãs mais obcecados. Nem a crítica e o público gostaram muito das ideias propostas nos filmes, ainda que este último tenha tido um belo acerto: a cena do surgimento de Darth Vader.

Guerra dos Mundos

“Steven Spielberg significa efeitos visuais sem prazo de validade”, foi o que disse o maior fã do diretor dentro da equipe do Pipoca Combo. E é bem verdade (reveja “E.T.” e sinta o nível). Guerra dos Mundos prova isso. Não é de seus melhores trabalhos (está longe de ser), mas a tensão permeia o filme muito bem graças às boas escolhas de Spielberg. E tem o nascimento de Dakota Fanning para os holofotes.

 

V de Vingança

2013 e ninguém esqueceu das máscaras de V de Vingança durante as manifestações no Brasil. Uma pena que a certa altura das reivindicações rolou a coxinização da máscara. Uma pena mesmo.

Madagascar

Uma das animações mais fracas de 2005, mas a que caiu mais no gosto do público. A canção “Eu Me Remexo Muito” (não importa qual a versão dela no planeta) tem muito a ver com isso. Deu certo: duas continuações foram lançadas, a última em 2011 (bem melhor do que as anteriores).

Sr. e Sra. Smith

A comédia de ação do diretor Doug Liman (um verdadeiro fulano) não deveria ser nada demais. Mas a química entre Angelina Jolie e Brad Pitt estava lá. E era forte. Tão forte que durante as filmagens os dois acabaram se transformando no casal mais popular de Hollywood – firmes até hoje (vamos ver no post de 2025 como isso vai estar).

Quarteto Fantástico

A Fox tentava sua segunda franquia de heróis Marvel. Não deu certo. Apesar do primeiro filme divertido, não havia muito frescor ali. Após o segundo longa, de 2007, a franquia foi pra geladeira e o estúdio voltou as atenções apenas para os X-Men. Agora, o Quarteto retornará num reboot, muito provavelmente aos moldes d’Os Vingadores, da Disney/Paramount.

O Virgem de 40 Anos

Spoiler: seriam 50 anos, mas ele resolveu o problema. O Virgem de 40 Anos botou Steve Carell no mapa dos comediantes estadunidenses, transformando-o no protagonista de dezenas de comédias no cinema e na TV (The Office tá aí pra provar).

A Ilha

2005 e Michael Bay já tava fazendo merda. Alguém impediu? Não, senhor. Deram a ele o dinheiro e o espaço suficientes para ele ficar com o ego do tamanho de uma sala IMAX de verdade. Bem feito. A Ilha continua passando até hoje nos cinemas. Basta ver qualquer uma das cenas recicladas que o diretor usa quando tá com preguiça de mandar a equipe de Segunda Unidade filmar qualquer coisa para um de seus Transformers.

Plano de Voo

Não era David Fincher e O Quarto do Pânico, mas ainda era Jodie Foster. Plano de Voo foi um dos suspenses mais intensos do Cinema em 2005. Tão bom que o Blu-Ray custa caro pacas até hoje.

O Segredo de Brokeback Mountain

“O filme dos caubóis gays”. Era o que as velhinhas (sim!) diziam para as amigas que iam assistir nos cinemas de bairro nos EUA em 2005. O longa, apesar da temática, foi muito bem aceito, e rendeu um Oscar de Melhor Diretor pra Ang Lee (mas de Melhor Filme não rolou).

Constantine

Não foi bom, nem ruim. Uma das maiores apostas da Warner em 2005 foi bem mediano. Ficou na geladeira do “vai ter/não vai ter continuação” por cinco anos, até virar uma série de TV à beira do cancelamento.

Quatro Amigas e um Jeans Viajante

America Ferrera, a Ugly Betty, estava no filme e todos só foram saber anos depois. Quatro Amigas e um Jeans Viajante era uma daquelas comédias para o público infantil adolescente com um roteiro muito bem amarrado e que acabou agradando (e bastante) a crítica e o público desavisado que assistia na Sessão da Tarde. Não era um Meninas Malvadas, jamais, mas cumpriu o papel.

Sin City: A Cidade do Pecado

Virou sensação pela violência, sim. Não pela qualidade. A prova mais marcante disso é que a continuação, lançada em 2014 foi vista por praticamente ninguém. Mas o hype em 2005 tava lá bem vivo.

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