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CRÍTICA | Homem-Aranha 2

Homem-Aranha 2
por Virgílio Souza

Do primeiro quadro (o rosto de Mary Jane Watson em um outdoor) ao último (a expressão da garota observando Peter Parker salvar o mundo mais uma vez), Homem-Aranha 2 se desdobra em torno da relação entre o casal formado por seu protagonista e seu interesse amoroso desde a juventude. Assim, embora traços e questionamentos típicos das histórias envolvendo super-heróis ainda se façam presentes, é possível encarar o longa mais como um romance do que como uma obra de ação desenfreada com alguns toques de comédia. E é esse o seu principal mérito e artifício para fugir da obviedade.

Dirigido por Sam Raimi a partir do roteiro de Alvin Sargent, o filme se passa dois anos após o surgimento do Aranha e os acontecimentos que marcaram o início de sua jornada, como as mortes do tio Ben (Cliff Robertson) e de Norman Osborn (Willem Dafoe). Mesmo longe de se aprofundar em uma discussão existencial, o foco não é o Homem-Aranha, mas Peter Parker (Tobey Maguire). Nesse sentido, é interessante notar os reflexos do maior desenvolvimento do personagem: aqui, até mesmo suas desventuras se tornam mais maduras, ainda que alguns elementos físicos (sobretudo cômicos, como no momento em que o fotógrafo, desajeitado, tenta organizar um armário cheio de esfregões) persistam.

Em um contexto como esse, a importância de Mary Jane (Kristen Dunst) se torna ainda mais significativa, permeando quase a totalidade dos diálogos do longa – o assunto da primeira conversa entre Peter e o Dr. Octavius (Alfred Molina) é, inacreditavelmente, o amor – e encontrando claros sinais visuais – como a cena em que o rapaz caminha pela rua sufocado pela presença de dezenas de cartazes com a imagem da garota.

Somando a instabilidade da relação com seu interesse amoroso à aparente necessidade de proteger a cidade de um novo vilão, Peter surge como uma figura angustiada, que carrega não apenas a responsabilidade de conciliar a vida de herói à rotina normal, mas também o fardo carregado pelas mortes do tio e do pai de seu melhor amigo, Harry (James Franco).

Nesse sentido, o papel dos coadjuvantes (donos de atuações competentes) e o tratamento concedido a eles merece destaque, sobretudo no caso de Ben e May (Rosemary Harris), que atuam como vozes da consciência do sobrinho, sendo fundamentais em duas das principais reviravoltas da trama (a figura do tio é resgatada quando Peter desiste de ser um herói, ao passo que é uma conversa com a tia quem desencadeia a mudança em sua decisão). Vale notar, aqui, a atenção do diretor de fotografia Bill Pope e da equipe de direção de arte à construção da casa da viúva: registrada em tons amarelados e decorada com elementos em tons bem vivos de marrom, aparece como um local reconfortante, que Peter sempre visita trajando roupas azuis – o que estabelece uma quebra importante para o desenrolar da história,  somente resolvida (e seguida por uma significativa mudança visual) quando o garoto decide revelar a verdade à tia.

De modo geral, o longa é conduzido com habilidade por Raimi – e as sequências de ação, quando não brilhantes, passam longe de comprometer o resultado final. O diretor, no entanto, abusa de alguns efeitos bobos, dando origem a momentos cafonas e cômicos (sem que haja o menor propósito para tanto): são os casos das sequências em que Peter é visto caindo em três cortes seguidos, ao som de Raindrops Keep Falling On My Head, para em seguida a tela ser congelada por instantes para que o movimento do personagem se prenda ao ritmo da música, e em que o herói corre em câmera lenta com pombos voando ao seu redor, no alto de um telhado, enquanto tenta readquirir seus poderes.

É também problemático o fato de que, apesar de focado em Peter, o longa falha ao não conseguir carregar na emoção ao lidar com alguns de seus conflitos mais pessoais (como quando Harry descobre seu segredo), voltando-se para o “bem maior” em questão – a preocupação do Homem-Aranha com a segurança da cidade – e distanciando-se de seu aspecto de maior destaque sem haja que maiores impactos na trama.

Ainda assim, a capacidade de conciliar as responsabilidades heroicas e os dramas humanos do personagem-título (embora ancorada em uma série de “coincidências” presentes no roteiro), sem que a opção por conferir maior atenção a um desses elementos passe por negligenciar qualitativamente o outro, torna o saldo bastante positivo e confere à obra aspectos que a destacam das demais produções do gênero.

 

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Spider-Man 2 (EUA, 2004). Ação. Columbia Pictures.
Direção: Sam Raimi
Elenco: Tobey Maguire, Kristen Dunst, James Franco, Alfred Molina

4 respostas para »CRÍTICA | Homem-Aranha 2»
  1. Paulo Castro says:

    Aff, esse filme é muito chato. Dar a mesma nota pra ISSO e pra Batman é palhaçada. Da 10 pro TDK então!

  2. Luís Felipe Pacheco Costa says:

    Concordo contigo Paulo Castro,o diretor Sam Raimi é o meu preferido mas ele podia ter feito na mesma empolgação do primeiro;não precisava ter sido tão cansativo.No três ele voltou na mesma empolgação do um e pra mim é o melhor

  3. Esse sim foi o melhor filme do Aranha, superior ao primeiro, com mais ação, os efeitos especiais tiveram uma grande melhora, e o filme é muito melhor que Homem-Aranha 3, que foi corrido, com muitos vilões, e nenhum deles explorado corretamente. Homem-Aranha 2 pra mim é melhor que O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA, pois neste novo filme Webb apresenta um roteiro cheio de buracos, e que devem obrigatoriamente ser melhorados já que irá haver uma nova trilogia, e quem sabe os próximos filmes podem superar Homem-Aranha 2…

  4. esse homem aranha é ótimo melhor que o cavaleiro das trevas.

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