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CRÍTICA: Transformers


Transformers

por Ross L. Miller

Para quem viveu boa parte da sua infância nos anos 80 e adora o cinema de entretenimento, o anúncio do lançamento de um filme baseado nos robôs que se transformam em carros e diversos tipos de tralhas mecânicas talvez tenha se transformado, com trocadilhos, na maior expectativa do ano de 2007. Principalmente quando Steven Spielberg se torna o produtor executivo de uma produção tão arriscada e ousada. Diz a “lenda” que a ideia de produzir um filme baseado na linha de brinquedos, desenhos animados e HQs da Hasbro (inicialmente publicadas pela Marvel) começou em 2002 por iniciativa da própria empresa, que inicialmente desejava adaptar G.I.Joe (a.k.a Comandos em Ação). Spielberg, fã dos robôs, soube da ideia e se juntou ao projeto, convencendo a empresa a adaptar Transformers no lugar do G.I.Joe.

O temor dos fãs provavelmente começou com o anúncio de Michael Bay – cineasta conhecido por certos vícios narrativos – como diretor do projeto. Mas Spielberg pareceu acertar com a escolha da direção deste primeiro filme. Apesar dos tais vícios de Bay (que já comandara Armageddon, A Ilha e Pearl Harbor) estarem presentes na produção, estes parecem casar com a linha proposta pelo produtor. E as virtudes do mesmo (Bay é resistente quanto ao uso de cenários virtuais e efeitos especiais em demasia) dão um clima realista à produção, que se reflete na atuação. Tirando alguns figurantes nas cenas mais agressivas, é crível que os atores que contracenam com os robôs estão na presença de algo, e não com um espaço vazio. E de fato estavam. Bumblebee, o robô mais atuante da produção, além de sua versão digital, foi criado em tamanho real.

O filme conta a história de Sam Witwicky (Shia LaBeouf), um garoto de classe média norte-americana comum, cujo desejo é ter seu próprio carro e uma namorada, mais precisamente a maria-gasolina Michaela, interpretada pela geradora de babas ferormonais masculinas Megan Fox. O que Sam jamais poderia esperar é que a lata-velha do seu primeiro carro seria, na verdade, Bumblebee, um robô alienígena que logo estaria envolvido em uma guerra entre duas facções de organismos cibernéticos vivos em busca de um artefato que seria capaz de devolver a vida ao planeta natal deles, Cybertron.

A história do longa é visivelmente um retalho de conceitos tirados das HQs clássicas e de várias gerações de desenhos animados. A linha narrativa lembra bastante, com certas ressalvas, a história do primeiro arco de revistas em quadrinhos publicadas pela Marvel Comics (1984), mas a forma com que se dá a transformação é visivelmente inspirada na série de desenhos Transformers: Armada.

Porém, assim como o desenho e as HQs se conectavam muito pouco em relação as suas linhas narrativas (em comum, só os personagens, conceitos básicos e como vieram parar na Terra), o filme faz exatamente o mesmo, mas ousa em alterar relativamente as origens e em distorcer conceitos. Se nas histórias originais os Autobots chegaram a Terra tentando escapar de uma Cybertron dominada por Decepcticons em uma nave – a Arca – invadida e interceptada por Decepcticons, nesta versão temos tranformers órfãos de um planeta morto. Sam, filho de um mecânico, se torna um garoto cuja única coisa que entende de carros é que ajuda na pegação. O energon, a fonte de energia dos transformers, sequer é citado, mas o “cubo”, a forma sólida desta energia, se torna um artefato místico-tecnologico que deu vida ao planeta e a espécie.

Mas as adaptações e as liberdades poéticas não estragam o filme. Centralizar a ação nos personagens humanos pode estar longe de ser uma unanimidade de opinião, mas é um acerto no sentido de humanizar a história. O visual dos robôs, muito criticado antes do filme ser lançado, foi uma escolha sábia, pois além de reforçar a origem alienígena dos personagens, evita comparações com produções japonesas que adoram usar robôs gigantes quadradões enfrentando monstros que destróem Tóquio ou a Alameda dos Anjos uma vez por semana. Por fim, a seleção de elenco e de uma linha de atuação bastante improvisada (destaque para os atores da família Witwicky, o finado Bernie Mac, John Turturro e Anthony Anderson) torna aquilo que seria um filme típico de Michael Bay -  normalmente recheado de explosões, cenas em câmera lenta ao contra-sol e frases de amor que dariam inveja a qualquer composição de brega music nacional – um filme muito agradável de se ver. Há um bom equilibrio em narração, humor e ação, que não vai decepcionar ninguém que queira ver o que Transformers de fato promete: robôs se transformando, caindo na porrada… e, claro, a Megan Fox.

 

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Transformers (EUA, 2007). Ação. Paramount Pictures.
Direção: Michael Bay
Elenco: Shia Labeoulf, Megan Fox, John Turturro

Uma resposta para »CRÍTICA: Transformers»
  1. kkkkkkkkkkk

Comentários via site: