Sex and The City – A Série

Sex and The City – A Série
por Fabrício Longo

Quando Sex and the City surgiu, no fim dos anos noventa, fomos apresentados à colunista Carrie Bradshaw e suas amigas Charlotte, Miranda e Samantha.

A revolucionária série da HBO falava de sexo, amizade, relacionamentos e a solteirice, mas da perspectiva feminina. Livremente baseada na coluna semanal de Candance Bushnell (depois transformadas no livro que originou a série), o seriado mostrava a loucura de Manhattan e discutia o papel do amor na vida da mulher moderna.

A workaholic Miranda lidava com os relacionamentos de forma prática, mesmo quando um bartender pareceu tocar seu coração. A doce Charlotte queria um casamento perfeito, que quando aconteceu só lhe trouxe desilusão. O divórcio, porém, fez com que ela conhecesse o advogado Harry e aí sim, a felicidade. Samantha amava o sexo, e apesar de algumas relações significativas durante a série, foi através de suas centenas de parceiros que as questões mais absurdas do sexo vieram à baila.

Todo esse universo alimentava a coluna escrita por Carrie, que em sua busca pessoal por um grande amor, acabou topando com um grande homem: o charmoso Mr. Big. A conturbada relação dos dois, com términos, casamento com terceiros, traição e muito desejo é o fio condutor da série. É através desse relacionamento (e de como ele afetava os outros namoros de Carrie) que a parte mais emotiva do programa aparece. Temos o sexo, a cidade e suas bizarrices, mas na paixão de Carrie por Big, somos convidados a dividir as aflições íntimas de uma mulher.

Mulheres conseguem fazer sexo casual? Como manter o fogo num relacionamento longo? Existem almas-gêmeas? Podemos falar do ex? Traição tem perdão? Nos dias atuais, há espaço para romance? Estas foram algumas das perguntas que Carrie tentou responder a cada semana, na coluna que terminou transformada em livro.

No fim da série, após muitos desencontros, Big finalmente diz à amada as palavras que ela sempre quis ouvir, e os quatro anos entre esse momento e o primeiro filme da série passam sem grandes mudanças (exceto que Carrie publica mais livros). É então, enquanto ela se pergunta o que fazer depois de encontrar o amor (depois de tanto tempo escrevendo sobre procurá-lo) que seu final feliz se anuncia, só para se transformar num pesadelo que confirma o pacto das amigas: homens, filhos, nada importa. As quatro são suas almas-gêmeas!

No fim, Carrie e Big se acertam. Não é lógica, é amor…