All Posts By Bruno Cava

Críticas
// 11/06/2016
o-retrato-de-dorian-gray

Fac-símile do único romance de Oscar Wilde, o filme tenta resgatar o tema do pacto faustiano no ambiente lúgubre da Londres vitoriana. O herói do título vende a alma ao diabo, em troca das únicas coisas que valeriam a pena ter: beleza e juventude. E para sempre: o retrato envelhece no lugar do retratado, e…

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Críticas
// 11/06/2011
incendios

Em Maelström, filme de 2000 do mesmo diretor quebequense, assistimos à extração cirúrgica de um feto ao som de “Good Morning, Starshine“. No começo de Incêndios (2010), sucesso-de-crítica-e-público, ouvimos Radiohead enquanto crianças endurecidas, de algum lugar do Oriente Médio, têm os cabelos raspados por guerrilheiros, presumivelmente aguardando um destino sombrio. De fato, destino sombrio sintetiza…

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Críticas
// 14/08/2010
sonhos-roubados

Depois de abordar relacionamentos da classe-média em Pequeno Dicionário Amoroso (1996) e Amores Possíveis (2001), e biografar o roqueiro boêmio da classe-média Cazuza, o Tempo não Pára (2003), a cineasta Sandra Werneck faz excursão pela favela carioca. Estreia no Festival do Rio 2009, o filme ganhou o prêmio conferido pelo público e o de melhor…

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Animações
// 14/08/2010
mary-e-max

Selecionado para o Sundance 2009, a animação em stop-motion (c/massinha), Mary e Max se constrói ao redor da amizade profunda entre dois personagens esmagados pelos padrões sociais. A estética do grotesco desse longa-metragem encontra referência no paradigmático One night in one city, que também usa puppet-monsters de massinhas. As cartas unem a australiana Mary Daisy…

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Críticas
// 14/08/2010
brilho-de-uma-paixao

Jane Campion se esmera na construção de uma sensibilidade. Assim como em Um Anjo em Minha Mesa e O Piano, a diretora não tem pressa na ação. Delonga-se no estudo de atmosfera. Nos exteriores, encena as suas personagens tranquilamente por paisagens bucólicas, em que o movimento tende a cessar, num tempo morto. Nos interiores, instala-os…

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Críticas
// 14/08/2010
a-prova-de-morte

Quando a atualização de gêneros consagrados resulta autêntica, ao invés de mera cópia a morrer no cemitério do lugar-comum e do status quo? Quando um filme move o cinema ao futuro, como criação e interrogação, em vez de anular-se por si mesmo, como celebração vazia e regressiva do meio? Uma das melhores respostas está em…

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Críticas
// 14/08/2010
tudo-pode-dar-certo

No final de Igual tudo na vida (Anything else, 2002), do mesmo diretor, o protagonista Jerry, um escritor principiante interpretado por Jason Biggs, divaga no banco de trás do táxi: – “Como é estranha a vida, plena de inexplicável mistério”, – e o taxista responde, dando de ombros: – “é, igual tudo na vida”. O…

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Críticas
// 14/08/2010
sede-de-sangue

Se, na sua trilogia da vingança, Park Chan-wook filmou tramas movidas pela sede de sangue, neste ela se materializa como essência da obra. Materialidade, de fato, é a tônica de Sede de Sangue. Contornando a moda sonolenta de vampiretes bom-moços, aburguesados e insossos, o diretor coreano apresenta a volúpia assassina do desejo levado às últimas…

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Críticas
// 14/08/2010
o-profeta

O Profeta é mais do que um filme sociológico. Como sociologia, ele empreende uma analítica do poder. Assim como Michel Foucault nos anos 1970, Jacques Audiard perscruta o poder na sua gênese molecular. A prisão pretexta o estudo do corpo-a-corpo das relações de poder. O poder da máfia, a força policial, a violência urbana não…

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