AVATAR: Novas impressões

Ação
// 14/12/2009

Em agosto nós publicamos aqui no Pipoca Combo as nossas primeiras impressões de Avatar, o sonho realizado de James Cameron que promete revolucionar a indústria cinematográfica e convencer o público a voltar às salas de cinema e recorrer menos aos downloads de filmes. Com um orçamento estimado (de acordo com boatos) em aproximadamente 500 milhões de dólares, o mais caro filme da história, Avatar não é uma tentativa só de arrecadar bilheteria monstruosa (se o fosse, o risco de investir tanto dinheiro jamais seria corrido). O filme é, na verdade, uma grande empreitada que quer não só aumentar a frequência nas salas de exibição, mas é uma verdadeira propaganda de todo o poder tecnológico que Hollywood tem hoje em suas mãos – e isso sim, vai gerar muito mais dinheiro que o filme em si; não só fazendo cinema.

Hoje, parte da equipe assistiu ao filme pela primeira vez. As nossas impressões você confere na sequência, clicando em “Ver Completo”. O texto é apenas uma passagem superficial pelo longa apenas para matar alguma curiosidade geral acerca do resultado de Avatar. Afinal, inova? Surpreende? A crítica completa será publicada na quarta-feira (antes das pré-estreias nacionais).

Avatar – Novas Impressões
por Henrique Marino

Avatar chegará ao Brasil em 500 cópias, dentre elas cerca de 100 em 3D, e, entre essas últimas, apenas duas cópias com a tecnologia IMAX. Pelo PipocaCombo, eu estive na cabine de imprensa que exibiu Avatar em IMAX. Experiência pra lá de fantástica.

O longa provavelmente é um dos mais esperados do ano. James Cameron, falastrão que só, fomentou essa expectativa. Muito se falou sobre o caráter revolucionário do filme. No entanto, essa revolução começa e acaba nos efeitos especiais; o que não é motivo para lamentações, pois eles são realmente especiais. Com a evolução da tecnologia mostrada no filme, parece que a Era das maquiagens foi superada. Finalmente foi possível criar “avatares” – no caso aqui, as imagens gráficas que vemos na tela – que reagem com precisão surpreendente os movimentos e as emoções dos atores. No entanto, é importante lembrar que para chegar neste estágio, a Weta – produtora de efeitos visuais de Avatar – teve que passar por outros caminhos que constatam sua qualidade, como a trilogia de Senhor dos Anéis e King Kong, ambos premiados na categoria.

Ainda em se tratando de efeitos visuais – porque, sem dúvida, este é o ponto forte do longa-metragem -, o cenário também surpreende. O mundo que James Cameron criou tem beleza e exuberância. Aqui e ali pipocam pequenas surpresas – belas e perigosas – do ambiente idealizado pelo diretor. Tanto fauna como flora parecem um espelho extraterrestre do nosso Planeta. Vemos semelhanças entre elementos criados por Cameron com a natureza terrestre. No entanto, isso não invalida a criatividade dele, afinal, a mensagem sobre responsabilidade com o meio ambiente que o filme sutilmente passa precisa deste viés de semelhança.

O filme, como um todo, é bom. Tem uma história simples e despretensiosa, e não foca em assuntos enfadonhos. Embora cansativo pelo tamanho, o filme consegue envolver o espectador, sejam pelas sequências magníficas que enchem os olhos ou pelo trato leve da história. Diferente do que muitos pensam, Avatar não é um fracasso. É bastante bom e fará o gosto do público.

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