COLUNA: The End – Um Novo Começo

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// 30/10/2008

Sabe aquelas questões existenciais que nos intrigam, como “Existe vida após a morte?”, “Reencarnação é possível?”. Ao que parece, os roteiristas acreditam que a resposta seja sim. O tema já foi abordado inúmeras vezes e das mais variadas formas no cinema, atraindo sempre um público cativo. Receita de sucesso, o pos-mortem agrada até os fãs mais descrentes e coloca em pauta um tema polêmico entre as religiões.

The End – Um novo começo
por Greice Narmolanya – colunista

Deixando as questões religiosas de lado, a morte e a reencarnação são muito bem trabalhadas nas telonas e abordam diversos pontos de vista da mesma questão. Em Ghost, Do Outro Lado da Vida, um dos maiores sucessos do cinema relacionado ao tema, é mostrado como o amor é capaz de transcender uma morte prematura e traumática de uma forma bastante convincente. Morrendo e Aprendendo, por outro lado, trata a morte com um toque de humor e até mesmo diversão, embora a jornada dos personagens seja dramática na busca por resolver seus assuntos inacabados antes de terem o “merecido descanso”.

Até onde você iria em nome do amor? Em Amor Além da Vida, Chris foi ao inferno resgatar Annie, sua alma gêmea, e abriu mão do paraíso para ficar com ela. Temas como suicídio, vida após a morte e até mesmo reencarnação são abordado de forma sagaz e envolvente nesse romance, que além de um roteiro e atuações brilhantes, apresenta uma fotografia espetacular.

Agora, já imaginou abrir os olhos e se deparar com um espírito? Ou ainda sentir a respiração deles próxima de seu ouvido? O pequeno Cole, de O Sexto Sentido sabe muito bem qual é a sensação. O filme retrata de forma inteligente as implicações mediúnicas, a obsessão e consciência da morte. Questões essas bastante discutidas dentro do Espiritismo.

Diferentes ou parecidos, estes filmes nada mais são do que um reflexo da curiosidade humana e de como lidamos com assuntos como estes. É intrínseco do ser humano buscar respostas do que existe do outro lado, do que realmente somos e para onde vamos. Estranho seria, se um dos maiores questionamentos da humanidade fosse deixado de lado pela indústria cinematográfica.

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