COLUNA: Um Guia Rápido Sobre Vilões

Artigos
// 18/12/2008

Psicóticos, dementes, paranóicos, vingativos, sanguinários, perversos, sádicos… Um conjunto de adjetivos que define muito bem o perfil das personagens abordadas na coluna de hoje – os vilões. Entenda um pouco mais sobre esses anti-heróis e aprenda a sobreviver a eles.

Um Guia Rápido Sobre Vilões
por Greice Narmolanya- colunista

Se o mundo sempre escapa do domínio das trevas ou alguém sobrevive para contar a história, com certeza não é por competência dos mocinhos, mas por algum deslize dos vilões, embora os primeiros sempre levem o crédito. Já repararam como os mocinhos são sonsos, ingênuos e assim por diante? E já se perguntaram o que seria deles sem os vilões? A resposta seria… Pessoas normais ou dotadas de super-poderes, que não teriam nenhum desafio para superar além de seus conflitos existenciais. Você nem lembraria deles! Agora, insira um vilão na trama e veja a diferença. Afinal, são esses seres anti-sociais que fazem toda a diferença.

Mas então, o que leva determinados personagens a se transformarem nos “caras maus” das histórias? Acompanhando o desenrolar das tramas podemos observar que os vilões, em sua grande maioria, não foram sempre maus, mas alguma pré-disposição genética/traumática os levou a um comportamento anti-social, que desencadeou um processo sem volta rumo ao lado das sombras. Para entender um pouco melhor sobre esses personagens e aprender a sobreviver a eles, veja as categorias de vilões a seguir.

Classe 1 – Supervilões (“Eu-tenho-o-poder-e-nada-pode-me-derrotar”): nessa categoria estão enquadrados os cavaleiros Jedi que se deixaram corromper pelo lado negro da força, bruxos das trevas e todo o tipo de vilão que possui algum poder paranormal e acha que isso é suficiente para dominar o mundo. Eles são fortes, presunçosos, acham que podem tudo e principalmente, que são invencíveis. Derrotá-los parece uma missão impossível e suicida, mas se o mocinho descobrir seu ponto fraco, tudo pode mudar. Essa categoria também pode ser considerada a dos verdadeiros vilões, porque essa é a própria natureza deles. Darth Vader (Star Wars) e Lord Voldemort (Harry Potter) são os melhores exemplos desse tipo de vilão. Foram seduzidos pelos poderes das trevas e sucumbiram graças ao excesso de confiança.

Classe 2 – Imortais (“Pode-me-matar-que-eu-volto-mesmo-assim”): seja porque nunca morreram ou porque a morte não é o bastante para acabar com eles, é nessa categoria que encontramos alguns dos Serial Killers fictícios com os maiores traumas de infância e transtornos psicológicos obsessivos compulsivos. Eles podem apenas matar, mutilar sua vítimas, ou ainda, antes disso, transformar seus sonhos em pesadelos reais e depois te matar, a lembrar de Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo). Um detalhe importante desse tipo de vilão, é que eles podem ser mortos diversas vezes e das formas mais incomuns, mas eles sempre acharão um jeito de retornar. Jason Voorhees de Sexta-Feira 13 pode ser considerado um dos campeões no quesito ressurreição. Já morreu e voltou tantas vezes que provavelmente tem um lugar assegurado no Guines Book. Michel Meyers de Halloween poderia assumir o segundo lugar no ranking tranquilamente, embora Jamie Lee Curtis faça o possível para impedir que ele assuma o posto. Mas o que importa aqui, realmente, é escapar com vida. Se eles voltarem depois, os outros que resolvam o problema. Afinal, eles sempre voltam mesmo!

Classe 3
– Dementes (“Isso é tão divertido!”): são aqueles vilões que já nascem com algum distúrbio psicológico e são maus por natureza ou criação. Eles não têm muita noção de limites e seus crimes algumas vezes parecem sem sentido, sem uma explicação lógica. Também não se importam com o perigo e vêem os desafios impostos pelos mocinhos como diversão. Para vencê-los é preciso de um pouco mais do que esperteza – é preciso entender a mente doentia deles e pará-los antes que seja tarde demais. A insanidade de Bellatrix Lestrange é um bom exemplo desse tipo de demência, não perdendo em nada para o médico canibal Hannibal Lecter.

Classe 4 – Trapaceiros (“Sou-muito-mais-esperto-que-o-mocinho): esse tipo de vilão não acha que é mais poderoso do que o mocinho, mas tem a consciência que é mais esperto e faz uso desse atributo. Eles são dementes, obsessivos e se divertem com a desgraça alheia, além de deixar seus adversários completamente perdidos. Vencê-los é uma tarefa difícil, mas sempre aparecerá alguém com QI suficiente para enganá-los. Ninguém melhor do que o Coringa de Batman – O Cavaleiro das Trevas, para exemplificar esse tipo de vilão. O personagem interpretado por Heath Ledger rouba completamente a cena e transforma Batman num mero coadjuvante. Quer um vilão mais perfeito do que isso?

Classe 5 – Pseudo-vilões ou Iludidos (“Penso-que-sou-mau”): também conhecidos como vilões por conveniência, eles realmente acreditam que são maus, mas na prática não é bem assim que funciona. Capachos dos super-vilões, na hora que a coisa aperta de verdade, eles mostram sua verdadeira natureza e abandonam a luta. Para eles o que importa é ficar ao lado de quem está ganhando. E se agora você lembrou da Barbie Comensal da Morte, vulgo Lucius Malfoy, não é mera coincidência. O Tio Lulu é o exemplo clássico de personagem que acredita seguir o lado negro da força, mas esquece seus princípios e muda de lado assim que convém.

A verdade, é que sem os vilões, a luta entre o bem e o mal não existiria e os mocinhos não passariam de pessoas comuns e sem graça. São os vilões que conferem emoção as histórias; é a insanidade deles que nos atrai; e é por causa deles que vamos ao cinema, mesmo torcendo para que o bem vença no final. Em resumo, os vilões são os caras! Quem precisa dos mocinhos!?

Comentários via Facebook
Categorias
Artigos