TwitterFacebookTumblrOrkutFilmowFeedsContato  
 |   ANUNCIE

OSCAR 2012
Veja a lista de indicados
+OSCAR
Os sindicatos concordam?
++OSCAR
Barbeiragens da Academia

VOTE!
Melhores e piores de 2011




Dois anos depois do aclamado Cassino Royale, é lançado nos cinemas, dessa vez sob a direção de Marc Foster, Quantum Of Solace, o 22º filme do agente James Bond. Confira a crítica e saiba que o filme tem a oferecer!

007 – Quantum Of Solace
por Breno Ribeiro

Daniel Craig é, de todos os atores que já interpretaram o agente britânico no cinema, o mais visceral. Seja pelo fato de Paul Haggis ter reconstruído o personagem de forma mais humana, com emoções menos heróicas e mais egoístas, seja pelo fato de sua aparência já denotar uma figura menos altruísta; o fato é que Craig é realmente o Bond mais próximo do que podemos chamar de humano. Não que isso seja melhor ou pior, é apenas uma constatação sobre essa nova fase que se iniciou há dois anos com Cassino Royale.

Contando com um número exponencialmente maior de cenas de ação do que o anterior, Quantum Of Solace não chega à magnitude do roteiro bem engendrado de outrora, mas é superior quando o assunto é direção. Contando os acontecimentos que sucederam à morte de Vésper, em Cassino Royale, o longa nos apresenta uma história que por horas soa confusa, ao passo que nos cerca por todos os lados com cenas de ação que, embora contenha certas inverossimilhanças (marca registrada dos filmes do espião), são muito bem produzidas e filmadas.

Diferente de Bond e dos outros personagens já explorados no predecessor, nenhum dos novos é bem construído. A história de Camille, por exemplo, surge repentina no meio da narrativa, não só na coincidência incrível que se a assemelha a Bond (uma frustrada tentativa de talvez nos fazer sentir por uma personagem tão insossa), mas também na forma abrupta como surge, em uma conversa casual entre duas pessoas que, à luz da verdade, mal se conhecem. Por outro lado, muitos personagens do anterior ressurgem neste novo filme muito naturalmente, o que pode ser algo bom, do ponto de vista narrativo, uma vez que confere um caráter maior de continuação propriamente dita, ou pode ser ruim, já que muitos espectadores que não se recordam de Cassino Royale ficarão perdidos durante a história.

Apesar de tudo isso, Marc Foster consegue estabelecer uma direção interessantíssima. Os planos abertos e a agilidade da câmera nas cenas de perseguição são, de certa forma, um trunfo. Conferir o aspecto de confusão e falta de sentido dos personagens durante as perseguições seria algo difícil de se realizar com uma câmera mais “certinha”, ao mesmo tempo que os planos abertos deixam o espectador menos focado no personagem principal e mais focado no todo que se sucede.

Com uma história que por vezes beira o absurdo e uma direção no mínimo chamativa, o novo longa do famoso personagem criado por Ian Fleming deve ser visto como algo que transita entre a continuação de Cassino Royale e uma introdução para uma futura seqüência. O problema aqui reside em sobrepor as cenas de ação à história em si, algo que havia sido desfeito muito bem pelo próprio Paul Haggis, em 2006. Embora não tão bom quanto se esperava, Quantum Of Solace* não deve ser encarado como uma decepção, apenas como o prelúdio de algo que ainda está por vir.

*Muitas pessoas saíram do cinema na minha sessão dizendo que não entenderam o nome do filme. Explicando: “quantum” é mesmo “quantidade”, em inglês, enquanto “solace” pode ser traduzido como um “conforto que sucede à perda”. Uma alusão ao espírito vingativo de Bond e Camille.

——————————

Quantum of Solace (EUA, Reino Unido, 2008). Ação. Sony Pictures
Direção: Mark Foster
Elenco: Daniel Craig, Olga Kurylenko

Notícias Relacionadas

Tags:
27 respostas para »CRÍTICA: 007 – Quantum of Solace»
  1. Concordo com 80% do que li aí. bjsmeliguem

  2. Sábio Spielberg [S.S] diz:

    Contando com um número exponencialmente maior de cenas de ação do que o anterior, Quantum Of Solace não chega à magnitude do roteiro bem engendrado do anterior, mas é superior quando o assunto é direção. Contando os acontecimentos que sucederam à morte de Vésper no anterior,

    Repetiu “anterior” três vezes kkkk

    Mas gostei da crítica, foi bem o que eu falei/concordei em relação aos movimentos de câmera, cenas de ação e direção.

  3. Árion não presta

  4. Onde tá isso que o Árion colocou aqui? o=o

  5. O filme tem trilha sonora? figurino? efeitos especiais? e a fotografia dele?

    Acho que isso que é interessante de se ver em uma crítica, não só o que o critico achou do filme… afinal se a estória é boa ou não é uma questão de gosto, ponto de vista… acabou sendo uma opinião e não uma crítica.

  6. Acontece que a crítica não pode ser um testamento e apenas pontos destacáveis são citados.

  7. Sábio Spielberg [S.S] diz:

    SDAHSADOSDAOHSADHOSADOHSADASDIASDOIASDOISADOISAOISAD

    droga vao axar q eu sou loucu :”((((

    ai eu não sou o árion em :( (((

  8. Árion retardado UASHUAHSUAHSAHSUHAUSHAUSHAUSHUASHASAS :( (((

  9. Em parte eu concordo, Salem.

    Porém, se você citar todos os pontos relevantes no conceito do que é ou não bom em um filme, você pode acabar fugindo do que deve ser mencionado com mais fervor sobre tal filme. Além do mais, se isso for feito, vai acabar se tornando um padrão nas críticas, já que é inevitável não deixar de falar de algo quando tudo é citado. rs
    Muitas vezes, se você falar de um assunto irrelevante, ele nem faz diferença pra quem assistir ao filme. rss Acho que o importante é avaliar os destaques do filme, sejam bons ou ruins.
    O que não impede que se cite o que não se destaca, mas aí você tem que saber como colocar modos na sua crítica. rs

  10. Como disse é ou não bom em um filme é quesão de gosto, o que você achou bom eu posso não ter gostado e versa e vice… é preferivel falar sobre trilha sonora, figurino e essas coisas do que falar o que o crítico gostou ou não

  11. Um filme como 007 não é tão visado neste tipo de coisa. mas ok:
    Figurino: Nada relevante, o mesmo de sempre. Não há nenhum vestido magnífico nas bond girls e o 007 se veste da mesma forma que sempre
    Trilha Sonora: Fraca,não se destaca em momento algum. Nada mesmo.
    Efeitos Visuais: São bons, bem atuais e na medida de qualidade. nada impressionante.
    Fotografia: Peca em algumas tomadas. Mas não é algo que vá se destacar muito.
    Edição de som: mediana.
    Efeitos Sonoros: Muito bons.
    Edição: Ótima algumas vezes, mediana em outras.

  12. E você não perdeu nenhum braço por fazer isso…

  13. Ai Salem, vai visitar outro site então. Já vai tarde. rs

  14. Minha próxima crítica vai ser uma topicagem dessas só pra agradar meu leitor mais assíduo.

  15. Salem, é que crítica não é uma descrição dos atributos técnicos de um filme, a função dela é dizer se vale a pea, pela opinião do crítico, assistir ao filme ou não. Esse tipo de dado você encontra em resenhas descritivas.

  16. Nuss, mas a crítica é indissociável do gosto do crítico! o-o

    E certos elementos não são nem relevantes pra uma crítica de um filme como estes. Exemplo: figurino.

  17. Figurino: o james bond usa novamente um terno iradao……………..

  18. Pois é, Henrique.

    huashuiahsuiahsuiahsuiahsuahsuiahsau árion XD

  19. Sim, figurino desse tipo de filme é algo irrelevante mas as outras coisas nem tanto…

    pra mim um crítico que se apega só a uma coisa é um que não prestou atenção no filme. Se vale a pena ou não assistir é uma decisão pessoal e não o que o “crítico” quer que eu faça… é importante descrever esses elementos sim é apartir deles separadamente que vemos se no todo o filme é bom…

  20. “Nuss, mas a crítica é indissociável do gosto do crítico! o-o”

    Um bom crítico, mesmo por algum motivo não gostou do filme, sabe muito bem elogiar o que precisa…

  21. Ok.

  22. A edição rápida demais nas cenas de ação mais atrapalhou do que ajudou, acho eu. O Martin Campbell foi um diretor melhor nesse quesito, e Cassino Royale em geral foi mais equilibrado que Quantum. Mas é bem legal, e a essa altura já chega de contestar o Craig como Bond~

  23. Galera me perdoua mas esse filme é muiito ruim…nau tem enredo!!
    aff..muiiito mal feitooo..ecah!!

  24. [...] silenciar os que lhe jogaram tomates, arrancando agora elogios da crítica, como Breno Ribeiro no Pipoca Combo. “Daniel Craig é, de todos os atores que já interpretaram o agente britânico no cinema, o mais [...]

  25. É um bom filme, mas é inferior a Cassino Royale. Quantum of Solace tem ótimas cenas de ação, mas uma história fraca. O vilão, Dominic Greene, é mal desenvolvido. Antes do filme ser lançado, ele era um grande mistério e parecia ser um grande vilão, mas na verdade, é muito mal explorado. Pelo menos é mais realista que a maioria dos vilões da série. Camille é uma bond-girl fraca também. Em conpensação, Fields é uma personagem muito melhor, apesar de aparecer menos tempo na tela. As circunstâncias em que Bond ela e o vilão são muito estranhas e mal feitas. Pelo menos os personagens que apareceram em Cassino Royale são melhor desenvolvidos, como M, Félix Leiter e Mathis. A expectativa pelo filme era alta, então me decepcionei. É um bom filme, mas abaixo do esperado. Porém, as incríveis cenas de ação espalhadas pelo filme servem para disfarçar o enredo fraco. Mas sempre virá um novo filme de 007! Que venha Bond 23!

  26. Filme eu daria 9, mas esses criticos nao entendem nada sobre
    o que um filme de tiro

  27. De fato, não é tão bom quanto Cassino Royale. O enredo é pouco consistente, mas funciona perfeitamente como filme de ação.

Deixe um Comentário!