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Qual ação a se tomar se só houvesse um dia pela frente? Ou pior, vários dias, longe de casa, sozinho e tendo de sobreviver a uma espécie alienígena diferente do que o imaginário popular promoveu? O diferencial de A Hora Da Escuridão reside ai: não há silhuetas humanoides querendo invadir a Casa Branca nem ensinar ao homem sobre sua ganância. Dessa vez, o palco é Moscou e os extraterrestres mais ousados: vieram em busca de energia.

Leia a crítica clicando em “Ver Completo”.

A Hora da Escuridão
por Clara Soares 

 O longa se inicia com Sean (Emile Hirsch) e Ben (Max Minghella), dois amigos que viajam para Moscou a negócios, levando um projeto de criação de uma nova rede social. Ideia esta frustrado por Skyler, empresário local que lhes passa a perna. Em outro plano, chegam Natalie (Olivia Thirlby) e Anne (Rachael Taylor), duas amigas que acabam na Rússia devido a uma escala forçada. Desventuras à parte, os quatro americanos acabam se encontrando em uma boate da cidade e, após se reconhecerem, passam a interagir. O início de uma boa noite é interrompido por um apagão. A população imediatamente às ruas e percebe que, apesar da escuridão, pequenos pontos luminosos começam a vir do céu, quase que como em um balé (por ser em 3D, a impressão é que o público será o primeiro a ser atingido pelas luzes em descida). Quando finalmente um cidadão resolve enfrentar o medo e encarar o desconhecido, a criatura o desintegra em um segundo e o filme dá a largada.

Uma sequência de queixos caídos se sucede em suficientes 90 minutos. A começar pelo cenário, uma Praça Vermelha quase palpável, os pontos turísticos foram bem explorados e a filmagem em 3D, diferentemente das películas convertidas, realmente nos põe no centro da ação; a sensação de vazio e temor pelo desconhecido é proporcional à profundidade dos ângulos, garantindo o suspense. Outro aspecto interessante, já fora do ponto de vista técnico, é a construção dos personagens no desenrolar do longa. Sem nenhuma perspectiva de salvação e com a proximidade do inimigo, pequenos conflitos emergem conforme a verdadeira personalidade de cada um vai transparecendo. O que parecia óbvio no início se torna um dos elementos surpresa. Curiosa também é a inversão de um conceito comum do gênero: formado por ondas eletromagnéticas, o escudo dos ETs os torna invisíveis quando distantes de aparelhos eletrônicos (principalmente os que produzem iluminação), deixando a presença da luz do dia muito mais assustadora do que o breu da noite.

Do elenco, é notável as atuações de Emile Hirsch, que vai amadurecendo seu personagem (talvez até um pouco rápido demais, mas corresponde ao filme como um todo), e Rachel Taylor que, imprimindo o pânico perfeitamente em sua personagem – apesar de secundária – se sai bem melhor de que Olívia Thirlby como principal (que parece perdida em cena).

Já a direção de Chris Gorak (do elogiado Toque de Recolher) ajuda para que as sequências de ação pontuadas pelas doses de ficção funcionem. Aliás, as explicações científicas para a composição orgânica e o violento ataque dos ETs as tornam quase possíveis de existir. E a situação dos jovens levados a um ambiente totalmente desconhecido pelos próprios para serem jogados em uma fuga pela sobrevivência – sem sequer conhecerem uns aos outros – dá a intensidade final da narrativa – pincelada pelas figuras que surgem enquanto procuram abrigo e até uma sutil dose de humor.

A Hora Da Escuridão não trata dos preparativos para um ataque alienígena, mas da reação pós-apocalíptica. Um enredo a princípio conhecido, mas com um desenvolvimento inovador.

——————————

 The Darkest Hour (EUA/ Rússia, 2011). Ação. Fox Filmes.
Diretor: Chris Gorak
Elenco: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Max Minghella.
Trailer

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Comentários via Facebook:

11 respostas para »CRÍTICA: A Hora da Escuridão»
  1. UFA! estava com medo desse filme ser igual a SKyLine! pelo geito não foi….

  2. E um filme que tem 13% de aprovação no rotten tomatoes recebe a mesma nota de O Espião que Sabia de Mais, que tem 85% de aprovação…

  3. Nossa, não se pode mais gostar de um filme? tem que seguir o Rotten tomatoes pra criticar?

  4. Nossa, não se pode mais gostar de um filme? tem que seguir o Rotten tomatoes pra criticar? [2]

  5. nota imdb: 5,2 metalscore 24/100

    boa coisa nao é..

  6. Nossa. Realmente, se for considerar o RT pra tudo, a gente pode parar de fazer crítica agora, né? Seria repetitivo.

  7. A quem quer que tenha incomodado a nota da crítica, um esclarecimento: se o fato de o filme ser ruim fosse uma unanimidade, a Tomatometer estaria em 0%, e não em 13%. Ou seja: há sim divergências e a internet tá aí pra cada um falar o que quiser.

    A Clara, pelo menos, não se deixou levar pelas opiniões dos outros e foi conferir o filme para ter uma visão própria. Todos deveriam fazer isso ao invés de tentar elaborar um panorama geral de acordo com a média das críticas.

    Eu, particularmente, não gostei do filme, mas li a crítica e respeito. Ponto.

  8. Vocês podem ter me compreendido mal, mas eu respeito a opinião de quem gostou, até porque eu gosto de alguns filmes que a maioria diz ser ruim. Eu apenas quis dizer que o filme não deveria ter recebido a mesma nota que O Espião que Sabia de Mais, que todos sabemos que é superior.
    Desculpa se alguém não me compreendeu.

  9. Nossa as criticas do pipoca combo estão cada vez piores.
    Vi esses filme e Sherlock Holmes 2, caralho dizer que A Hora da Escuridão é melhor que Sherlock é a maior burrice q eu ja vi.
    Me desculpem, mas o critica ruim essa em…
    Agora é oficial, ñ entro mais nesse site…:)

  10. esse filme tem uma trama bem diferente . garantia que vou assistir no cinema .

  11. Assisti o filme e não gostei, desde o inicio já mostra que a única coisa que os personagens podem fazer é tentar sobreviver em um planeta devastado, achei muito ruim e me arrependi de ter visto, respeito a opinião dos criticos mas achei a nota um pouco alta.

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