CRÍTICA: A Invenção de Hugo Cabret
Postado em 16 de fevereiro de 2012 por Arthur Melo em Críticas, Drama
Martin Scorsese resolveu sair de sua zona de conforto. Bem diferente do que estamos acostumados a ver acontecer com outros diretores, a empreitada teve êxito. A Invenção de Hugo Cabret ainda teria alguns passos a percorrer para alcançar o posto de obra-prima, com suas deficiências na trama central e um visual (o melhor do longa) que apela para o que é fácil de se gostar. Mas todas as falhas vêm abaixo quando a história, apesar dos pesares, é narrada da melhor maneira possível e a sua estética, que já é atraente, encontra o melhor 3D já empregado em um longa.
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A Invenção de Hugo Cabret
por Arthur Melo
Um cineasta com a filmografia de Martin Scorsese certamente merece uma atenção equivalente à qualidade de seus trabalhos a cada novo projeto. Basta assistir a uma de suas produções para se assimilar o patamar no qual se encontra o diretor. Não há qualquer argumento que possa levantar a ideia de que Scorsese não tem pleno conhecimento de todas as ferramentas e artimanhas da linguagem cinematográfica ou de seu amor a essa arte. O que não significa, em contrapartida, que um currículo deva causar uma certeza de primor nos resultados. Se julgar um filme por seu trailer é errado, diferente não pode ser dito quando o assunto são seus realizadores; e apesar disto sugerir o contrário, A Invenção de Hugo Cabret é um ótimo filme.
O filme acompanha o menino Hugo Cabret (o inconstante Asa Butterfield), um órfão que perdeu seu pai em um incêndio em um museu. Como únicos legados há o talento genético como relojoeiro e um autômato quebrado cujo conserto é o desejo mais desesperado do rapaz. Vivendo às escondidas em uma estação de trem parisiense, se espreita pelas lojas do lugar para que consiga através de furtos garantir seu sustento e as peças necessárias para reparar o antigo robô achado pelo seu pai – única lembrança dele.
Hugo (quando em itálico estarei me referindo ao filme, não ao personagem) é, de imediato, um deslumbre. Visualmente não há o que ser melhorado no que propõe – o que não significa insuperável, ainda que difícil. Já em sua abertura (pouco relevante para a economia da história, mas perspicaz em apresentar seu protagonista – apenas) a estética consegue fisgar. A Direção de Arte (um Oscar quase certo), unida à fotografia, estabelece um espetáculo à parte que praticamente dilui os pequenos tropeços da trama, garantindo considerável parcela de interesse pelo longa. Em um primeiro olhar, o resultado é embasbacante, mas logo a vista se acostuma à identidade gráfica do longa e acaba por revelar que genialidade não há, mas sim uma impecável execução de uma ideia complicada, mas pouco criativa.
Realmente, a fotografia é brilhante (há sentido denotativo aqui). Seus méritos vão desde o perfeito casamento com os efeitos visuais coadjuvantes (ótimos, mas nada que devesse constar em uma indicação ao Oscar) ao – e principalmente – uso do 3D (um elogio a ser recebido também pelas opções de Scorsese). No entanto, não é preciso um olhar muito atento para notar que toda a beleza das imagens está detida no uso descomunal do contraste entre o laranja e o azul. Não bastasse a sensação de que todas as sequências diurnas decorrem sob o sol morno amarelado de inverno das cinco da tarde, os focos de luz recaem sobre elementos de coloração fria. Somado a isso estão as passagens sob um luar azul quebrado por uma iluminação artificial amarelada. Fora os cenários predominantemente alaranjados, assim como os tons de pele, contrapostos por figurinos que seguem o mesmo contraste de azul e laranja a um ponto que um mero paletó negro recebe uma carga de ciano. Até mesmo os planos fechados do protagonista evidenciam o duelo entre seus fortes olhos azuis e a matiz de seu rosto. Belíssimo, claro. Mas é uma ideia cujo impacto positivo já fora tão comprovado que não é difícil encontrarmos pôsteres de blockbusters carregados neste princípio. De fato, a exatidão dos limites de iluminação, cores e captação de imagens são altamente complexos, mas não cobrem uma certa tendência a utilizar o fácil para impressionar.
Poderia ser um caso para se importar, não fosse o espetacular desempenho tridimensional. Em escolhas muito bem tomadas, a fotografia e a direção arquitetam planos abertos de grande profundidade de campo nos quais é possível enxergar desde o elemento mais próximo ao mais distante com perfeita nitidez (a câmera percorrendo pela primeira vez a estação ferroviária e as escadas da torre do relógio do terceiro ato comprovam isso).
Claro que a estética não é tudo. Mas é o essencial uma vez que A Invenção de Hugo Cabret tem uma história bastante simples, e talvez até boba. Isso, não fosse sua maior qualidade, só percebida quando atentada a conexão entre a estrutura da trama e o principal conceito moral passado por ela: em certa etapa do desenvolvimento, Hugo explica para sua amiga Isabelle (Chloë Grace Moretz, ótima como sempre) que por muito tempo achou que era um alguém sem propósito no mundo, até o dia em que percebeu que, assim como o relógio é formado por inúmeras peças pequenas que realizam suas tarefas, o mundo é formado pelo seu equivalente em pessoas, cada qual com seu propósito para fazê-lo funcionar. A chave-mestra do filme para contra-argumentar sobre qualquer possível acusação de presença de personagens sem real valor para a narrativa ou para um conto centrado em um garoto, mas que não se trata no fundo sobre ele.
Hugo possui em seu desenvolvimento a interrupção de personagens que não estabelecem qualquer relação com os fatos centrais, cujos tempos em tela são utilizados para fazerem gracejos e darem sequência a irrisórias questões sentimentais de suas próprias vidas. Seria mesmo um prato cheio para apontar um roteiro formado por figuras fáceis de se escrever e de conquistar a simpatia, não fosse a anulação plantada por uma única fala do protagonista que molda um propósito para cada um. Uma pena, entretanto, que tais propósitos culminam em um pequena intervenção no último ato, mas que é definida por uma solução fácil e independente desses personagens – e totalmente descartável. Mas Hugo, assim como os outros, é uma peça intermediária que desempenha seu papel de funcionar como grande coadjuvante da peça maior que é Georges Méliès (Ben Kingsley, perfeito). E toda a sua angústia retratada e fomentada como protagonista encontra o drama menor do cineasta, cedendo o palco para que o longa se torne um grande agradecimento autoral ao Cinema. Pode até não ser uma troca justa para o menino Hugo, mas certamente é para o conceito proferido pelo garoto e para o filme como tal.
Como uma história que intenta ser contada em uma tela, Hugo pode não ser das mais esplêndidas, cativantes ou até mesmo divertidas (o que explica o seu fracasso comercial, ajudado por um marketing que vendeu uma aventura infantil quando se trata de uma trama monótona para as crianças). Mas o seu sabor vem do profundo amor de Scorsese em contar histórias, que se transforma em um talento raro em expor seus sentimentos. Martin consegue em Hugo aquilo que Méliès se consagrou fazendo: fabricar sonhos; imagens extasiantes embebidas em uma trama sem tanta desenvoltura. E se o tempo não tem sido muito gentil com os filmes antigos, Scorsese provavelmente compensou em uma homenagem a quem o ensinou a sonhar.
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Hugo (EUA, 2011). Drama. Paramount Pictures.
Direção: Martin Scorsese
Elenco: Ben Kingsley, Chlöe Moretz, Jude Law, Sacha Baron Cohen
Trailer
























Caraca, nunca li críticas tão esplendidas iguais as do PIPOCACOMBO.
Ansioso por Hugo.
é vdd Diego, não é puxação de sardinh não, mas as criticas daqui são estupendas! Acabei de ler a critica de Hugo no Omelete, despresivel, critica ruim, isso se aquilo for uma critica!
Realmente, as criticas do omelete…
Já as do PipocaCombo, estão de parabéns.
Vou ver esse filme esse fem-de-semana com certeza!!Quero muito ver o 3D desse filme,que está sendo muito elegiado pela crítica e pelo público,e o filme em si também,é claro.
Pena em Ponta Grossa esse filme não esteja passando em 3D
as críticas do PC são fodas mesmo, só vejo o site por causa dela, aliás. mas cadê a crítica de Motoqueiro Fantasma?
ÓTIMA CRÍTICA! Quando quero ver algo longe da superficialidade, eu procuro o Pipoca Combo.
Enfim, sobre o filme… Eu queria ver tudo isso quando o assisti, mas a projeção 3D descalibrada da minha sala do CINEMARK prejudicou a experiência.
Curti a crítica porque deixou claro que não há nada de genial no filme, nem de divertido, nem de emocionante e muito menos memorável. Aceitemos, Hugo não é o melhor filme do ano!
Sim, não achei Hugo um filme excepcional mas também está longe de ser ruim. Como ressaltou, o visual é o que se destaca como a melhor coisa do longa. O problema está na história, como ela foi contada, o envolvimento dos personagens, a falta de ritmo, as obviedades…
Então, qual o propósito dessas 11 indicações?
Já vi filmes – com crianças como protagonistas – mais emocionantes, já vi um climax mais exuberante e trabalhado, e principalmente já vi grandes cenas icônicas! Nada disso está presente em Hugo. Hugo é uma ótima homenagem ao cinema e seus inventores, com destaque ao “Pai”, George Méliès, mas pena que não temos prêmios para “Melhor Homenagem do Ano” no Oscar.
Ótimo comentário, Paulo.
Gostei bastante da observação sobre a explicação para o excesso de atenção voltada para personagens e subtramas sem importâncias, mesmo que essa explicação não cole. Absolutamente nada justifica o tempo dedicado às perseguições do Inspetor atrás de Hugo. Pior ainda é a personagem de Emily Mortimer, que tem sua existência justificada na cena em que Hugo lhe faz um apelo. Ela só existe e só se “interessa” pelo Inspetor para que o apelo de Hugo funcione. Só.
Quando ao 3D, concordo que seja um dos melhores usos, mas me incomodo com quem fecha os olhos para os problemas. Em mais de uma ocasião, Scorsese faz exatamente o contrário do ideal e utiliza uma profundidade de campo muito pequena pra ressaltar choque ou desconforto com alguns acontecimentos, não me lembro quais. Além disso, há também os vários momentos em que os personagens esticam os braços na direção da câmera, e se fosse qualquer outro diretor, receberia uma chuva de críticas por insistir em “lembrar o espectador que o filme é em 3D”. Por outro lado, acho interessante que em uma ocasião que Sacha Baron Cohen se aproxima demasiadamente da câmera, somos induzidos a um estrabismo intenso e incômodo que nos coloca na mesma posição de acuamento da vítima do personagem.
Fora isso, continuo discordando insistentemente de todos aqueles que analisam o filme influenciados exclusivamente pelo terceiro ato. Acho que até mesmo essas pessoas, em uma revisita ao filme, seriam obrigadas a reconhecer que a primeira metade é incompatível com a obra-prima que estão tentando pintar. Parabéns por não ter sido um deles.
Excelente crítica Arthur Mello e excelente comentário Paulo. Acabei de assistir o filme e concordo com vocês em tudo.
Penso que A Invenção de Hugo Cabret não é filme de aventura e fantasia criado para atrair as crianças de hoje, mas uma bela e deslumbrante homenagem ao começo do cinema (mais original, linda e não calculada com o objetivo principal de ganhar prêmios como em O Artista).
Scorsese fez uma maravilhosa direção no longa, acho que ele ou Mallick deveriam ganhar as premiações de melhor diretor .
8 é uma nota perfeita dada ao filme.
Mais é assim, a academia não gosta de filmes infantis e muito menos de filmes de fantasia, mais se são filmes infantis e de fantasia feitos pelo Martin Scorsese, o filme já é garantido como o grande indicado ao ano.
Acho isso muito injusto, porque convenhamos o filme não é tão bom assim, a história é muito bonita, mais poxa, que isso hein? O filme é ótimo, mais tem cenas ruins, tem coisas muito bobas, eu gostei do filme, mais tem algumas coisas que não da pra engulir, 11 indicações ao Oscar, isso já mostra que muitas vezes a academia leva o respeito pelo diretor em questão do que a qualidade do filme, e é assim a muito tempo.
Muitos filmes mereciam ter sido indicados, Harry Potter, Millenium e tantos outros.
Excelente crítica, de verdade. Mesmo descordando de boa parte, muito bem escrita. Como bem sabe, amei o filme. Quando ao amigo acima, digo uma coisa: o mundo não gira em torno do seu umbigo. Você não ter gostado não torna o filme pior. Há a possibilidade de inúmeras pessoas amarem – e foi o caso. E Scorsese não é nenhum queridinho da Academia, como bem sabemos. É cada uma, viu…
Retiro o que eu disse , Torcendo pra qualquer filme que ganhe, no Oscar, ja que os indicados nenhum deles forão os melhores do ano!
E é notório que Hugo só tem todas essa indicações, tudo por ser um filme de Martin Scorcese, e não pela historia ou visuaol!
Bom, em relação ao filme, esperava algo mais encantador, ja que é um filme infantil, mas não deixa de ser um bom filme!
E Júlio essas 11 indicações é favoritismo de Martin Scorcese, e ele é sim um queridinho da academia! Até que Hugo não deveria estar em Efeitos Visuais, Edição e Mixagem de Som! E só ta emtodas por Martin e não por Hugo!
E que venha a hipocrizia e injustiças nesse domingo de Oscar!
Não irei ver o Oscar desse ano. Como já dito anteriormente não vou perder meu sono para acompanhar a cerimônia de premiação, pq a lista de indicados de 2012 possui tantas injustiças.
Realmente Hugo não é o melhor filme de 2011 e apenas está nas premiações por causa de Scorsese, mesmo. Eles preferem colocar Hugo ao invés de Harry Potter pq como o Luiz Fernando comentou “a Academia não gosta de filmes infantis e muito menos de filmes de fantasia, mais se são filmes infantis e de fantasia feitos pelo Martin Scorsese, o filme já é garantido como o grande indicado ao ano.”
Quase ia esquecendo, hoje encontrei no blog de Rubens Eward Filho um post muito interessante que fala sobre o comportamento da bancada do Oscar : http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2012/02/20/por-dentro-da-academia/
Meu deus… Hugo é centenas de vezes mais maduro que HP 2, mesmo com todos seus defeitos. Repito: muitas pessoas amaram Hugo. Não só cinéfilos, mas o público em geral. Tenho uma amiga leiga que, segundo ela, chorou cinco vezes e achou encantador – assim como seu irmão mais novo, sendo que nem saber quem é Scorsese ela sabe. Existe um mundo além da cabeça de vocês, já pararam pra pensar? Respeito quem não gosta do filme, mas querer anular a opinião dos outros em detrimento da sua, é um absurdo.
Antes de você querer falar sobre uma pessoa, APRENDA A ESCREVER O NOME DELA. Começa por aí. Engraçado, ano passado, Ilha do Medo, foi completamente ignorado pela academia. Favoritismo? Sou um grande conhecedor da filmografia do diretor e, te garanto, pelo menos 80% de suas obras foram ignoradas pelo Oscar.
Coorsoon, aposto que você entende muito mais de mixagem e edição de som do que os sindicatos de Mixagem e Edição de Som, não é?! Ambos indicaram Hugo e, em um deles, levou o prêmio.
E sabe o que é píor?! Depois desse comentário meu, é provável que me acusem de tietismo. Mas irão continuar sem compreender que, se você não gosta de um filme, pode ter milhares de pessoas que amam. A verdade de vocês não é universal. Vivemos em uma democracia.
Admiro quem escreve críticas como essa, do tipo que não era o que a gente pensava antes, mas somos obrigados a reconhecer depois de ler.
Julio niguem até agora disse que o filme era ruim ou blá blá blá! A maioria tinha uma grande expectativa que não foi atentida de certa forma! Não estou desmerencendo o Filme e muito menos Scorcese! E não acho o filme ruim e até concordo com sua indicação ao Melhor filme.
E Tambem concordo que A Ilha do Medo foi um excelente filme que foi totalmente ignorado pela academia, mas o que queimou no mundo todo é que era pra ser um filme de Suspense.E passou longe disso! É a mesma coisa que o gênero de Hugo, Fosse de Ação ou Terror, sendo que o filme é infantil e drama! Então ja sabemo o porque de A Ilha do Medo foi ignorado e com certa razão, memso que o filme seja espetacular!
E do memso geito de Ano passado filme como Sem Limites e Contra o Tempo foi totalmente ignorado pela academia, e olha que a Fotografia de Sem Limites é explêndida e acho um absurdo não estar Ali!
E engano seu achar que eu Não sei o que seja Mixagem de Som ou Edição! Ja que descordo que Hugo e Transformers ocupa o Lugar de Missão Impossivel 4 e HP7.2, que foram bem mais superiores!
Falando em HP7.2, Hugo não é mais maduro,Fato! Hugo não foi melhor, Fato! Hugo tirou as principais categorias de HP7.2, Fato! E do mesmo jeito que muita gente amou o Hugo, o dobro adorou HP7.2! Não estou desmerencendo ninguem e não é coisa de fã ou tralalá, mas convenhamos Hugo pode ter sido um belo filme, bonitinho, uma grande homenagem ao cinema, um visual incrivel ( e deverá ganhar em Direção e Arte), mas não foi um HP7.2. Me Desculpe, mão não!
Niguem esta anulando ou deteriorado a sua opnião aqui! E só te mencionei pq é mais do que obvio que as 11 indicações é pelo Martin e não por Hugo! E Se isso é anula a sua opnião, sinseramente não vejo o porque disso!
Nerd Girl muito legal o post de Rubens Ewarld!
E eu gosto mais da Ideia de Cavalo de Guera em Melhor filme do que Hugo!
Opa eu retiro o que eu disse! Foi sem pensar! Prefiro Hugo do que Cavalo de Guerra!
Coorsoon, get over it. Sérião.
8 pipoca pra um filme super infantil, dale critica.
oscar só serve para te dizer qual filme nao assistir,
criticos tbm .
Coorsoon, cuidado ao sair afirmando que as coisas são fatos. Não são. É tudo relativo. Pare de ficar afirmando tudo categoricamente. Enfim, a maioria do público – cinéfilo e leigo – não se decepcionou. A crítica, eu aceito. Mas, através do Facebook e seus grupos – além dos meus inúmeros amigos de internet-, percebo que ele vem sido não só adorado, mas como AMADO por todo mundo. Repito: saia da sua bolha. Existe um mundo fora dela.
Sim Júlio! Fiz tudo categoricamente, pois comentar por etapas, sobre seu comentario! E mais uma vez nao disse que não gostei do filme, ou que foi ruim, mas esperava muito dele, porém foi otimo, e não me decepcionei,a unica coisa que não concordo é com sua 11 indicações, fora isso esta tudo nos devidos lugares!
Não estou esnobando niguem nem o Filme!
E me desculpe, não quero parecer grosso ou algo to tipo, mas não estou em minha bolha, e vivo num mundo fora dela!
Vcs estão entendendo tudo errado o que eu quero dizer!
As imagens são fabulosas, mas o filme demora pra engrenar! Dá uma volta pra se chegar no real inventor. Esperava mais do filme e do 3D.
Boa, Arthur! Ótima crítica.
Esse filme foi uma declaração de amor do Scorsese pelo cinema e a afirmação de que essa é a função dele no mundo. Foi lindo ver cenas dos primeiros filmes produzidos (mesmo que seja só um trem andando), ouvir referências aos primeiros equipamentos utilizados no início do cinema.
Apesar de alguns dizerem que o tempo dele em tela foi excessivo, é tocante ver o policial que persegue o Hugo como um relógio quebrado que não tem conserto, com aquela perna travada. Eu me comovi com a história dele, de qualquer forma.
E também não achei um filme muito infantil, não. Há tanto texto ali cuja profundidade e verdade a gente só entende depois de analisar a própria função no mundo, dos nossos sonhos… Não sei até que ponto uma criança realmente consegue absorver.
Me decepcionei com o Pipoca Combo mais uma vez.
A primeira vez foi com “Os Muppets”: 8 pipocas o dito-cujo deu a obra.
Traumatizante, isso foi o filme em minha não tão humilde opinião.
Penso eu cá com meus botões “bem errar 1 vez é humano, ñ erraram de novo”.
Vejo a nota de “Hugo” dada pelo Pipoca, me animo a ver o longa e mais uma vez me decepciono. 8 pipocas? para um filme que da sono! um filme que estreará certamente na SESSÃO DA TARDE.
Adeus P.C. Olá Omelete!
A verdade é que Hugo nem é um filme infantil, pois uma criança gosta de coisas engraçadas, bonitinhas e entre utros. Coisas de Crianças.
Hugo é um filme para os amantes do cinema, para os adultos. E a ideia do filme ocorreu da melhor forma possivel. Muito melhor do O Artista, uma homenagem muito mais digna que o filme mudo. É uma Pena, pois Hugo deveria ganhar umas das Principais..
Querido “Lucas”,
Se quer trollar, trolla direito.
O Omelete deu 4 ovos pra Hugo, o que também equivale a um 8.
Mas você ainda pode tentar o Cinema em Cena, o Cinema co Rapadura… Opções não faltam.
Abraço.
Melhor filme do ano! Aliás… dos últimos anos!!! E o melhor 3D de todos!
Tem certeza que vc acha Hugo melhor do que esses? Tem certeza?
Os Infiltrados, Bastardos Inglorios, Avatar, A Rede Social, Cisne Negro, A Origem, HP7.2, Star Trek, O Misterioso Caso de Benjamin Button, TKD, Up, Como Treinar seu Dragão, Contra o Tempo, King Kong, Presagio, Naufrago, SDA.
Hugo pode ter sido um dos Melhores do ano, mas dos ultimos Anos?. Me Desculpe mas deverei discordar
Flávio também discordo de você. Vários filmes maravilhosos foram lançados nos últimos anos como por exemplo: A Árvore da Vida, Meia-Noite em Paris, Rango, As Aventuras de Tintim, Millennium-Os Homens que Não Amavam as Mulheres, O Espião que sabia Demais, X-Men-Primeira Classe, TDK,Up,Toy Story 3, HP7.1 e HP7.2 , Star Trek, O Palhaço, Tropa de Elite 1 e 2, Cisne Negro, O Vencedor, Ilha do Medo, Bastardos Ingloriosos, Drive, Kick-Ass, Contra o Tempo, Sem Limites, A Origem, O Grande Truque, Cidade de Deus, Deixe ela Entrar, Munique , O Último Rei da Escócia, a trilogia SDA, Onde os Francos Não tem Vez, Tudo pelo Poder, A Pele que Habito, Kill Bill vol. 1 e 2 etc…
Sei que Scorsese é um grande diretor, mas comentar que Hugo é “O Melhor” é um pouco demais. Muitos longas foram tão bons ou superiores a ele no ano passado e não tiveram o devido e merecido destaque nas premiações.
Gente, na minha opinião o filme é ÓTIMO!, apesar de ser longo. Se prestarem atenção é uma história bem legal sobre como surgiu o cinema que todos nós, hoje em dia não vivem sem ele. Quando dizem que o filme é livre, não quer dizer que as crianças não vão gostar. Só que elas preferem desenhos.
Minhas irmãs de 9 anos, gostaram do filme, porque retrata uma aventura diferente do que elas estava acostumadas a assistir como Barbie por exemplo. Então, eu acho que o filme mereceu SIM ganhar o Oscar de melhor filme do ano, é uma aventura bem interessante que se passa nos anos 30 é leva as crianças de uns 7 anos em diante a uma época diferente… Enfim… eu acho que a Aventura de Hugo Cabret encantou muita gente, não só pela fofura do ator, mas pela bela história que encontramos no final.
Claraa, Hugo nao ganhou o Oscar de Melhor Filme, foi o Artista. E se formos compararmos os filmes que estavam indicados Hugo foi o Melhor mesmo, mas faze o quÊ!