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A mistura de clássicos da literatura com seres sobrenaturais conseguiu tal sucesso de vendas, que atraiu o interesse de produtores. Em especial, a pseudo-biografia do ex-presidente americano Abraham Lincoln, temperada com os tão populares vampiros, foi adotada por Tim Burton e é a primeira do gênero a chegar às telas com um resultado muito pouco satisfatório.

 

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros
Por Eduardo Mercadante 

Há uma corrente literária que alguns anos atrás começou a adaptar obras de gênero, por assim dizer, mais adulto a um público mais jovem, inserindo elementos sobrenaturais. Apelidado de mash-up classic, esse gênero deu origem a livros como Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos, Orgulho e Preconceito e Zumbis e Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, sendo os dois últimos escritos por Seth Grahame-Smith.

O longa começa com um retrato do primeiro contato de Abraham (Benjamin Walker) com os vampiros. Após seus pais defenderem um filho de escravo, ele vê sua mãe ser morta pelo vampiro Jack Barts (Marton Csokas). Dessa forma, o roteiro – também assinado por Grahame-Smith – assume que o espectador já está plenamente inserido na história, e pronto para acompanhar Abraham em seu treinamento com Henry (Dominic Cooper), um homem místico que se dispõe a ensiná-lo a matar vampiros, desde que Abe só mate quem o mentor selecionar e que ele não misture seu “trabalho” com relações amorosas – lição que ele ignora, ao se casar com Mary Todd (Mary Elizabeth Winstead).

A segunda metade acompanha a decisão de Abraham de lutar contra os vampiros por meio da política, agora trabalhando a questão histórica, ao se revelar uma perfeita caricatura dos filmes que retratam a história dos EUA: um pêndulo que oscila entre a verdade questionável e mentira crível – só que, dessa vez, a falsidade é anunciada. Nesse mote, para aproveitar a óbvia ligação com a Guerra de Secessão, é dito que os vampiros dominam a região Sul, usando escravos como sua principal fonte de alimento. No entanto, não satisfeitos, eles resolvem avançar para o Norte, sob o comando de Adam (Rufus Sewell). A luta contra os vampiros se mostrará bastante complicada, por algumas mudanças na mitologia, principalmente, o fato de eles poderem andar no sol e se tornar invisíveis.

O desenvolvimento dos personagens, na última parte, é muito maior, já que há uma bem-vinda pausa na bateria de cenas de ação. Entretanto, talvez esse seja o maior erro do diretor Timur Bekmambetov. Tendo conhecimento da clara dicotomia do roteiro, ele deveria ter amenizado a cisão. Abraham Lincoln são dois filmes, com seus respectivos públicos. É claro que a maioria dos espectadores verá a obra pelo fator mítico; logo, aumentar as cenas de reflexão e paisagem torna o ritmo já lento em letárgico.

Como água e óleo, a união dos elementos se prova incrivelmente fraca, colocando em cheque o valor desse novo gênero, ou expondo sua inaplicabilidade para o cinema. Com certeza, em breve, outra dessas obras será transcrita para as telonas, sendo o teste definitivo para saber qual é o problema: o gênero ou a adaptação. Ao que parece, ambos.

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Abraham Lincoln: Vampire Hunter (EUA, 2012). Fantasia, Terror. Fox Filmes.
Direção: Timur Bekmambetov
Elenco: Benjamin Walker, Dominic Cooper, Marton Csokas, Mary Elizabeth Winstead, Rufus Sewell

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Uma resposta para »CRÍTICA | Abraham Lincoln: O Caçador de Vampiros»
  1. Deram uma nota muito alta! Merece menos, com certeza! Nada no filme é explorado, personagens, vampiros, até mesmo a historia fica necessitando de algo a mais para implementar o roteiro e deixa-lo no minimo interessante!

    Nada no filme funciona, todo aquele visual legal, cai por terra abaixo em todos os sentindos! O filme só vive pela Direção de Arte e Efeitos Visuais, pq do resto morre! Trilha Sonora fraca demais, Montagem (Edição) pavorósa, Fotografia Clichê, Roteiro ridículo, atores péssimos, Nada funcionaa! Tudo acontece rapido demais.

    Sinseramente eu esperava pelo menos o minimo pro filme, mas nem isso ele consegue! Esse é o tipico caso que o Trailer mostra um filme, consistente, diferentem, Cenas de Ação e tudo! Mas não consegue o mínimo disso!

    Infelizmente esse se juntou a Battleship e Furia de Titans 2 nos piores longas do Ano.

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