CRÍTICA: Além da Vida

Críticas
// 06/01/2011

Seria Além da Vida o primeiro bom filme a chegar às telas brasileiras em 2011? Sim. Clint Eastwood assinando o trabalho já deveria ser uma confirmação disso. E é. Mas o longa, apesar de firme em exemplificar mais uma vez o porquê do diretor sustentar seu nome com honras hoje, não vale como um argumento totalmente positivo na filmografia do diretor.

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Além da Vida
por Leandro Melo

Eastwood, como uma das instituições do cinema americano contemporâneo, está acima de qualquer julgamento em relação ao seu talento. Em Além da Vida (Hereafter), Clint vem a realizar o primeiro bom filme de 2011 a estrear no Brasil.

Primeiramente, há de se dar o mérito para o roteiro Peter Morgan, ao utilizar fatos importantes e de grande visibilidade mundial para localizar o espectador no espaço/tempo do filme. Em uma obra onde a comunicação com o mundo espiritual é abordada, tal cuidado com a veracidade diegética é de grande bom gosto. Infelizmente, o desenvolvimento dos personagens, que vinha sendo bem explorado de certo modo, se perde na antecipação do clímax, pois o momento sobre qual o filme foi todo estruturado acontece bruscamente.

Aliado ao roteiro irregular, Eastwood demonstra porque tem uma carreira sólida e prestigiada. Com uma direção firme e vigorosa, percebe-se a sua paixão e dedicação a cada cena da película.

Praticamente uma tradição na filmografia recente de Eastwood, a trilha sonora (composta pelo próprio) vem a pontuar as cenas onde os momentos melodramáticos devem ser explorados, tornando assim bem claro a qual gênero o filme pertence.

A fotografia de Tom Stern, extremamente bem executada na sua composição em tons escuros, utiliza do travelling para acompanhar os personagens na tentativa de criar um profundidade e – consequentemente – uma aproximação com a ação.

Em relação ao elenco, não há aqui nenhuma interpretação arrebatadora e que venha a ser digna de grandes prêmios. O grande destaque aqui é dos gêmeos Frankie e George MacLaren, que entregam as cenas mais emocionantes do filme.

Se Clint Eastwood não faz de Além da Vida uma de suas melhorias realizações, ao menos passa longe do medíocre. Vemos aqui vários elementos reconhecíveis em suas obras anteriores e que lhe fizeram valer do prestígio que desfruta hoje. Por algumas escolhas equivocadas e um certo exagero de si mesmo em outros, acaba por se tornar “apenas” um bom filme do Eastwood.

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Hereafter (EUA, 2010). Drama. Warner Bros. Pictures
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Matt Damon, Cécile de France.
Trailer

Eastwood, como uma das instituições do cinema americano contemporâneo, está acima de qualquer julgamento em relação ao seu talento. Em Além da Vida (Hereafter), Clint vem a realizar o primeiro bom filme de 2011 a estrear no Brasil.

Primeiramente, há de se dar o mérito para o roteiro Peter Morgan, ao utilizar fatos importantes e de grande visibilidade mundial para localizar o espectador no espaço/tempo do filme. Em uma obra onde a comunicação com o mundo espiritual é abordada, tal cuidado com a veracidade diegética é de grande bom gosto. Infelizmente, o desenvolvimento dos personagens, que vinha sendo bem explorado de certo modo, se perde na antecipação do clímax, pois o momento sobre qual o filme foi todo estruturado acontece bruscamente.

Aliado ao roteiro irregular, Eastwood demonstra porque tem uma carreira sólida e prestigiada. Com uma direção firme e vigorosa, percebe-se a sua paixão e dedicação a cada cena da película.

Praticamente uma tradição na filmografia recente de Eastwood, a trilha sonora (composta pelo próprio) vem a pontuar as cenas onde os momentos melodramáticos devem ser explorados, tornando assim bem claro a qual gênero o filme pertence.

A fotografia de Tom Stern, extremamente bem executada na sua composição em tons escuros, utiliza do travelling para acompanhar os personagens na tentativa de criar um profundidade e – consequentemente – uma aproximação com a ação.

Em relação ao elenco, não há aqui nenhuma interpretação arrebatadora e que venha a ser digna de grandes prêmios. O grande destaque aqui é dos gêmeos Frankie e George MacLaren, que entregam as cenas mais emocionantes do filme.

Se Clint Eastwood não faz de Além da Vida uma de suas melhorias realizações, ao menos passa longe do medíocre. Vemos aqui vários elementos reconhecíveis em suas obras anteriores e que lhe fizeram valer do prestígio que desfruta hoje. Por algumas escolhas equivocadas e um certo exagero de si mesmo em outros, acaba por se tornar “apenas” um bom filme do Eastwood.

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Categorias
Críticas, Drama