CRÍTICA: Astro Boy

Animações
// 26/01/2010

Na última sexta-feira entrou em cartaz no país a atrasada animação baseada nos mangás e desenhos animados japoneses do menino-robô Astro Boy. Com uma premissa que poderia tocar (a dúvdia em revelar para os seus amigos ser um robô), a animação se perde em ceninhas de ação para prender as crianças. O resultado: uma produção esquecível.

Astro Boy
Por Daniel Mattoso

Astro Boy surgiu pela primeira vez há 58 anos em uma revista japonesa. Desde então, se tornou um fenômeno venda e público no Japão. Mas o objetivo é conquistar o mundo. Chega aos cinemas a mais recente animação, toda em CGI. Para quem não conhece a história do menino robô é uma ótima oportunidade para conhecer. Para quem já sabe, vá se divertir, pois o personagem é bem carismático, ainda mais na voz de Rodrigo Faro.

Astro Boy conta a história de uma época em que humanos e andróides convivem normalmente, muitos anos no futuro. Um cientista acidentalmente perde o seu filho e decide recriá-lo no formato de robô. Percebe que o novo robô, apesar de bem carinhoso e lembrar bem o filho, não o é e vai desprezando-o. O jeito que o futuro Astro Boy vai descobrindo ser um robô é ao mesmo tempo triste, mas, por se tratar de um “desenho”, logo muda o foco e aponta para a descoberta dos jatos propulsores e seu poder de vôo. Ao cair da cidade suspensa de Metro City, Astro conhece outras crianças e robôs que o batizam de Astro Boy, ou somente Astro. E a partir daí se inicia a questão do longa: falar ou não para os novos amigos que é um robô.

O drama vivido pelo menino-robô pode até destoar um pouco para quem espera ação. Logo que o drama começa a dar sinais de cansaço, surgem na tela o trio de robôs metidos a comediantes que só servem para criar vagas risadas. Quando o pai cientista fica em dúvida se desliga Astro, três segundos depois tudo se resolve. Não há espaço para drama neste filme de criança. Por mais que a história gire ou tente se encaminhar para esta direção, a ação está acima de tudo.

Astro Boy nos dá a sensação de ser um recorte de clichês, a começar pelo seu bordão – “Para o alto e avante”. (Hum, estranho… Já ouvimos isso em algum lugar). Depois, o drama de se revelar ou não uma máquina para os amigos. Apesar de extremamente previsível, irá agradar bem aos meninos de até dez anos. E aqueles que, nostálgicos, aprenderam a gostar do herói dos mangás.


Astro Boy (EUA/Japão, 2009). Animação. Aventura. PlayArte.
Direção: David Bowers
Elenco: Freddie Highmore, Kristen Bell, Nathan Lane, Eugene Levy, Matt Lucas, Bill Nighy, Donald Sutherland

Comentários via Facebook