CRÍTICA: Carga Explosiva 3

Ação
// 12/12/2008

Chega aos cinemas a terceira parte da série de filmes de ação Carga Explosiva. A seqüência segue contando as histórias do transportador Frank Martin, que dessa vez deve carregar uma importante encomenda ligada à assinatura de um acordo internacional ecológico. Leia a crítica completa a seguir.

Carga Explosiva 3
por Breno Ribeiro – crítico e colunista

Há um tipo de filme cuja importância não cai sobre aspectos criativos, como história, roteiro, construção de personagens ou contextos críveis. A série Carga Explosiva, apesar de fazer parte do obscuro grupo pré-citado, não era essencialmente composta de longas ruins. Muito embora possuíssem uma base recheada de clichês, as cenas de ação e lutas se mostravam eficientes e bem montadas o suficiente para ‘tapar’ os buracos desse queijo suíço cinematográfico. Mas na nova missão do transportador Frank Martin, o quase inevitável aconteceu.

Agora contando uma história que, pela primeira vez, fez o título nacional parecer encaixar, Carga Explosiva 3 narra a nova missão de Martin que envolve o transporte de uma carga desconhecida para um grupo de bandidos. Martin se vê forçado a realizar a missão ao lado da misteriosa Valentina, pois ambos são ‘presenteados’ com um bracelete inquebrantável que, uma vez longe demais do carro do mocinho, os explodirá.

O longa conta com uma direção e trilha de certa forma eficazes para o estilo. Entretanto, a edição de cenas não favorece o filme em algumas passagens. Nas cenas de lutas, tanto direção, quanto edição e a coreografia das mesmas alcançam um resultado interessante, pois absolutamente todas essas passagens fazem uso de elementos inesperados, como ternos e cintos. Por outro lado, as perseguições de carro, por exemplo, não possuem o mesmo privilégio das outras. Mesmo com a direção interessante de Olivier Megaton, a edição rápida, os cortes abruptos e a passagem entre eles tornam muitas cenas confusas e o espectador pode se sentir perdido em muitas delas. Apesar de óbvia, a trilha sonora é ordinária, muito embora peque ao utilizar canções de gosto duvidoso.

As atuações de Jason Stathan e Natalya Rudakova não acrescentam nada de muito chamativo, mas estão longe de serem desprezíveis. Enquanto o ator consegue conferir o ar durão e solitário do protagonista com facilidade (o que parece ter muito mais a ver com as expressões naturais de Stathan do que com seu talento como ator), Rudakova absorve o ar melancólico da personagem no começo do longa, embora todo o aparente poder de atuação da atriz desapareça depois que a história triste da personagem é contada e ela se torne na ‘mocinha em perigo’.

Com diálogos rasos e que falham ao tentar criar um ar de naturalidade, o longa é o típico filme de ação. Os elementos estão todos lá: atores medianos, cenas inesgotáveis de lutas que só servem para mostrar o quão forte, ágil e inteligente o protagonista é, perseguições, explosões e inverossimilhança (é engraçado ver, em uma perseguição, que Martin se afasta muito mais do que apenas 20 e tantos metros de seu carro sem que nada lhe ocorra). Apesar dos pesares, e em escala muito inferior aos seus antecessores, Carga Explosiva 3 funciona. Está longe de ser o filme do ano, do mês ou da semana, mas caso você esteja em um dia tranqüilo e sem grandes expectativas, pode ser o filme do dia.


Transporter 3 (EUA, 2008). Ação. Imagem Filmes
Direção: Oliver Megaton
Elenco: Jason Stathan

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Ação, Críticas