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O cinema nacional passou muitos momentos errando. Seja na hora de produzir alguma coisa que preste culturalmente, ou que tenha fôlego para levar o próprio público aos cinemas. Ao que parece, a tendência, dando uma breve olhada nos últimos sucessos brasileiros, é se apoiar no tino em atrair a massa, ao invés do foco cultural. Se esse é o intuito, pelo menos tem acertado. O tom novelístico de Divã, que estreia nesta sexta-feira no Brasil, é uma das armas para fazer valer a aposta do cinema nacional. E, pelo resultado do longa, uma boa bilheteria deve sair. Confira a crítica completa e saiba o porquê.


Divã
Por Débora Silvestre

Lilia Cabral, protagonista da comédia Divã, afirmou no Fantástico do último domingo (12/04/2009) que o filme é, na verdade, uma história de amor. É verdade. O longa de José Alvarenga Jr. surpreende em muitas coisas, inclusive no fato de ser melhor que o livro ou a peça, homônimos e predecessores do mesmo.

Composto por boa técnica “telenovelesca” (afinal, a Globo Filmes fez a produção do filme), esse lembra sim uma novela das oito, não apenas pelos atores, como José Mayer, Reynaldo Giannechini e Cauã Reymond, mas também pelos cenários, qualidade de imagem e outros que consagraram a telenovela brasileira o sucesso que é hoje, sendo exportada e reconhecida em qualquer lugar do mundo. Mérito dela e da Rede Globo, claro. Entretanto, o filme vai além de um episódio novelesco de 90 minutos no cinema; há momentos muito intimistas e muito bonitos que emocionam e fazem o espectador pensar e voltar mais para si, coisa que a telenovela, por ser produção de massa, não consegue.

A peça ficou três anos em cartaz e era bem mais divertida e leve que o filme, apesar de muitas pessoas se emocionarem e chorarem. Porém, era coisa para se pensar que elas eram muito sensíveis. O filme tem um tom mais intimista e emocional, mas não abandona as boas piadas, fazendo a plateia rir e se identificar com determinada cena, logo após ter levado a mão ao queixo e pensado sobre aquilo que fora interpretado. Divã consegue misturar muito bem as emoções, e cada um responderá de acordo com o que está vivendo, podendo rir ou chorar bastante, ou mesmo passar indiferente.

A peça ainda desenvolve mais certas questões (como a morte de um querido), mas o filme trata tão bem e com uma carga emocional tão grande bem elaboradas as cenas em close, que mexe com o espectador e emociona muito mais que aquela, e se alguém cair em lágrimas, não será criticado como extremamente sentimental – Daniel Filho, outro famoso cineasta brasileiro, afirmou certa vez que ninguém resiste a uma cena assim bem feita.

Pode-se afirmar que a indústria cinematográfica brasileira é composta hoje por alguns tipos, como: biográficos (Olga, Cazuza – O Tempo Não Pára e Zuzu Angel), sociais (Cidade de Deus, Tropa de Elite) e comédias românticas (Se Eu Fosse Você 1 e 2 e A Dona da História). Divã entra nesta última categoria, que o Brasil vem desenvolvendo muito bem, mesmo que seja próximo de novela (visto que Se Eu Fosse Você 2 bateu as bilheterias de filmes hollywoodianos). Divã é leve, gostoso, emocional, divertido, dramático. É bonito. É uma linda história de amor.

Divã (Brasil, 2009). Comédia. Sony Pictures.
Direção: José Alvarenga Jr.
Elenco: Lília Cabral, José Mayer, Reynaldo Gianecchini, Cauã Reymond, Alexandra Richter.

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29 respostas para »CRÍTICA: Divã»
  1. já não tinha o minimo interesse em ver esse filme, agora que não tenho mesmo.
    .
    não gosto de novela, martha medeiros,filme de mulher e filmes com atores da globo…e consseguiram juntar tudo num só. pode até ser bom, mas não é o tipo de filme que me interessa.

  2. Achei essa crítica muito mal escrita. “O cinema nacional passou muitos momentos errando. Seja na hora de produzir alguma coisa que preste culturalmente ou que tenha fôlego para levar o próprio público aos cinemas.” Essas frases não fazem o menor sentido! Vocês não tem um revisor não? Tá errado, oras! E além disso, o que significa “tom novelístico”..? algum de vocês tem um mínimo de noção de história do cinema ou da TV? De onde vocês acham que vieram as novelas? E, pra quem não sabe, a participação da Globo Filmes e da Lereby (do Daniel Filho) NÃO INTERVIRAM NO PROCESSO, por mais raro que isso seja. Aprende a escrever em bom português antes de querer dar sua opinião com credibilidade. Como jornalista da área, fiquei com vergonha desse site.

  3. Palloma Soares diz:

    Sinceramente, eu quero assistir a Divã.

  4. na verdade, essa introducao num é dela

  5. Não entendi o comentario do J.P. O que está errado? Mas é verdade mesmo. O cinema aqui no Brasil passou um bom tempo querendo botar banca de que é cult e que num é filme pipoca, só que nessa de ficar com esse lero lero só fez porcaria. Daí, quando tentava fazer filme pipoca comar cult, tipo Olga, virou fiasco de público. O que num fez sentido no texto? Ou sou eu que estou falando besteira?

    Agora um jornalista que num sabe o q eh tom novelístico querer falar de alguem é meio capenga em? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs Eu é que me envergonho de jornalistas assim rsrs

  6. Patricia Cavalcante diz:

    ao sr. J.P:
    Eu sei que nao tenho nada a ver com o que vc escreveu, mas considero alguns pontos injustos. Você, como jornalista, nao deve ter tido o minimo de interpretaçao de texto para nao ter entendido a frase citada. Como bacharel em letras, eu explico (é minha funçao como prof. também): foi dito que o cinema nacional passou muito tempo errando, pois nao produziu nada culturalmente bom (como as pornochanchadas, que o sr., como jornalista da area, deve saber) nem nada que agradasse o público, levando o mesmo aos cinemas. Assim, criou-se o preconceito que o cinema brasileiro nao produz nada que preste. Cinema bom é o hollywoodiano. Outro ponto, como pesquisadora de cultura de massas, principalmente telenovelas, esse ‘tom novelistico’ com certeza deve estar associado as características que a telenovela brasileira (unica em sua produção) apresenta. Pela pergunta seguinte, vc com certeza sabe da tradiçao e origem folhetinesca que as telenovelas apresentam. Se nao sabe, a origem das mesmas se encontra nos folhetins franceses do sec. XIX.
    Por último, antes de ter vergonha do site (que acompanho a bastante), tenha o mínimo de interpretação de texto, coisa que se espera de qualquer jornalista com o pior dos gabaritos.

  7. gostei muito apesar do texto ter um pequeno erro gramatical ,deve ser um filme interessante e atrativo se for tudo o que esta dito ai espero logo ve-lo
    ou quem sabe não vira uma novela e possamos ver na tv :)

  8. Felipe: Há erros ortográficos e gramaticais que até o MS Word corrige. E realmente “tom novelístico” não faz sentido quando se refere a cinema, uma vez que a estética da novela veio do cinema, e não o contrário, portanto o “tom” da novela é que é “cinematográfico”.

    Patrícia: Pra começar, se você é professora deveria ter a licenciatura, não só obacharelado, estou errado? Além disso, você deveria também saber que interpretação nada tem a ver com erros na escrita, portanto mantenho minha opinião sobre a separação incorreta e sem sentido das duas orações que citei, até que alguém me diga o que está errado.

    Não pretendo me estender, mais gostaria de adicionar uma questão: as novas regras do acordo ortográfico estão em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2009.

  9. Nossa, que polêmica, hein? Não vou me meter… só quero dizer que tem uma crítica em http://www.lixeiradourada.com/2009/04/155-diva.html e outra vai entrar na página inicial amanhã cedo… E tem também uma promoção para um par de convites do filme, que acaba hoje. Até mais!

  10. Patricia Cavalcante diz:

    ok, o que o novo acordo ortográfico tem a ver com isso? Até onde a maioria sabe, ele não interfere na sintaxe da língua portuguesa, sua principal crítica em relação ao texto.

    onde está o erro na escrita, além da sua não capacidade para interpretá-la? Por favor, mostre-a.

    Outra, alguns elementos do cinema foram transposto para a telenovela, mas essa tem a sua própria estética. Observe a diferença de “externas” e de “closers” (com a devida licença para o estrangeirismo). Logo, reafirmo: existe, sim, o tom “novelistico”, que é bem diferente do cinematográfico.

  11. Érika Zemuner diz:

    Sim, o novo acordo ortográfico está em vigor desde janeiro, e nós estamos adaptando os textos aos poucos, afinal, como o senhor JP jornalista deve saber, todos os brasileiros terão até 2012 para se adequar às novas regras.
    Apenas gostaria que apresentasse a que erro você se refere, afinal a única palavra mudada por tal acordo e presente no texto é “plateia”, devidamente sem acento, como consta nas novas regras ortográficas, que, sobre isso, fala que perderam acento todas as palavras paroxítonas com ditongos abertos “éi” e “ói”.

  12. [...] falsas impressões, eis que surge algo de muito bom por baixo da película. Débora Silvestre no Pipoca Combo debate sobre a impressão novelística que o longa passa. “Composto por boa técnica [...]

  13. Tem gente que adora aparecer.

  14. Rodrigo Rodrigues diz:

    “Não pretendo me estender, mais gostaria de adicionar uma questão: as novas regras do acordo ortográfico estão em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2009″

    Quem se preocupa tanto com essas questões ortográficas, puramente formais, deveria ter um pouco MAIS de cuidado na escolha dos seus conectivos de coesão.

    Quanto ao conteúdo do texto (o que verdadeiramente importa), ele é totalmente entendível: por mais que um gênero tenha sua origem no outro, não se pode negar que o primeiro, a novela televisiva, acabou por adquirir características próprias.

    Se o J.P dissesse que não concorda com certas generalizações sobre o cinema nacional, aí sim, poderíamos até discutir…

  15. não entendo o porque dessa discussão.
    .
    olga pra min é um especial de fim de ano da globo que foi exibido no cinema. o auto da compadecida foi feito em foma de especial pra televisão e ficou muito bem quando pegaram o especial, editaram e jogaram no cinema. existe sim a linguagem de cinema e a linguagem de televisão, e voce pode encontrar a linguagem de cinema na televisão e da televisão no cinema.
    .
    “uma vez que a estética da novela veio do cinema” acho que a estetica da novela veio da literatura, passou pelas novelas de radio até chegar na televisão e a televisão adaptar essa estetica.
    .
    a televisão está ligada ao cinema assim como o cinema está ligada a imagem que está ligada etc….a televisão surgiu do cinema, mas é independente dele atraves de suas propiedades. senão não seria televisão, seria “cinema caseiro”

  16. Promoção “Divã” encerrada! Resultado logo mais, no LixeiraDourada! Mas ainda há outras promoções rolando!

  17. gostaria de saber se minha filha de 09 anos de idade pode assistir o filme?

  18. Legal

  19. O filme é bom, mas poderia ser melhor, ter um roteiro mais bem trabalhado e com cenas idem; há diálogos que são ruins e não concordo que exista uma “história de amor” específica. Mas há que se elogiar que é um filme ousado, porque quis mexer em situações que não são fáceis de serem levadas à telona, como muitos cineastas nacionais assim imaginam. Comédias e filmes românticos não são fáceis de se fazer, pelo menos de forma a receberem elogios da crítica especializada. Mas houve melhores momentos do que ruins momentos e acho que todos devem prestigiar o cinema nacional e não serem “duros” e inflexíveis com o que é nosso. É um bom filme que merece ser visto. É a minha opinião que deixo aqui…!

  20. Alessandra,
    tem fortes insinuações de sexo, nudez e consumo de drogas (maconha) no filme. Se sua filha pode assistir é você quem decide.
    http://www.lixeiradourada.com/2009/04/155-diva.html

  21. NA REALIDADE SÓ TENHO QUE FALAR QUE TEM UM ERRO GRITANTE NESTA CRITICA.
    O ROTEIRO DO FILME E DA PEÇA DIVÃ SÃO DE AUTORIA DE MARCELO SABACK E NÃO DE JOSÉ ALVERENGA JR., ROTEIRO BASEADO NO LIVRO DE MARTHA MEDEIROS.

  22. Gente!!o Filme é o maximo!!!quem vai esperando um tratado de piscologia realmente se decepiciona !!! é Filme pra rir pra chorar se emocionar!!é filme que deixa a gente orgulhoso de ser brasileiro!! PARABENS!!!

  23. Perdão pelo erro de digitação da psicologia!!!rsrsrs…

  24. Ai, que legal! Agora quero ver URGENTEMENTE!

  25. O filme é excelente! Ri e me emocionei!
    Não é atoa o sucesso q está fazendo, batendo recordes de expectadores logo no inicio.

  26. M a r a v i l h o s o!!!! há tempos nao ria tanto, sei que muitas mulheres se identificam com a história em algum momento de sua vida!!! valeu muito assistir!!

  27. PAULA HOLZMANN DE ALMEIDA diz:

    o filme é maravilhoso, e não acredito que exista uma só PESSOA que não se emocione em algum momento. vc chora de rir e chora de chorar, e olha que eu não sou emotiva ou coisa parecida. a atriz Liliam Cabral está maravilhosa. Um filme com alma. Levei meu marido e ele riu muito, embora tenha saído do cinema achando que eu o amava mas não o queria mais…hehehe. Portanto, vc mulher, pense bem antes de levar seu marido para assistir o filme. Mas é que o homem pouco entende o universo feminino, seus desejos, a maturidade dos sentimentos de uma mulher, além do ciúme doentio, além daquela coisa morna do dia a dia. Não entendem direito este mundo que a atriz demonstrou tão bem existir. Parabéns ao filme… vou assistí-lo muitas vezes com certeza. E quem ainda não leu o livro deveria ler. uma poesia do mundo feminino. E achei agora que a minha crítica foi melhor do que aquela que nos levou a escrever estas todas…rsrsrs. brigada pelos aplausos.

  28. Estava chovendo muito e não aguentava mais andar no shopping, comprando mais coisas que fatalmente acabariam esquecidas em meus closets…aí entrei no cinema e ri bastante com o filme… não é para ganhar festival de Cannes mas a historia e interessante, a historia com a miga foi bem legal…a Lilia segura o filme numa boa como excelente atriz que é mas achei o personagem do Caua Raymond perfeitamente dispensavel…

    Não aconselharia para garotas com menos de 15 anos pois pode passar mensagens falsas, nem toda mulher descasada sai por ai de cama em cama ou frequentando a noite, procurando desesperadamente a felicidade!!! Pode acabar numa furada, com HPV ate mesmo HIV!!!

    Vi muita porcaria filmada pelos pseudo intelectuais da decada de 70 e 80 mas tenho tido boas surpresas com o cinema nacional…

    Bola pra frente, melhor do que gastar nosso dinheirinho com filmes de superherois, vi o Spirit e ate hoje me arrependo!!!

    Mas se toda mulher a beira da separação começar a sair com garotinhos, vai se ferrar solenemente.,..eles não querem nada alem de praia, baladas e alguem para sustenta-los, ropitchas importadas, bons restaurantes. Papo de mulher mais velha não os segura por muito tempo, o que os prende é o dinheiro, um bom carro com todas as despesas pagas ou o chamado empurrãozinho na carreira de modelo ou talvez ate um futuro ingresso numa faculdade…

    Beijus, Sam

  29. Esse filme e uma droga

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