CRÍTICA | Elysium

Críticas
// 29/09/2013
Estreia de Wagner Moura no mercado cinematográfico internacional, Elysium propõe, assim como o filme anterior do diretor sul africano Neill Blomkamp, Distrito 9, uma reflexão política e social envolta em ficção científica. Um protagonista pouco carismático e o andamento soluçante da história, contudo, prejudicam o resultado final.
Elysium
Por Gabriel Costa
A boa ficção científica, de Ray Bradbury a Isaac Asimov, sempre foi caracterizada por fazer comentários a respeito das sociedades e instituições humanas a partir da extrapolação do avanço tecnológico da nossa espécie. Nessa tradição, Elysiumapresenta uma metáfora pouco sutil para o mundo contemporâneo, na qual os ricos vivem literalmente no céu – o espaço sideral, no caso – enquanto o restante da população chafurda na miséria em um planeta esgotado.
O tal planeta, evidentemente, é a própria Terra, aqui retratada em 2154 – curiosamente, o mesmo exato ano em que se passa oAvatar de James Cameron. Nessa época longínqua, mas não tão distante conceitualmente da nossa, a classe dominante reside em uma estação espacial circular dotada de sua própria atmosfera e uma tecnologia médica não menos que milagrosa. A estrutura por si só tem uma aparência fantástica que, no fim das contas, é a melhor coisa do filme. Na terra devastada abaixo, que, até onde podemos ver, é uma colossal favela, os menos afortunados disputam às cotoveladas os escassos recursos de sobrevivência.
Como seria de se esperar, a migração da “ralé” para o paraíso acima não é vista com bons olhos pelos privilegiados, representados pela oficial do governo Delacourt, vivida pela normalmente irrepreensível Jodie Foster em uma caracterização unidimensional prejudicada por um sotaque tosquíssimo. Na outra ponta do espectro social do longa estão o ex-ladrão de carros Max Da Costa (que nome!), interpretado com particular ausência de carisma por Matt Damon, seu amigo e comparsa Julio (Diego Luna, de E Sua Mãe Também), o contrabandista de mercadorias e pessoas Spider (Moura), a mãe solteira Frey (Alice Braga), e o insano mercenário Kruger (Sharlto Copley, o protagonista de Distrito 9). As interações entre tais personagens, mais os robôs-polícia de 2154 e o magnata tecnológico/coxinha inescrupuloso John Carlyle (William Fichtner) movem a trama em passos ocasionalmente duvidosos. Exemplo: a gigantesca e miserável comunidade terráquea
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não parece estar em situação de escassez de psicopatas, mas mesmo assim o bem equilibrado Max é o único disposto a executar uma missão praticamente suicida para Spider.

Quem torcia para que o eterno Capitão Nascimento mostrasse a Hollywood uma performance comparável à sua atuação nos doisTropa de Elite pode sair decepcionado. Ainda que Spider seja uma figura divertida e, ao lado de Kruger, um dos únicos personagens com mais de uma “camada” de personalidade, faz falta a intensidade demonstrada pelo ator na obra de José Padilha. Alice Braga inclui Frey no seleto grupo memorável do elenco, mais pela própria interpretação do que pela trajetória da personagem. Quando as cenas de ação, possíveis redentoras de uma obra do gênero, provam-se dependentes de manjadas câmeras lentas e silêncios dramáticos, o apelo limitado do filme está concretizado.
O comentário social pertinente e a impecável fotografia e efeitos especiais tornam Elysium, no mínimo, uma experiência válida no cinema para quem curte o estilo. Porém, o desenvolvimento pouco consistente da trama e os personagens pouco cativantes representam sérios obstáculos para que o filme possa ser considerado realmente memorável.
Elysium (EUA, 2013) Ação/Ficção Científica. TriStar Pictures, Alpha Core
Direção: Neill Blomkamp
Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Wagner Moura, Alice Braga, Sharlto Copley

 

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