CRÍTICA: Fama

Críticas
// 05/11/2009

Volta às telas o mega sucesso da década de 80. Fama, a nova versão, não chega a ser tão apaixonante quando o original dirigido por Alan Parker. Mas não deixa de ser um bom entretenimento e um musical adequado à nova geração que ainda está se adaptando a este tipo de filme.

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Fama
por Cássia Ferreira

Quando o musical Fama entrou em cartaz na década de 1980, já corria mundo afora o conceito de “sociedade do espetáculo” difundido em livro homônimo do francês Guy Debord, que já estava em sua segunda edição. No livro, ele ressalta que ao mesmo tempo em que o espetáculo é parte da sociedade, ele é a própria sociedade e seu instrumento de unificação. Na refilmagem do longa, que estreia nesta sexta-feira, o que nos é apresentado é a maneira como essas bases de espetáculo são formadas.

A história se passa na New York City High School of Performing Arts e relata os quatro anos de formação de Marco, um carismático cantor; dos dançarinos Rosie, Kevin e Alice; do aspirante a cineasta Neil; de Denise, uma pianista clássica que descobrirá novos dons e da jovem atriz Jenny e do músico Victor e dos talentosos Joy e Malik.

Neste Fama dos anos 2000, entre uma formação clássica de balé ou de música, os alunos se envolvem nas baladas negras do hip hop. Praticamente tudo termina em alguma coisa com o suingue negro do movimento que nasceu nos guetos do Bronx, dessa mesma Nova Iorque onde se desenvolve a história.

Como neste mundo contemporâneo em que vivemos, o conflito acontece entre a formação erudita versus o apelo que a cultura popular exerce seja na música, seja na dança ou no cinema. Há ainda espaço para discussões sobre a arte pela arte ou a arte pela fama.  Levando em consideração o conceito de sociedade de espetáculo, o que vemos é uma escola que visa formar – em larga escala como uma boa fábrica capitalista – talentos (ou manufaturas da arte) para suprir a demanda da indústria do espetáculo cujos melhores exemplos estão nos EUA, com Hollywood e a Broadway.

Talvez por ser uma refilmagem de um clássico, temos conflitos bem comuns: o rapaz que foi abandonado pelo pai, a mocinha que tem formação erudita mas quer se aventurar pelo popular e a garota que sempre quis viver da arte e se esforça para isso, mesmo que não tenha tanto talento assim. Enfim, tudo que se espera de um filme sobre escola de artes, tem lá.

Na verdade, Fama não inova em muita coisa e faz uma releitura justa do que foi apresentado na década de 1980. Se você é aficionado por musicais ou  curte esse universo de artes dramáticas, não pode perder a exibição. É um longa justo e que cumpre o seu papel enquanto produto da sociedade do espetáculo cujo objetivo principal é entreter. Não deixa de ser divertido.

nota-6
Fame (EUA, 2009). Musical. PlayArte.
Direção: Kevin Tancharoen
Elenco: Charles S. Dutton, Thomas Dekker, Megan Mullally, Collins Pennie, Kherington Payne, Kay Panabaker, Naturi Naughton, Paul McGill, Paul Iacono, Kristy Flores e Debbie Allen.

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Críticas, Musicais