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Nos últimos dias de 2011 entrou em circuito nacional Imortais (com uma considerável janela em relação ao seu lançamento nos EUA). E, como esta fora uma data ingrata, a crítica foi protelada para agora e você a lê clicando em “Ver Completo”.

Imortais
por Eduardo Mercadante 

Muito tem se falado sobre o conceito de “diversão descomprometida”. Inclusive, muitos filmes costumam receber maiores notas quando os críticos usam esse argumento. No entanto, é hora de refletir, mesmo que rapidamente, sobre o real significado dessa corrente. Para tal, é interessante tomar como ponto de partida o longa Imortais, do diretor Tarsem Singh.

Primeiramente, o filme estabelece parâmetros para a mitologia diferente da cosmogonia habitual. Na história, os “imortais” são os deuses e os titãs. Apesar da denominação, eles podem de fato ser mortos, mas somente por outro imortal, e não por um humano qualquer. Para não se afastar demais do conhecimento do grande público sobre mitologia, ou deuses, liderados por Zeus (Luke Evans), conseguiram prender os titãs no fundo do Monte Tártaro.

Após essa introdução, o enredo começa a se desenvolver com a apresentação de Teseu (Henry Cavill, cuja dramaticidade se resume a gritos e músculos), um bastardo que é treinado nas artes marciais por um andarilho idoso – que, na verdade, é Zeus em sua forma humana. O papel de Teseu na trama é revelado quando o rei Hipérion (Mikey Rourke, bastante confortável no papel de lutador carrancudo – grande novidade) chega à sua cidade, na sua procura pelo Arco de Épiro, a única arma que o permitiria libertar os titãs e trazer destruição aos homens e aniquilar os deuses. Uma vez capturado pelo exército de Hipérion, Teseu se junta ao Oráculo Phaedra (Freida Pinto) – uma linda mulher que desiste de seu dom para ser a mulher de Teseu – e a outros cativos com o intuito de fugir e sair à procura do Arco de Épiro, antes que Hipérion o ache e acabe com o mundo.

O roteiro escrito por Charley Parlapanides e Vlas Parlapanides podia facilmente se tornar difícil de acompanhar; a mudança da cosmogonia e a inserção do Oráculo e do Arco de Épiro são fatores que poderiam ter complicado, e muito, o enredo. No entanto, felizmente – nesse caso –, a “diversão descomprometida” veio a calhar. À exceção de Teseu, todos os personagens são muito mal desenvolvidos. O arco é achado de uma maneira tão boba que o espectador repete a típica pergunta “Como ninguém achou isso antes?” e se indigna, também, quando a virgem Phaedra dialoga sobre a sua situação e logo em seguida age como se pensasse o exato oposto daquilo que se mostrou favorável (não houve a menor preocupação de inserir nem uma pequena dúvida da personagem em tal momento).

Quanto ao enredo, no somatório final, essa simplificação ao extremo só funcionou devido ao trabalho visual e sonoro do longa. O filme faz valer o 3D com soluções extremamente óbvias, como zoom in e out a cada cinco minutos, slow motion (em menor quantidade, quase que para distanciar o filme de comparações – inevitáveis – com 300, de Zack Snyder) e as eternas paisagens. Elas são óbvias, mas é melhor fazer algo simples e direito do que inventanr soluções inovadoras e repetir o 3D horrível já habitual. A fotografia sempre escura e a trilha sonora caprichada em metais, como se esperava de um longa desse gênero, são tão bem trabalhadas que o roteiro simples se torna coadjuvante. No fim, fica claro que a história não era o principal. Simplificando-a, é possível a absorção das muito bem feitas cenas de luta.

Tarsem prova, pois, que sua direção conseguiu aliar grande qualidade técnica visual e sonora a um conteúdo bem fraco e previsível. Se alguém mais lembrar do Avatar de James Cameron – guardadas as devidas proporções –, não se assuste; não estará sozinho. Ao se unir a uma longa lista de filmes épicos com histórias greco-romanas, Imortais quase se perde no limbo dos filmes decepcionantes como Tróia. Entretanto, aliando a “diversão descomprometida” a uma muito competente ficha técnica, o longa se afirma como um dos melhores do gênero e, naturalmente, angaria fãs e haters já na sala de cinema.

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Comentários via Facebook:

15 respostas para »CRÍTICA: Imortais»
  1. Assisti o filme quarta passada e sai um pouco decepcionado dasala. Ja que esperava um filme qu pelo menos tivesse bastante cenas de açao. Mas naum elas estao no momento certo e muito bem feitas ja que o começo e final do filme chega a beirar no EPICO, tirando isso o filme é uma enrolaçao total.

    Spoiler….
    Naum achei necessidade de ver Zeus matando ades ( ou seja la quem for . Pois naum falou quem era) e ver todos outros deus eesssendo mortos pelos tita isso mostra que os deus sao muie fracos. E outra od deuses tem poderes…e bemestrqnh

  2. Quando vi o filme no cine sai da sala um pouco decepcionado ja que esperava um grande épico e não foi….. O filme tem um visual incrivel, lindo demais, e merece reconhecimento.

    As atuações não sai do bom pro bonzinho, e não gostei muito de Henry ja que ele só mostra os dentes e não consgeue se simpatizar com o publico diferente de Freida que simpatizei por ela….

    Exatamente ja esperava um roteiro meio fraco, mas teria toda certeza que veria muitas cenas de ação com muitos efeitos especiais como acontece em filme desse genero, mas isso só acontece no começo e final.. Pelo menos essas cenas chega a beirar no épico e é muito excelente! PS: No meio do filme o Posseidon da as caras faz uma onda gigantesca… muito loka essa cena, porém muito rapida!!!

    Spoiler:
    Achei muito desnecessario Zeus matar Ades (ou seja lá quem foi ja que naum falou qum era) e mostrar os titans matando os Deuses, isso mostra que são muito fracos e vulneraveis… E outras os Deuses tem poderes, pq não usa disso.

    Tirando isso a cena em que eles morrem é fantastica e muito sangrenta, adorei…

    Resumindo é um filme bom e melhor, mais original do que Furia dos Titans. Merece 7 pipocas não 6.

    O geito é esperar ancioso uma adaptação de God Of War Alá Peter Jackson….

  3. Eu terei que respeitosamente discordar Coorson.Eu achei o filme horrível,com um roteiro incrivelmente mal produzido e foi um tapa na cara da mitologia grega.O visual dos deuses gregos estava ridículo,na minha opinião,com aqueles chapéis enormes.E eu achei o visual virtual do filme,os efeitos visuais do filme,muito ruins,muito falsos,era muito claro que as paisagens eram feitas por computação gráfica.E os atores estavam muito mal no filme,os personagens eu achei muito mal desenvolvidos e muitos desnecessários.Henry Cavill está muito fraco na atuação dele no filme,principalmente na cena de motivação aos soldados,que a cena por si só foi incrivelmente ridícula e muito mal produzida.E o personagem de Mickey Rourke era muito ruim,os motivos de ele ser tão mal desse jeito são muito comuns em qualquer filme com um vilão,mas nesse filme em particular,na minha opinião,foram MUITO mal produzidos.E ee realmente não gostei do 3D do filme,achei muito ruim e muito mal utilizado.Eu particularmente espero que não haja uma continuação desse filme.E na minha opinião,o filme deveria receber 3 ou 4 pipocas na crítica.Mas tudo isso o que eu falei é aminha opinião,respeitando quem tem uma opinião diferente da minha.

  4. Putz cara, tu soltou uns 3 spoilers do filme nessa crítica.

  5. Lucas Rodrigues diz:

    Não gostei do filme. Daria 4 pipocas. Concordo plenamente com o Vitor. As fantasias pareciam algo desenhado por um carnavalesco, pois algumas tinham glitter, até no Arco tinha glitter . Resumindo: direção cafona, direção de arte cafona, figurino cafona. Filme cafona e mal desenvolvido, além de ter sido mal coreografado. :)

  6. meu primeiro comentario eu tava no meu cel, ai ele começo a buga e emtão não liguem para o que esta escrito nele!!!HAHAH foi mal;

  7. eu assisti o filme na semana passada, de fato, n gostei… apesar de eles terem modificado a mitologia grega, n achei de todo ruim. acho q eles têm o direito de interpretar a mitologia da maneira deles.
    Contudo, a direção do filme n me agradou, a atuação do Henry Cavill estava mt fraca… entre outros fatores q tornam o filme ruinzinho.
    n entendi o pq dos chapéus dos deuses, achei ridículo…
    ainda bem q n vi pelo 3D, senão ia me arrender + ainda por ter gastanto tanto c um filme q n valia o preço do ingresso…

    PS: concordo c o coorson a respeito da cena em q o poseidon cria aquela onda, foi mt legal

    Spoiler: eu creio q zeus n matou seu irmão hades e sim, o seu filho apolo. pq nas cenas em q ele aparece no olimpo ele está usando um chapéu q parece um sol, q é justamente o seu papel, q é de controlar o sol, jah q ele faz nascer o dia. qndo ele morre, a deusa atena comenta q normalmente, um filho chora pela morte de seu pai e n o contrário…
    bom essa foi a minha opinião acerca do filme.

  8. é vdd Kjuzinha deve ser Apollo! ja que o filme naum fala quem era!!!!

  9. Só hoje que vi essa crítica.

    Para acabar com a dúvida: quem morre é Ares (interpretado por Daniel Sharman). Aquele capacete não é um sol, são espadas…

    Discordo das críticas quanto aos figurinos. Quem acompanha a carreira do Tarsem sabe que quem sempre assina os figurinos em seus filmes é a Eiko Ishioka, responsável pelos incríveis figurinos de Drácula de Bran Stoker do Coppola e também vestiu celebridades como Bjork e Grace Jones. Os figurinos da Eiko são excêntricos, diferentes, bizarros, estranhos, de uma originalidades inigualável.

    No geral, em Immortals, os figurinos seguem um preceito de beleza grego: simplicidade, harmonia e equilíbrio. Todos os figurinos são bastante simples e ainda assim carregam uma singularidade incrível.

    Sem contar os figurinos de Hyperion e seus soldados, que tem um aspecto animalesco ou o próprio capacete do Hyperion que é inspirado em uma planta carnívora (Dionaea muscipula). A maioria das pessoas são ignorantes de mais para perceberem esse tipo de referência…

    Quanto ao visual, também discordo das críticas. Basicamente o CG é utilizado apenas nas cenas panorâmicas, no demais é tudo cenário real (e se não me engano, tem colaboração da Eiko Ishioka também no desenho deles). Uma coisa que sempre me encantou na direção do Tarsem é como ele consegue pegar a história mais fantasiosa e surreal e dar um ar tão realístico para ela… seu último filme (The Fall – Dublê de Anjo) mostrou muito bem esse aspecto em que ele utilizou apenas locações reais em mais de 20 países para usar como cenário.

    Outra coisa que me chama a atenção da direção do Tarsem é que ele sempre busca inspiração em obras de arte: pinturas, esculturas, outros filmes e vídeos… em Immortals não foi diferente, ele se inspirou nas pinturas de Caravaggio para a fotografia do longa. Por isso os tons pasteis, escuros… Outra coisa que as pessoas ignorantes não conseguem entender porque não conhecem…

    Immortals é mais um filme incrível na carreira de filmes incríveis do Tarsem. Estou ansioso por Mirror, Mirror.

  10. Anderson Henrique diz:

    Salem

    Pelo visto você arrota conhecimento!! Não e necessário a concepção de outras artes para entender um filme Blockbuster sem cérebro como Imortais!
    É hilário quando você escreve que os figurinos são simples(são dignos dos visuais da Sapucai)! E inegável a falta de imaginação e competência quando está produção risível nós brinda quando concebe: O Minotauro e os Titans.

    O filme é ridículo e visualmente exagerado e falso, não há argumentos. E ressalto que deveria respeitar mais a mitologia e não apenas pegar os nomes dos personagens sem fazer qualquer referência com o original!

    E mesmo que o visual fosse exuberante, qualquer filme sem inteligência em seu enredo e com personagens rasos como um pires, seria um espetáculo superficial e dispensável sendo preferido ter visto um CLIP musical!

  11. NADA A VER VC DAR SETE PARA UM FILME DESSE E DAR NOTAS PIORES PARA FILMES MELHORES. COMO VC DA ESSAS NOTAS PARA OS FILMES?

  12. EU DO 0

  13. Anderson Henrique, pra quem acredita que Titas são aqueles que aparece no God of War é fácil criticar a visão realista dos outros….

  14. Anderson Henrique diz:

    Salem

    Não me baseio em God of War em minha visão dos titãs(que imaginação fértil a sua). E repito os titãs de Imortais são ridículos e sem criatividade, pois todos são iguais e afundados no estereótipo dos seres do mal, são animalescos e que não demonstram ter um pingo de inteligência!!!
    Ação sem cérebro com roteiro fraco que não valoriza o próprio protagonista! Se você gosta deste tipo de filme e diferente e seu gosto, mas não tente fazer um filme tão comum parecer ser inteligente, afinal, até a crítica deu uma nota boa pois considerou ser um filme para assistir e depois esquecer!

    E seu comentário sobre visão “Realista” e pra rir!?

    Cite o qual o realismo desse filme??? Será que são as cores pastéis???

  15. Achei que o filme seria um verdadeiro épico da mitologia grega,mas fiquei decepicionado.O roteiro é fraco e mal produzido,Henry Cavill atuou muito mal,o Teseu só sabe gritar,mostrar os dentes e músculos,o que eu achava que ia acontecer pelo que o treiler mostrava.
    Os deuses foram uma completa palhaçada,já que deviam mostrar ser imponentes e poderosos e não o fizeram,acho que não preciso comentar sobre os figurinos desses deuses que pareciam não ter poder algum,o Zeus podia ter pelo menos soltado um raio no filme.Só se preucuraparam com rostinhos bonitos e não com os atores certos.Os titãs pareciam zumbis cem cérebro e inteligência que só sabiam matar e matar.
    Mas o filme tem seu lado bom,os efeitos especiais,zoom in e tudo mais me imprecionaram.Infelizmente um filme não depende só disso para ser realmente bom!

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