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Lincoln, nova produção de Steven Spielberg que tem angariado inúmeras arrecadações na temporada de premiações, chegou agora aos cinemas Brasileiros para contar uma história firme sobre política, inteligência e ajudar com o passado histórico a resolver questões presentes e projetar sabiamente o futuro.

Lincoln
por Cássia Ferreira 

Um dos Axiomas de Euclides (matemático grego) explica que se duas coisas são iguais a uma terceira, elas são iguais entre si. E utilizando esse princípio lógico matemático, Abrahan Lincoln argumenta a favor da aprovação da 13a Emenda, aquela que aboliria a escravidão nos Estados Unidos.  O cenário é os Estados Unidos de meados do século XIX, em plena guerra civil e este é o enredo de Lincoln.

Não é à toa que o filme tenha conseguido o recorde de indicações ao Oscar do ano, pois tem todos os ingredientes para comover os integrantes da Academia: um personagem carismático, um assunto delicado apresentado por um roteiro bem amarrado e a direção de Steven Spielberg que, não é nenhuma grande novidade, sabe mesmo contar uma história e faz isso de uma maneira primorosa.

Ancorado na atuação de Daniel Day-Lewis, que incorpora o personagem título, temos um presidente habilidoso no trato com os cidadãos, ao mesmo tempo em que atua como um político também habilidoso. A história trata de trazer de volta ao plano humano o presidente que há muito ocupa o lugar de mito. Da forma como foi retratado, é bem fácil sentir empatia pelo personagem e até tornar-se solidário à sua causa.

O drama familiar é personificado em Mary Todd Lincoln (Sally Field), que sofre pela perda do filho mais velho,  e a relação do presidente com ela e também com seu filho Robert Lincoln (Joseph Gordon-Levitt), que carrega o peso de viver à sombra e o sob o peso da responsabilidade de ser um herdeiro natural, desprovido de carisma e das habilidades sociais.

Mais do que um filme histórico, Lincoln é uma grande e deliciosa aula sobre política e sua prática. E é impossível não relacioná-lo ao momento atual, seja nos Estados Unidos, seja aqui no Brasil. E o que é preciso para fazer as mudanças de uma maneira prática. Que sim, os fins (a abolição), justificam os meios (as manobras políticas que, se fossem descobertas no Brasil, certamente ganhariam um eventinho hoje em dia no Facebook).

Lincoln, que é baseado no livro “Team of Rivals: The Political Genius of Lincoln”, escrito por Doris Kearns Goodwin, mais do que tudo resultou em um roteiro sofisticado de Tony Kushner (vencedor do prêmio Pulitzer), que poderia ser reduzido em alguns minutos, única ressalva da produção. O que justifica, por esse número isolado, as palmas e a forte presença na temporada de premiações.

 

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Lincoln (EUA, 2012). Drama.
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Daniel Day-Lewis, Sally Field, Joseph Gordon-Levitt

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3 respostas para »CRÍTICA | Lincoln»
  1. Parece q eu acabei de ler uma critica do Omelete, só tem a sinopse e 1 ,Ou 2 no maximo de argumentos. AFF!

  2. Não gostei do filme. Muito entediante.

  3. A primeira hora do filme foi bem cansativa, acho que deve ter sido melhor para os americanos ou conhecedores da história. Mas a última hora é impressionante, o filme dá uma alavancada bastante notável e finalmente prende a atenção do espectador. Na primeira parte (e também nessa parte final, que considerei melhor), o que se destaca é realmente o presidente. Toda vez que Lincoln conta uma história é maravilhoso.

    A parte mais irrelevante é a de Joseph Gordon-Levitt. O ator é bom, mas seu sumiço nos pouparia de meia hora bem desnecessária. O problema doméstico de Lincoln com sua esposa, no entanto, chama bem mais atenção e concentra duas atuações maravilhosas (de Day-Lewis e de Sally Field).

    Vale a pena ver o filme. Daniel Day-Lewis está (é) ótimo, a produção é linda. Só é mais longo do que o necessário!

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