CRÍTICA: Marido por Acaso

Comédia
// 06/08/2009


Qual é a fórmula do amor? Existe uma? Uma Thurman, na comédia romântica Marido por Acaso, que estreia nesta sexta-feira, parece assumir que sim e está determinada a dar a receita para muitas outras mulheres. Mas sua vida parece mudar radicalmente quando nem ela sabe mais como lidar quando o amor não joga mais a seu favor.

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Marido Por Acaso
por Cássia Ferreira – colaboradora

Por mais que cientistas tentem e revistas indiquem o caminho, o amor de verdade só acontece quando tem que acontecer. A busca pelo príncipe encantado ou par ideal, se preferirem, povoa a mente de escritores, mulheres simples e é o tema central de diversos filmes que ajudam boa parte das mulheres a manterem o pé na fantasia, cujo objetivo maior é ter o “e foram felizes para sempre”.

Uma rápida pesquisa em qualquer site de busca apresenta centenas de milhares de páginas que tenham como assunto a busca pelo par ideal. E ajudar a encontrar esse cara é o que faz a psicóloga Emma Lloyd, personagem de Uma Thurman, no filme Marido por Acaso, que chega aos cinemas esta semana.

Emma é estrela de um programa de rádio chamdo “Amor Real” e não sabe que um dos conselhos oferecidos a uma ouvinte afetará diretamente a vida dela. De casamento marcado com o editor de livros Richard Bratton (vivido por Colin Firth, de Brigitte Jones), a personagem de Uma Thurman vê sua vida dar uma reviravolta ao descobrir que é casada com o bombeiro Patrick Sullivan (Jeffrey Dean Morgan). atrick, na verdade, é noivo de Sofia (Justina Machado) que termina o noivado depois de ouvir o conselho da psicóloga pelo rádio. Com a ajuda Ajay (Jeffrey Tedmore), jovem de ascendência indiana e com um grande domínio da informática, Patrick forja uma certidão de casamento com o intuito de dar uma lição em Emma.

O que segue é uma sucessão de desventuras da psicóloga em busca da anulação do seu matrimônio. O mais interessante dessa história é perceber como estamos viciados em fórmulas e estatísticas, a fim de tentar controlar a vida e alcançar padrões que nos são vendidos diariamente.

Confesse secretamente que você nunca, mesmo que no consultório do dentista, fez um teste para saber se você e seu/sua pretendente combinam? Ou se realizou a compatibilidade astrológica para entender o comportamento do seu/sua parceiro(a). O filme trata dessa busca científica pelo amor. E a protagonista se vê dividida entre o que é real (Richard), que é maduro, oferece segurança e está, certamente, pronto para viver um relacionamento sério conforme ela mesma propaga em seus conselhos e o controverso (Patrick), cujo estilo de vida está longe de ser o mais maduro de todos.

A diferença entre os dois pode ser percebida não só pelo comportamento, como também nas cores. Enquanto o núcleo de Richard é clean e claro, Patrick divide sua vida com uma família de indianos que imprimem cor e um ponto de vista diferenciado no modo de levar a vida.

O filme conta ainda com a participação de Isabella Rosselini (Greta Bollenbecker), que é responsável por promover uma das seqüências mais divertidas e mais cara de comédia romântica do longa, quando ele canta a que seria a música tema do casal. Tudo isso, durante a prova do bolo de casamento, na qual Emma é acompanhada por Patrick. Nas cenas, o que vemos de um lado é uma mulher constrangida pela falta de protocolo. Por outro, o que temos é um homem que sabe aproveitar, mesmo que de maneira exagerada, os prazeres simples vida.

Podemos dizer que Marido por Acaso é mais uma comédia romântica despretenciosa, mas que insere uma reflexão do quanto somos obcecados pela perspectiva de par ideal, amor romântico e o quanto esquecemos de entender que não existe fórmula matemática ou científica para as coisas que fazem a vida do ser humano tão especial: sentimentos. O longa também vale a pena por vermos como aquela mulher, que em outros tempos matou o Bill, pode ser frágil, dócil e também estar em busca de um amor real.

nota_7The Accidental Husband (EUA, 2008). Comédia Romântica. PlayArte.
Direção: Griffin Dunne
Elenco: Uma Thurman, Colin Firth, Jeffrey Dean Morgan.

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Categorias
Comédia, Críticas, Romance