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Neste sexta-feira 13 mais uma indicada ao Oscar 2009 de Melhor Atriz chega oficialmente às telas nacionais. Anne Hathaway, no longa O Casamento de Rachel, é um jovem que, há dez anos internada numa clínica de reabilitação, volta para casa para o casamnto de sua irmã. Dispensando cenas de recaídas, o drama foca na complexidade das relações familiares e oferece o primor da melhor atuação de Hathaway até hoje. Confira a crítica.

O Casamento de Rachel
Por Arthur Melo

O ser humano possui muita naturalidade para gerar conflitos. Curiosamente, a facilidade é maior com pessoas próximas. Alimentada por um problema exposto amplamente, Kym, personagem de Anne Hathaway em O Casamento de Rachel, traça uma linha que separa os valores reais e forjados do círculo familiar, visível, para apontar a sua real função.

A jovem em questão retorna para casa por um fim de semana para o casamento de sua irmã, Rachel. Há dez anos internada em uma clínica de reabilitação e cursante de um programa de doze passos para a cura de sua doença, Kym possui um desejo de redenção desvirtuado pelo momento de festa e confraternização com os amigos. Sua procura pela paz consigo mesma perde a validade quando isto se encontra com o momento de extrema felicidade e plenitude da irmã.

Hathaway é o centro de um colapso no lar. Um foco indesejado de instabilidade e revivais constrangedores. O que para a atriz soou perfeito. Vinda de produções com menos carga dramática e profundidade questionável, Anne exala com louvor toda a complexidade do drama de Kym, proporcionando passagens em sua atuação de postura invejável. Não há amargura ou desapontamento, há questionamentos quanto à postura dos pais e da irmã. Questionamentos esses que são cobrados em momentos mal calculados devido à insegurança por ter seu problema amplamente divulgado.

A diferença de O Casamento de Rachel dentre tantos casos da sétima arte que tratam de assuntos parecidos é a perspectiva e abordagem. Completo, o roteiro possui uma trajetória linear e absolutamente coesa, sem falhas ou ajustes. O desenvolvimento dos personagens é um trabalho da trama em colaboração do excelente nível do elenco, que constroem o caráter e a personalidade dos interpretados por meio de ações e reações sempre coerentes com o momento.

Não se pode alegar que as problemáticas que projetam Kym em embates contra sua família, potencialmente à Rachel, são relacionadas à falta de diálogo. Ao contrário. Os diálogos, bem amarrados e naturais, estão lá, se portando como principal elemento de exposição do drama passado que ainda aflora em cada integrante da história. Tudo aprimorado pela competente direção de Jonathan Demme e do ótimo trabalho da câmera, que percorre a ação com uma visão aproximada quase documental, oferecendo uma experiência de participação na cena poucas vezes degustada.

Excluso de reviravoltas e grandes fatos inseridos como intermediários para alterar o rumo da trama ou buscar maior atenção, O Casamento de Rachel se garante numa relativa simplicidade estética e poderosa argumentação. Uma autenticidade que está se esvaindo nas projeções.

Rachel Gettin Married (EUA, 2008). Drama. Sony Pictures.
Direção: Jonathan Demme.
Elenco: Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Mather Zickel, Bill Irwin, Anna Deavere Smith, Anisa George, Tunde Adebimpe, Debra Winger, Jerome LePage, Beau Sia, Dorian Missick, Kyrah Julian.

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11 respostas para »CRÍTICA: O Casamento de Rachel»
  1. Gostei, quero ver… Adoro a Hathaway :D

  2. Ela está impecável

  3. esse fime é mt bom! A Hathaway me convenceu nesse filme que é boa atriz, pq é totalmente diferente de tudo o que ela ja tinha feito!

  4. Eu queria um link pra download :/

  5. Acho mais digno assistir no cine mesmo.

  6. mto bom….

  7. Só eu achei esse filme muito chato?

  8. Não acho UM cinema que esteja passando

  9. não…eu tmb achei mt chato…

    =(

  10. O filme em seu produto final é bom, porém, existem muiiiiiitos discursos desnecessários ao longo do jantar pré-casamento e no próprio casamento, tornando a narrativa um pouco cansativa…

  11. O Filme tem um tom de encontro da ONU, com todas as nações presentes numa só família (deve ser proposital). Agora aquele violino o tempo todo,,,,, nunca fiquei com tanta vontade de ser o Jimmy Hendrix e botar fogo naquele instrumento.

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