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Depois do excelente Borat e do engraçadinho Brüno, Sacha Baron Cohen finaliza sua “trilogia” de algazarra com o fraquíssimo O Ditador. Diferente dos anteriores, o aspecto documental, a graça e o bom (apesar der pesado, às vezes) humor estão quase fora de cogitação.

Leia a crítica clicando em “Ver Completo”.

O Ditador
por Cássia Ferreira 

Um ano depois da Primavera Árabe  – conjunto de manifestações populares que expressaram o descontentamento popular em relação aos governos ditatoriais principalmente do norte da África – chega aos cinemas O Ditador. O filme estrelado por Sacha Baron Cohen (Ali G, Borat e Brüno), que também assina o roteiro, tenta apresentar um ponto de vista bem-humorado sobre as tensões árabes e o controlador mundo ocidental.

O Ditador exibe um ponto de vista bem-humorado e, em alguns momentos, até é feliz nisso, mas não muito. O longa é ambientado na República Wadiya, um rico  – por conta do petróleo – e isolado estado norte-africano que tem sido governado pelo inimigo feroz do Ocidente. Aladeen. desde seus 6 anos, quando ele foi nomeado Líder Supremo depois da infeliz morte de seu pai, lamentavelmente vitimado por um acidente de caça – atingido por 97 balas perdidas e uma granada de mão. A situação se complica quando Aladeen resolve enriquecer urânio para fins pacíficos e tem que responder às Organizações das Nações Unidas (ONU). Porém, depois de que uma tentativa de assassinato tirar a vida de outro colaborador do Líder Supremo, Tamir (Sir Ben Kinsgley) convence Aladeen a ir para Nova York para debater as preocupações da ONU.

Ao lado de Baron Cohen na tela estão Anna Faris, como Zoey, a dona altruista da Free Earth Collective, uma loja de produtos saudáveis de Manhattan administrada por meritocracia, e Jason Mantzoukas como Nadal, o brilhante cientista wadiyanense cuja bomba nuclear se mostra inaceitável e longe do formato pontiagudo esperado pelo Supremo Líder.

O longa teria munição para promover uma profunda reflexão, cutucar quem deveria e, de quebra, fazer muita graça. Mas o que vemos, ao longo dos cerca de 90 minutos, é um emaranhado de clichês e discursos repetidos à exaustão: os americanos burros, os ativistas exagerados, os árabes furiosos e a ONU inoperante.

O problema é que o discurso das armas de destruição em massa, como justificativa para invasão de um país em busca do petróleo, já não é novidade. E o mais sério, não tem graça nenhuma. Do mesmo modo que não é nada engraçado tripudiar da tortura, seja ela de que parte for.

Em parte, O Ditador cumpre o seu papel de criticar e satirizar  esse aspecto do American Way of Life, que beira à paranoia. Mas, ao mesmo tempo, deixa a impressão de que  chega às salas de projeção com quase uma década de atraso. Uma opção que só não deixa de ser válida para quem curte o tipo de humor que só falta lançar torta na cara.

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The Ditactor (EUA, 2012). Comédia. Paramount Pictures.
Direção: Larry Charles
Elenco: Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Jason Mantzoukas.

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