CRÍTICA | O Homem de Aço

Ação
// 12/07/2013

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O retorno do Filho de Krypton às telas de cinema não poderia ser mais pomposo. Comandado por nomes que há muito já fazem sucesso entre produções nerds, o novo filme do Homem de Aço mostra que é possível sim trazer uma perspectiva diferente para contar a história de tão clássico personagem.

Leia a crítica completa em “Ver Completo”.

Homem de Aço
por Breno Ribeiro

Depois do fracasso de 2006 com o patético Superman – O Retorno, é lançado esse ano um reboot da história do homem de aço. Adotando a alcunha do herói como título, Zack Snyder (diretor) e Christopher Nolan (aqui, apenas produtor) tinham como função principal trazer um dos mais icônicos super-heróis da história de volta ao gosto do público.

Como todo bom reboot que se preze, Homem de Aço traz toda a já conhecida história de Kal-El, um kriptoniano enviado à Terra pouco antes da destruição de seu planeta, Krypton. Achado e criado por Jonathan e Martha Kent sob o nome de Clark, Kal-El logo descobre seus poderes sobre-humanos e precisa tomar a decisão de ser um herói ou um conquistador ao mesmo tempo que o General Zod planeja tomar a Terra para reconstruir o extinto Krypton.

Conhecido por trazer às telas uma versão mais real e dramática de Batman, Nolan, mesmo enquanto produtor, consegue deixar sua marca ao longo do filme. Diferente dos antecessores, o reboot traz um Clark mais intimista e pensativo. As dúvidas e questionamentos do personagem trazem ao homem invencível uma vulnerabilidade jamais vista, o que torna um personagem que poderia ser facilmente raso em um sujeito profundo. Embora o envolvimento de Clark e Lois seja rápido e sem desenvolvimento, em nenhum a personagem de Amy Adams soa forçada ou fora de lugar. Contudo, as melhores relações do personagem-título são com seus pais Jonathan e Jor-El. A maneira com a qual este guia o filho para ser o “deus” que ele foi enviado para ser e a forma como aquele protege Clark contra a verdadeira ameaça – os próprios humanos – são tocantes e muito bem construídas.

Aqui sem seus já famosos slow-motions, Zack Snyder estabelece uma direção segura (ainda que abuse dos zooms) e que se torna ainda mais executada no ato final do filme. Aliás o ponto alto da irregular montagem, que ao longo do filme quebra momentos importantes para mostrar longos flashbacks da infância de Clark que seriam muito melhor aproveitados se cronologicamente. A trilha de Hans Zimmer, porém, acerta várias vezes e sabe dosar bem os momentos de mais ação com momentos dramáticos, sendo ainda mais interessante na cena que apresenta Clark pela primeira vez com a roupa de Superman e seu consequente primeiro voo.

Seguro como o vilão Zod, Michael Shannon é (talvez ao lado de Russell Crowe) a grande estrela do filme. Seu vilão é convincente e capaz até mesmo de provocar pena e compreensãoo do público. Ao passo que Henry Cavill se mostra uma boa escolha para as cenas de ação de filme, mas um péssima escolha no quesito dramático do longa (uma cena específica, envolvendo um tornado, é particularmente vergonhosa).

Mostrando-se muito melhor que seu horrendo antecessor, Homem de Aço tem tudo para ser o primeiro de uma série de grandes filmes de um herói por muito esquecido. Resta torcer para que Snyder e Nolan continuem no comando.

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Man of Steel (EUA, 2013).  Warner Bros.
Direção: Zack Snyder
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Diane Lane, Russell Crowe

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