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Com oito indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, O Lado Bom da Vida traz o que é necessário para ser um filme digno da premiação de Cinema mais cobiçada do planeta, mas traz também elementos para o destacar de outros longas do tipo que também galgaram seu caminho até lá. O que inclui, claro, as excelentes atuações.

O Lado Bom da Vida
por Gustavo Marse

Um dos expedientes mais fáceis para se conseguir uma via de acesso ao Oscar e às outras grandes premiações internacionais consiste em escalar um ator/atriz/casal estilo “cinemão comercial” e presenteá-los com personagens dramáticas emocionalmente complicadas e cheias de matizes sentimentais, substratos para um grande trabalho. Contar com um nome consagrado para o papel coadjuvante, então, só tende a purificar ainda mais a fórmula.

E olha como funciona magistralmente em O Lado Bom da Vida (Silver Linning Playbook): Pat Solitano (Bradley Cooper) é um homem que, após um período perdido em uma clínica de recuperação para pessoas mentalmente instáveis, passa a morar com sua mãe, a dona de casa Dolores (Jacki Weaver), e seu pai, também Pat (Robert De Niro), um fanático e supersticioso torcedor do Philadelphia Eagles. Apesar de não ter recobrado totalmente a sanidade, Pat frequenta a terapia e tenta recuperar a vida e a ex-mulher. Quando conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma recém-viúva que usa a compulsão sexual para anestesiar a dor, inicia-se uma relação que envolve atração, repulsa e jogo de interesses.

Todos os ingredientes presentes, basta uma caixa de lenços de papel para curtir o dramalhão sobre evolução pessoal, certo? Errado. Uma percepção tão superficial seria no mínimo injusta. O grande mérito de O Lado Bom da Vida é a elegância com que o filme pula por cima das obviedades sem para isso ter que lançar mão de ironias hipsters. A fórmula é saborosa porque um dos ingredientes tende a destoar insistentemente ao paladar: o tom é leve e não apela para a dramaticidade fácil ao descrever personagens problemáticas. Apesar de ter muito do estilo indie-independente a la Juno, talvez a grande praga do Cinema comercial de “baixo” orçamento da nova década, o filme é independente em um sentido mais clássico e menos adolescente: uma história boa, personagens cativantes, uma direção próxima e inventiva.

A inventividade, aliás, é marca registrada também do roteiro, que muda de gênero da metade pra frente e, com um charmoso toque de “Sessão da Tarde”, configura de vez a leveza geral. O peso “orcarizável” das fagulhas entre Pat e Tiffany, apesar de não sumir completamente, dá espaço à banalidade de uma disputa de dança em que as personagens passam a buscar a vitória com força, necessidade, mas muita ingenuidade. Vale destacar a beleza plástica e a entrega dos atores na cena da decisão do campeonato.

Falando em atuações, estão todos realmente impecáveis, o que nos leva a elogios ao diretor David O. Russel, que já fez Christian Bale e Melissa Leo encantarem e vencerem como melhores coadjuvantes por O Vencedor e dessa vez abocanhou indicações às quatro premiações do quesito no Oscar, entre outros prêmios internacionais (Jennifer Lawrence, a princesinha de Jogos Vorazes, quem diria, levou o Globo de Ouro).

Além dessas indicações, O Lado Bom da Vida concorre também aos cobiçados prêmios de Melhor Filme e Melhor Diretor. Dificilmente os levará para casa, o que não tira o mérito de uma produção que segue à risca a teoria de que filme de Oscar tem que ser filme de Oscar, mas tem que ter também um twist.

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The Silver Linings Playbook (EUA, 2012). Romance. Drama. Paris Filmes
Direção: David O. Russell
Elenco: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert DeNiro, Julia Stiles, Chris Tucker

 

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Uma resposta para »CRÍTICA | O Lado Bom da Vida»
  1. É um bom filme, com uma estória realista, ótimas atuações (não merecida de Oscar) e roteiro que nos prende. MAS, é um filme comum e não sei pq foi criado todo o hype em volta dele… Totalmente esquecível, tirando uma cena ou outra. Jennifer é excelente, mas deveria ter ganhado mais tarde, com algum outro papel mais desafiador.

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