CRÍTICA: O Lorax – Em Busca da Trúfula Perdida

Animações
// 29/03/2012

Se o grito pelo meio ambiente já está lhe ensurdecendo, provavelmente O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida não vai soar bem. Mas, tirando este ponto que,depois de tão remoído, já ficou piegas, a animação que chega aos nossos cinemas amanhã diverte usando alguns dos elementos que fizeram de Meu Malvado Favorito a diversão que foi.

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O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida
por Cássia Ferreira 

Na história cinematográfica não é incomum o futuro nos ser apresentado de maneira sombria, sobretudo quando falamos de questões ambientais. De uma forma geral, nessas abordagens o mundo é cinza e pesado. O ar puro acaba sendo moeda de troca. Mas em O Lorax: Em Busca da Túrfula Perdida, nem mesmo o mundo colorido e plastificado é suficiente para afastar a angústia e o desconforto frente ao resultado do amor incontestável pelo progresso.

A animação é baseada no livro do reconhecido autor infantil Theodor “Dr. Seuss” Geisel “O Lorax”. A história gira em torno de Ted Wiggins (no Estados Unidos dublado por Zac Efron), um jovem que pretende encontrar uma árvore – sim, elas não existem mais – com o objetivo de conquistar a garota dos seus sonhos Audrey (dublada por Taylor Swift na versão original e por Mariana Rios na brasileira). Esse desejo o levará até o Umavez-ildo um hermitão amargo e solitário que vive para além dos limites da cidade, que se assemelha a uma grande bolha plástica. É nessa conversa que Tedd é apresentado a Lorax, o guardião da selva que é ,na verdade, um ser mitológico cuja missão é defender os animais e as plantas.

No passado, Lorax cruzou o caminho de Umavez-ildo que, movido pela ganância, contribuiu para a destruição e ajudou a transformá-lo em um lugar onde ar fresco é artigo de luxo; aquela longa discussão sobre o capitalismo desenfreado e a preservação do meio ambiente. E é aí que O Lorax poderia ser um filme chato graças aos abusos de clichês. Mas só se você tiver mais do que 10 anos.

A tecnologia 3D não é um fator que chega a interferir na qualidade da história, nem é totalmente necessária. E arrisco a dizer que a história funcionaria perfeitamente sem a tecnologia. Mas, considerando seu direcionamento para o público infantil, certamente fará do artifício uma artimanha de encantamento das crianças que são iscas fáceis para este que, no fundo, é um “filminho fofo”. E seria até desonesto negar o potencial da narrativa para não só entreter, como ajudar a ensinar uma série de valores aos jovens espectadores: perseverança, coragem, honestidade, cuidado com o próximo e com o planeta.

Lançado em 1971, o livro do Dr. Seuss (mesmo autor de O Grinch), à época, foi considerado precursor da discussão ambienbtalista. Hoje, os conceitos já soam datados, embora a discussão seja atual. Não significa que não seja uma boa ferramenta lúdica de introdução ao assunto.

Dirigida por Chirs Renaud e Kyle Balda, reunidos mais uma vez pelo produtor Chirstopher Meledandri, de Meu Malvado Favorito, a animação repete algumas características acertadas do longa de 2010, certamente tentando repetir os 250 milhões de dólares arrecadados nos EUA. E as participações no time de dublagem de Denny Devito e Ed Helms ao lado de Efron e Swift é apenas uma delas. Com todo esse aparato Lorax cumpre seu papel de divertir, mas bem na medida. E apenas isso.

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Dr. Seuss’ The Lorax (EUA, 2012). Animação. Universal Pictures.
Direção: Ken Daurio, Cinco Paul e Chris Renaud
Elenco: Zac Efron, Ed Helms, Danny DeVito
Promoção.

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