
Antes de mais nada, uma explicação: como andamos muito ocupados nestes últimos dias com o visual do site, sistema, passagem de conteúdo para o servidor (o que ainda falta bastante) dentre outras coisas que ainda faltam concluir, as críticas atrasaram. Mas a crítica de O Procurado já pode ser lida aqui. Já as estreias dessa semana (O Reino Proibido e O Nevoeiro) estarão com suas críticas no ar nesta segunda e terça.
O Procurado
por Arthur Melo
O que tem distanciado dos filmes de ação uma boa parcela do público não é um item único, e sim um conjunto de idéias que parece querer impor que este gênero só funciona assim. Cada vez mais estereotipado, o estilo tem se demonstrado um ótimo outdoor para propagandear astros musculosos e diretores desconhecidos munidos de orçamento e dinamite. Não que O Procurado esteja distante disto, mas ao menos oferece certa originalidade – limitada, mas ainda assim.
Wesley Gibson é um rapaz neurótico, frustrado com seu emprego num minúsculo cubículo em um escritório de contabilidade e com sua vida amorosa ridicularizada pelo melhor amigo. Sua vida muda repentinamente ao se desculpar, dentre as centenas de vezes que o faz cotidianamente, com Fox – a melhor performance descontraída de Angelina Jolie – que lhe conta o passado do pai que o largou com alguns dias de vida, agora morto. Sua contribuição para a vida de Wesley é inseri-lo na Fraternidade, uma organização milenar formada por assassinos que procura salvar o mundo do caos e da desordem, para, assim, eliminar o responsável pelo fim de seu pai.
Um dos grandes méritos do filme é também o seu lugar mais comum. Wesley é pescado do seu universo centralizado na rotina e amplia sua visão do mundo e de si, dando-lhe a possibilidade de assumir um controle na vida que antes estava nas mãos de todos ao seu redor. Sua personalidade se desenvolve da noite pro dia, como no despertar de um sonho que ele custava a acreditar que era real.
De certa forma, não é o tipo de coisa que se vê todo dia numa produção onde o espetáculo começa e termina em fogos, ainda mais com boa desenvoltura quase sempre linear e coesa. Mas a idéia de um ser desprezado por todos que em dado momento da vida passa por uma prova ou situação que o reforma e o afirma por completo dando lugar a alguém que atrai admiração por seus atos e palavras, de tão explorado, está quase virando um conto de fadas (ainda que seja muito mais atraente do que a máxima “salvem o presidente dos Estados Unidos e/ou o povo americano da desgraça”).
Salpicado de seqüências de perseguição – a primeira delas daria uma grande apresentação se não fossem os péssimos desloques de câmera e enfoques infelizes), sangue e muitos slow motions, o filme se sustenta por agradar não logo de cara, mas convencer da validade de sua proposta e criatividade ao longo do trajeto, apesar dos deslizes em algumas cenas questionáveis. Ou, ainda, soma pontos por saber jogar as pistas nos momentos certos, para deixar o espectador muitas vezes na mesma situação de reflexão dos fatos que Wesley.
O entretenimento foi garantido na fusão de estéticas. O Procurado utiliza uma fórmula raramente aplicada em thrillers de ação e sabe disso, garantido um público misto. Investiu em bons efeitos visuais – nem sempre constantes -, um bom elenco e uma história manjada de reviravoltas pessoais e gerais por cima de uma trama atraente e bem tecida, e ainda soube desviar o final da linha reta do óbvio. Pode não ser o espetáculo que aparenta, mas é uma excelente contribuição para se pensar num novo jeito de detonar a bomba.
——————————
Wanted (EUA, 2008). Ação. Universal Pictures.
Direção: Timur Bekmambetov
Elenco: Angelina Jolie, James McAvoy, Morgan Freeman.
































Ai, Arthur. Vc me resolve colocar a crítica às2h da manhã, só agora que o povo pôde ler! =P
kkkkkkkkkkkkkkk
Pelo menos fui aprimeira a comentar, isso aqui fica uma zona depois!
Adorei, deu certa vontade de ver, mas pelo menos ficarei avisada das falhas
Eu fiquei com vontade de ver esse filme depois dessa foto! É muito boa *-*
Mas sei lá.. Não é meu tipo de filme favorito, não
A propósito, essa cor nova nas letras ficou bem boa (Y)
Idéia do Rodrigo. E eu gostei, ficou muito bom.
Nem falaram da trilha sonora incrível que o Danny Elfman fez…
Cara, não vi esse filme, não pretendo ver, mas não pude deixar de vir aqui comentar uma coisa:
Arthur, você escreve muito!
Parabéns! Não é nem de perto o tipo de filme que eu veria, mas dá prazer ler o que você escreve!
Parabéns denovo, muito sucesso pra vocês! Tô sentindo que isso aqui vai longe…
Beijos!
Brigadão, Paulinha *O*
Salem, a trilha é mesmo boa. De fato eu poderia ter comentado.
Falando assim, até parece bacana.
Ah, sei lá, gostei da crítica mas senti falta de qualquer comparação com a HQ (ainda que o filme não tenha nada a ver com ela). :T
Boa tarde,
Sobre este filme…bem…é um pouco controverso, desde já aviso que NUNCA será uma obra prima ou um filme de culto, deixa muito a desejar por esse lado, no entanto é um filme ate se vé bem se for visto na “desportiva”. Parece-me um pouco a imitação de um Matrix, mas mais fraco em todos os aspectos, desiludiu-me um pouco que com tantos bons actores a entrar neste filme, tenham todos uma participação mediana a cair para o medíocre, no entanto, se quiserem mesmo ir ao cinema e não virem mais nada de jeito para escolher, entrem na sala deste filme e levem um grande balde de pipocas.
Cumprimentos a todos os amantes do cinema
Delium
Arthur, você escreve muito bem. :T
odiei esse filme