CRÍTICA: Planeta 51

Animações
// 24/11/2009

Mais uma animação invade os cinemas. Planeta 51 chega nesta sexta-feira às salas brasileiras e promete divertir sem pretenções algumas de ir além disso. Proporcionar uma horinha e meia de gargalhadas vacilantes entre adultos e crianças é a proposta; e se sai até bem. Apesar de não trazer novidade alguma, é interessante ao inverter o contexto.

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Planeta 51
por Cássia Ferreira

Desde que a humanidade é humanidade, o universo exerce fascínio sobre os humanos. Um exemplo disso é a diversidade  da produção cinematográfica  que leva em consideração viagem a outros planetas e contatos com seres desses corpos celestes. A hipótese de vida semelhante a humana em outros planetas  vão de demonstrações sarcásticas como em Marte Ataca (Tim Burton), a singelas, como em  ET: O Extraterrestre (Steven Spilberg). No dia 27 deste mês, chega aos cinemas mais uma dessas demonstrações, agora em animação: Planeta 51.

A produção, que é uma parceria entre os Estados Unidos e a Espanha, com duração de 91 minutos e dirigida por Jorge Blanco e roteiro de Joe Stillman, tem como mote principal a inversão dos papéis, colocando os humanos como alienígenas. O Capitão Chuck é o descobridor do Planeta 51. Ao chegar lá ele descobre que o local é civilizado por criaturas que seriam humanas, não fosse a falta de nariz e a pele verde.

O estilo desses seres assemelha-se ao dos humanos. O local lembra qualquer cidade pequena dos Estados Unidos na década de 1950. A chegada do capitão Chuck (a voz de Dwayne Jonhson) demonstra todos os problemas que um contato desse causaria. No entanto, o que diverte é que os produtores do filme tentam contar a história a partir do ponto de vista dos alienígenas.   A partir daí, uma sucessão de confusões acontece, e o capitão terá que ser salvo pelo Lem (dublado por Justin Longon), que acaba de conseguir o emprego como gerente júnior do planetário.

Além deles, o “elenco” é composto pelo Skiif (dublado por Sean Willian Scott), que é amigo de Lem e trabalha na loja de gibis local e é viciado na temática alien. Neera (na voz de Jessica Biel), por quem Lem nutre uma paixão e que terá de disputar a atenção com Glar (Alan Mariott), ativista e meio hippie. A história conta ainda com a participação de Eckle (Freddie Benedict), irmão de Neera.  A “trupe” é fechada pelo robô Roover, que, embora seja uma sonda, comporta-se mais como um cachorro e, inclusive, tem sentimentos. Caberá ao General Graw (a voz de Gary Oldman) resolver os problemas causados com a chegada de terráqueos.

A trama é divertida, mas o diretor nos apresenta aliens com conhecimentos mais limitados do que os nossos e que imaginam que a extensão do universo não supera a medida de 800 quilômetros.      Também há espaço para discutir toda a questão do preconceito e como ela nos faz sair por aí propagando uma série de inverdades: no filme, o ser humano teria a capacidade de ler pensamentos e transformar os habitantes do Planeta 51 em zumbis.

Embora o objetivo seja contar tudo do ponto de vista alien, não se vai muito longe, porque o que percebemos é uma transposição do olhar terráqueo, americano para aquele lugar idealizado. Mas isso não é suficiente para tirar o brilho da animação, que também diverte, entretém e garante bons momentos.

Como não poderia ser diferente, o filme é carregado de referências e no distante Planeta 51, há espaço até para a região 9, o que poderia equivaler a famosa área 51, que leva até a um trocadilho com o título do filme em português (os fãs de sci-fi vão entender). A sequência em que o local é apresentado é bastante divertida.

Planeta 51 poderá ser um sucesso. Mas está longe de ser aquele grande filme de animação. Mas, se você leitor está em busca de um bom divertimento e de ter uma hora e meia de leveza e diversão, não pode deixar de assistir.

nota_7Planet 51 (EUA/Espanha, 2009). Animação. Infantil. Imagem Filmes.
Direção: Jorge Blanco
Elenco:
Dwayne Johnson, Sean Willian Scott, Jessica Biel e Gary Oldman.

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