CRÍTICA: Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo

Ação
// 03/06/2010

Uma das adaptações do mundo dos videogames com mais chances de se tornar uma promissora franquia cinematográfica, Príncipe da Pérsia, estreia amanhã. Mas parece que, apesar da boa coordenação do diretor Mike Newell, o roteiro do longa não tem fôlego o suficiente para se sustentar como uma boa série justamente por esquecer de tratar bem os próprios personagens num filme inicial. Ainda assim, Príncipe da Pérsia – As Areias do tempo conta com o suficiente para ser apenas uma diversão.

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Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo
por Pedro Bonavita

Baseado na famosa franquia de videogame, Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo chega nesta sexta-feira aos cinemas brasileiros. Com grandes nomes no elenco, como Jake Gyllenhaal, Alfred Molina e Ben Kingsley, o título de aventura e ação da Disney deixa um pouco a desejar – e a culpa, desta vez, é do roteiro.

Apesar de Príncipe da Pérsia ser uma boa diversão, está longe de ser um épico. E as falhas já vem dos rostos em cena. Gyllenhaal não está muito convincente no papel, sendo ofuscado pelo elenco de apoio e, principalmente, por Gemma Arterton no papel de Tamina. A atuação de Gemma como a princesa protetora da adaga, que contém as areias do tempo, é a melhor do filme, superando em muito a de Gyllenhaal no papel de príncipe Dastan. Um pecado, por acabar desviando a atenção para si até quando Dastan deveria ser hegemônico na tela.

O roteiro é relativamente corrido e fraca. Sem reservar muito tempo para a apresentação dos personagens, termina por deixar as esperanças em cima de um elenco que não os sustenta. Para não ser posta como vaga, a história apenas pincela uma pequena origem de como Dastan se tornou membro da família real e discorre sobre a personalidade de seus dois irmãos. Mas,no geral, a trama se concentra em Dastan e na princesa, sem deixar tanto espaço para o rei da Pérsia, pai de Dastan, e seus herdeiros. Quando encontra alguma brecha para evoluir e passar algum conteúdo válido, opta por dar destaque à princesa Tamina, que tem seus princípios bem definidos e sua personalidade bem exposta no filme, mostrando mais desenvolvimento em relação aos outros personagens.

Sem profundidade, Jeffrey Nachmanoff assina um roteiro com um enredo simples que apenas prepara o palco para a ação que se desenrola no filme. Em compensação, em matéria de efeitos visuais, o filme não deixa tanto a desejar – o efeito das areias do tempo é impressionante -, embora o título também não conte com cenários muito fascinantes. As cenas de ação, no entanto, são de boa qualidade, com um enquadramento bem escolhido e surpreendentemente divertidas, levando Jake Gyllenhaalàá constantes lutas contra os guardas persas e os horrendos assassinos que estão caçando sua pele e a da princesa durante praticamente toda projeção.

Príncipe da Pérsia é uma boa escolha para uma tarde de diversão no cinema. Mas não é um título memorável dentro das aventuras Disney como o primeiro Piratas do Caribe, por exemplo. E nem entremos no mérito da originalidade ou qualquer profundidade, nesta comparação.

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Prince of Persia: The Sands of Time (EUA, 2010). Ação. Fantasia. Walt Disney Pictures.
Direção: Mike Newell
Elenco: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Alfred Molina e Ben Kingsley

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Ação, Críticas, Fantasia