CRÍTICA: Quero Matar Meu Chefe

Comédia
// 04/08/2011

Quero Matar Meu Chefe chega aos cinemas neste dia 5 seguindo os rastros do sucesso de Se Beber, Não Case. Apesar de ter um padrão brevemente parecido com este, a estreia desse fim de semana conserva bastante autonomia no seu humor, para o bem do seu êxito, e traz consigo nomes pesados, como Kevin Spacey, Jennifer Aniston, Colin Farrell e Jamie Foxx.

Leia a crítica clicando em “Ver Completo”.

Quero Matar Meu Chefe
por Henrique Marino

Tirando os nomes supracitados, a produção toda parece não ter uma personalidade proeminente. Diretor, roteiristas e protagonistas não possuem um histórico forte, mas aqui conseguem juntos compor um bom filme, despreocupado com a audiência e engraçado.

A história narra as dificuldades que três amigos passam com seus chefes. Nick (Jason Bateman) enfrenta diariamente Sr. Harken (Kevin Spacey), um frio e egocêntrico empresário que se aproveita do sofrimento decorrente do seu esforço; Dale (Charlie Day), que é noivo, precisa se esquivar das taras de sua chefe ninfomaníaca, Dr. Julia (Jennifer Aniston), e Kurt (Jason Sudeikis), um aplicado empregado, precisa lidar com o filho de seu chefe (Colin Farrell), que vê a empresa de seu pai apenas como fonte de lucro capaz de saciar seus vícios.

Cansados dessa rotina desgastante, os três decidem bolar um plano para se livrarem dos seus chefes; para tanto, procuram um especialista, interpretado por Jamie Foxx. Como é de se esperar, as coisas não são tão fáceis e eles encontram uma série de dificuldades, e assim o roteiro se desenrola comicamente, colocando os protagonistas em situações cada vez piores e absurdas.

O trio de roteiristas (Michael Markovitz, John Francis Daley e Jonathan Goldstein) é estreante. Seu roteiro oscila do pastelão para o sarcástico constantemente e tiradas inteligentes e bobas se contrastam ao longo da trama, o que o trio e especialmente o diretor Seth Gordon não souberam ministrar bem em todas as circunstâncias, deixando um ar de artificialidade escapar pelas piadas bobas e “pastelonas”. Mas, apesar disso, o roteiro funciona. Seu sucesso se deve especialmente à amoralidade com que certos temas são tratados. Sutis e pouco ofensivos, os roteiristas não tiveram medo em fazer piada com viciados, gordos, racismo ou sexo. Provavelmente reside aí, no descompromisso com o humor politicamente correto, a força desse filme.

Se Seth Gordon se perdeu um pouco ao dosar na caricatura de certas cenas, ele bem soube impor um ótimo ritmo ao filme, construindo pequenos suspenses e sequências de ação – que se saíram mais empolgantes que as de muitos filmes desse gênero.

Méritos também tem o elenco. Embora os protagonistas não sejam tão experientes, eles cumprem bem o papel e não fazem feio ao contracenar com os atores mais sólidos da produção. Kevin Spacey, Jennifer Aniston, Colin Farrell e Jamie Foxx também fazem ótimas e divertidas atuações.

Quero Matar Meu Chefe deve despontar como uma das melhores comédias do ano, mas, ainda assim, está um pouco aquém de Se Beber, Não Case, filme que provavelmente influenciou a produção deste longa, já que o humor marginal utilizado é parecido. De todo modo, vale a pena conferir.

——————————
Horrible Bosses (EUA, 2011). Comédia. Warner Bros.
Direção: Seth Gordon
Elenco: Kevin Spacey, Jennifer Aniston, Colin Farrell e Jamie Foxx
Trailer

Comentários via Facebook
Categorias
Comédia, Críticas