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Poucas personalidades alcançaram, a seu tempo, a popularidade de Marilyn Monroe. O que nem todos sabem, entretanto, é que por trás da emblemática personagem de cabelos louros e olhar sedutor se escondia uma jovem extremamente insegura e carente, que, por essa razão, esteve sempre envolvida em controvérsias. Sete Dias Com Marilyn – que tem estreia prevista para esse final de semana, em todo o Brasil – retrata justamente esse lado menos glamouroso da atriz, que nem por isso, conseguia torná-la menos irresistível.

Leia a crítica clicando em 

Sete Dias com Marilyn
por Matusael Ramos 

Marilyn Monroe pode não ter sido a maior atriz da história do Cinema, mas certamente foi a maior estrela que ele já fabricou. Da infância errante até sua morte prematura, passando por três casamentos e alguns escândalos extraconjugais, os muitos altos e baixos de sua vida se confundem, ironicamente, com uma daquelas histórias que a própria Hollywood tantas vezes contou: a da garota frágil, seduzida pelo sucesso e por ele subjugada. Feitas as devidas ressalvas, é justamente essa a proposta do longa Sete Dias Com Marilyn, estreia no cinema do produtor e (agora) diretor Simon Curtis que, com considerável atraso, chega ao Brasil.

Narrado em primeira pessoa, Sete Dias Com Marilyn conta a história do jovem Colin Clark, membro da aristocracia inglesa que, seduzido pelo mundo do cinema, deixa a casa dos pais para tentar a própria sorte. Não demora muito para que o rapaz seja contratado como terceiro diretor assistente (algo que em bom português poderia ser entendido como um “quebra-galho”) pelo estúdio Pinewood, então responsável pela produção do filme O Príncipe Encantado, comédia de costumes para a qual a estrela Marilyn Monroe está escalada.

Já nos primeiros dias de filmagem, Marilyn se mostra uma figura bastante peculiar – por seus constantes atrasos, pela sua dificuldade de memorizar as falas ou pela sua enorme insegurança –, de modo que o diretor e par romântico Lawrence Olivier se indispõe com a atriz por diversas vezes, questionando, inclusive, as razões do clamor em torno de seu nome.

As frequentes cobranças como atriz (tanto suas como do diretor), somadas à crise em seu terceiro casamento e à sua saúde fragilizada, fazem com que Marilyn busque, na figura do jovem e inocente assistente de diretor, uma espécie de confidente, sem que nunca fiquem claros os seus reais sentimentos. E é justamente essa indefinição que tange a relação do improvável casal, que distancia o filme de um romance propriamente dito.

Ao invés de uma cinebiografia demasiado abrangente, que – a exemplo de produções como O Aviador, Ray ou o oscarizado Gandhi – acabasse por comprometer o ritmo do longa, o diretor Simon Curtis optou acertadamente pela adaptação do livro homônimo escrito pelo próprio Colin Clark e publicado em 1995. Sob a ótica (ainda que questionável) de um jovem de 23 anos, Curtis pôde se desvirtuar da visão consagrada da atriz, e se limitar estritamente à Marilyn dos bastidores de O Príncipe Encantado.

Como resultado, temos, sim, um roteiro bastante simples e em vários aspectos até adocicado. Mas aquilo que, a princípio, pode ser tomado como um elemento que o desfavoreça, se justifica, num segundo momento, pela natureza sutil do filme como um todo.

Ainda que em termos narrativos Marilyn não seja a personagem principal do filme, cada uma de suas aparições é sabiamente transformada numa espécie de acontecimento, como quando desembarca no aeroporto de Londres, ou quando entra nos sets de filmagem pela primeira vez. Nesse ponto, vale observar o trabalho competente das equipes de maquiagem, figurino e fotografia, que foram capazes de transformar Michelle Williams na personagem icônica que Marilyn foi, e ainda é.

Nada disso, é claro, teria importância não fosse o carisma e a presença da própria Willians em cena. A atriz empresta toda a sua doçura e fragilidade a Marilyn, de maneira que o restante do elenco – ainda que formado por nomes de peso do cinema inglês como Keneth Branagh e Judi Dench – apenas orbita em seu redor.

E era justamente esse o efeito provocado por Marilyn Monroe, atuando ou não. O mesmo magnetismo que atraiu o olhar de Davis Conover – o fotógrafo que a descobriu para o mundo – acompanharia Marilyn nos mais de trinta filmes em que atuou nos anos seguintes. A atriz costumava dizer que mulheres comportadas raramente faziam história. Não restam dúvidas de que tenha elevado esse pensamento a extremos. Mas o seu maior extremo, aquele que talvez tenha custado sua própria vida, foi o de nunca ter abandonado o papel mais difícil e duradouro de toda a sua carreira: o de si mesma.

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My Week with Marilyn (EUA, 2011). Drama. Imagem Filmes
Direção: Simon Curtis
Elenco: Michelle Williams, Kenneth Branagh, Eddie Redmayne, Emma Watson, Dominic Cooper
Promoção

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5 respostas para »CRÍTICA: Sete Dias Com Marilyn»
  1. :)

  2. Fernando Morais says:

    Me desculpem os fãs do filme de Marilyn, Michelle Willians ta magnifica como Monroe, o filme ate é bom, mais dar 8 pipocas ja demais ainda mais dar pipocas pra esse filme e para 8 pipocas pra Vingadores ate pra quem nao é fã ve quem tem coisa errada ai

  3. Gostei do filme e a Michelle Williams tá magnifica, mas não acho que mereça oito mesmo não. No máximo uns 7.

  4. Eu nunca vi nada com Marilyn Monroe, o único contato com ela tinha sido vendo fotos pela Internet. Deve ser por isso que fiquei tão encantada com esse filme!

    Achei maravilhoso, tem cenas lindas, Michelle tá linda, tá tudo lindo. O que eu teria pra dizer já foi escrito na crítica (que, por sinal, foi o que fez eu ter mais vontade de ver o filme).

    Minhas cenas preferidas são aquelas nas quais ela canta, ou então quando faz graça para os fãs, como no castelo. Linda, linda, linda.

  5. Charllyes says:

    Aaai quero ver ‘-’ Ainda mais que tem minha diva Emma Watson <3

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