CRÍTICA: Sex and the City

Comédia
// 07/06/2008

Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda. O quarteto mais glamouroso de Nova York está de volta em Sex and the City – O Filme (Sex and the City – The Movie – EUA / 2008 – New Line), quatro anos após o fim da bem sucedida série de televisão americana. Matrimônio, vida familiar, humor e, claro, moda e sexo são o enredo de um filme divertido, visualmente belo e leve, pelo qual 148 minutos passam despercebidos.

Sex and the City – O Filme
Por Flávio Freire – Colaborador

As quatro amigas que se conheceram em Nova York estão mais maduras e, para o estranhamento de muitos, o sexo não é tao evidente como na série de televisão. Embora um trecho do memorável episódio em que Samantha reclama do gosto do sêmen de seu parceiro sexual seja exibido logo no começo, no maior estilo “no episódio anterior”, no filme somos, digamos, poupados de mais detalhes sórdidos como este, embora o sexo ainda esteja presente (não se esqueçam de que o filme ainda se chama Sex and the City). As protagonistas agora estão na faixa dos 40 e alguns anos (Samantha, quem diria, faz 50 anos no filme) e há maiores preocupações em estabelecer uma convivência familiar estável, mas sem, de jeito nenhum, se tornar uma história sem sal de quarentonas largadas que passam a levar uma monótona vida de dona de casa.

Embora esteja bem claro que o enredo principal do filme seja os encontros e desencontros de Carrie, as outras três protagonistas não se deixam ofuscar e desempenham suas histórias com brilhantismo, cada uma com sua faceta característica. Samantha é garantia de risos, embora seja com Charlotte uma das cenas mais hilárias do filme, ao contrário de Miranda, que representa um papel com uma carga de drama maior ao mostrar algumas dificuldades envolvendo traição e um casamento que caiu na rotina.

Não podemos falar de Sex and the City – O Filme, sem dedicar pelo menos um capítulo exclusivo à moda. O fabuloso figurino organizado por Patricia Field é um cartão de visitas aos fashion victims que incita espectadores a se endividarem por um par de sapatos Manolo Blahnik, que, por sinal, tem uma função inusitada no filme. Ao contrário de O Diabo Veste Prada, que mostra o lado histérico e hostil do mundo onde a moda é criada, Sex and the City mostra o outro lado da moeda: consumidores cujas carteiras bem recheadas tornam peças de alta costura objetos de um cotidiano em que andar carregado de sacolas Gucci, Prada, Louis Vuitton e afins não passa de um passeio corriqueiro. Alguns podem achar o estilo de Carrie exagerado e que não são roupas apropriadas para o dia-a-dia, mas Carrie é uma personagem, e o filme, um desfile.

Sex and the City é um filme que atinge os seus objetivos: mata a saudade de antigos fãs da série e diverte e provoca curiosidade naqueles que nunca assistiram a série antes.

Sex And The City – The Movie (EUA, 2008). Comédia romântica. New Line Cinema.
Direção: Michael Patrick King
Elenco: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon, Kristin Davis.

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Categorias
Comédia, Críticas, Romance