CRÍTICA: Terror na Antártida

Críticas
// 01/10/2009

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A adaptação do graphic novel Whiteout, de Greg Rucka, chega às telas nacionais amanhã sob o título Terror na Antártida, um suspense de duas tramas paralelas que se complementam à medida que os segredos são revelados. A fórmula é bem básica,não se reinventa e não inova. Mas cumpre tão bem as regras limitadas a que se presta que o resultado termina sendo favorável, apenas.

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Terror na Antártida
por Cássia Ferreira

Um filão amplamente explorado pela indústria cinematográfica, os filmes de suspense tem que se reinventar a cada temporada. Com vilões mais bárbaros, crimes mais elaborados, situações psicológicas mais conflitantes, tudo isso pode ser agravado caso aconteça na região mais inóspita do planeta. São esses os fios condutores de Terror na Antártida, que entra em cartaz nesta sexta-feira sob a direção de Dominic Sena (A Senha: Swordfish), estrelado pela atriz inglesa Kate Backinsale.

É a partir de um acidente aéreo, envolvendo uma equipe russa na época da guerra fria, que a história tem início. Já na atualidade e sem resquícios do conflito, cabe a policial federal americana Carrie Stetko desvendar o primeiro homicídio de Weiss, um geólogo americano, membro de uma pequena equipe de pesquisa que estuda fragmentos de meteoritos. Foi o primeiro tipo de ocorrência na Antártida, sem pistas ou suspeitos aparentes. Além de ter o clima como obstáculo, ela também luta contra o tempo já que, em menos de três dias, a temporada de inverno chegará trazendo consigo tempestades e uma escuridão que durará os próximos seis meses, e ainda o temido whiteout: fenômeno que impede que se distinga a paisagem. O clima de suspense se eleva com a chegada do investigador da ONU, Robert Pryce, papel de Gabriel Macht.

Baseada na graphic novel de Greg Rucka, Terror na Antártida consegue prender a atenção do espectador do início ao fim, lançando mão de artifícios comuns a esse tipo de produção como situações limites que nos deixam com a certeza da falta total de alternativa. O interessante é que os dramas são colocados de forma paulatina, da mesma maneira como as dúvidas vão sendo esclarecidas numa corrente crescente de suspense, que surpreende até os mais viciados neste tipo de longa-metragem.

Na verdade, são duas histórias que devem ser esclarecidas, sendo que estão interligadas. O que o acidente aéreo tem a ver com o homicídio recente? O clima de suspense do longa é agravado pelo desconforto trazido não apenas pela paisagem branca e gélida, como também pela angústia de se estar no meio do nada sem ter a quem recorrer e nem para onde fugir. É uma história de superação de limites. De acordo com o produtor Joel Silver, a história é conduzida pelos personagens, em especial a Carrie, cuja história de vida vai sendo revelada no decorrer do longa, ao mesmo tempo em que outros fragmentos do enredo são desvendadas.

Parte das gravações aconteceu em Manitoba, no Canadá, com o intuito de trazer veracidade aos exteriores do pólo congelado. A locação é fria o suficiente para o elenco e a equipe terem respeito suficiente e genuíno por aquele território em que não se define a paisagem, o fenômeno natural que pode literalmente roubar nossos sentidos pelo excesso de luminosidade e pela camada de nuvens baixas.

Embora não traga grandes novidades no seu desenvolvimento, Terror na Antártida pode ser considerado uma boa diversão para os amantes de filmes de suspense e que precisam de doses elevadas de adrenalina no cinema. O roteiro assinado pelo quarteto Jon Hoeber & Erich Hoeber e Chad Hayes & Carey W. Hayes é bem amarrado e não deixa grandes furos no desenrolar da história. A direção de Dominic Sena é feita sem exageros e extravagâncias que um longa como esse talvez sugerisse.

Uma boa pontuação para quem não tem medo do branco, do frio e do gelo.

nota_7Whiteout (EUA, 2009). Suspense. Warner Bros. Pictures
Direção: Dominic Sena
Elenco: Kate Beckinsale e Gabriel Macht.

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Críticas, Suspense