CRÍTICA: Toy Story 3

Animações
// 16/06/2010

Não há dúvidas que nenhuma outra animação foi tão aguardada quanto Toy Story 3. Os dois primeiros filmes da série fizeram parte da infância de muitos que estão loucos para saber o destino final dos brinquedos do quarto de Andy e o fato das animações da Pixar terem atingido um nível de qualidade e carga emocional tão altos apenas colabora para a ansiedade.

Como um alívio, Toy Story 3 chega com tudo e, sim, faz muito bonito. Para saber, basta ler a crítica, clicando em “Ver Completo”.

Toy Story 3
por Leandro Melo

Há 15 anos, era lançado pela Walt Disney Pictures um certo filme de animação totalmente realizado em computação gráfica. Tendo como chamariz ser a primeira animação em longa metragem totalmente feita por tal técnica (embora haja controvérsias a respeito do fato), Toy Story arrebatou milhões de fãs e elevou a empresa que o gerou, a então desconhecida Pixar Animation Studios, ao primeiro time da animação mundial. No ano de 2010, a mesma Pixar, agora pertencente a Walt Disney Company, lança a segunda continuação da obra que deu o grande passo para ser a empresa ser o que é hoje.

Em Toy Story 3, o tempo passou. Woody, Buzz e todos os personagens que tanto trouxeram alegria ao Andy, agora não possuem mais utilidade, visto que o antes garoto agora está a caminho da universidade. Ao constatarem que estão relegados a pegarem poeira como entulhos no sótão ou, até pior, serem jogados no lixo, os brinquedos são levados por um mal entendido a tentar uma sobrevivência agradável na nova vida que lhes é imposta.

As tiradas e o bom humor característicos estão excelentes – como sempre foram – mas agora há uma certa melancolia permeando o universo dos brinquedos de Andy: há o clima de despedida, de fim e do que vem depois. A primeira cena do longa resume bem o que se sucederá nos cativantes 103 minutos de duração da película.

Um filme que, apesar de levar o número 3 em seu título, carrega a razão de existir por si só. Toy Story 3 se trata de uma obra que encerra um ciclo, respeitando toda a mitologia criada nos filmes anteriores e, ao final da trilogia, atinge o seu ápice. Foi realizado um trabalho tão completo, que poderia existir facilmente sem os seus antecessores, graças a um roteiro extremamente bem executado. Pode soar apenas uma coincidência, mas o tempo em que estréia esta terceira parte da saga, seria também a época em que Andy (e muitos dos espectadores) estaria largando de fato os brinquedos e partindo rumo a vida adulta. Sacada de mestre dos roteiristas Michael Arndt, John Lassete, Andrew Stanton e Lee Unkrich.

As técnicas e animações estão bastante fluidas, com a qualidade nunca menos que espetacular que se está acostumado a encontrar em toda a obra realizada pela Pixar. A técnica 3D em nenhum momento soa como gratuita, sendo perceptível o cuidado em cada detalhe. As dublagens em português continuam excelentes, apresentando todas as vozes que fizeram parte das películas anteriores. Já a trilha acrescenta qualidade sonora à obra, entre releituras e composições de Randy Newman.

A Pixar comprova todo o cuidado que sempre teve com os seu filmes e eleva a “prata da casa”, em sua segunda continuação, ao status de obra-prima. Toy Story 3 é, definitivamente, um filme a ser celebrado, não havendo palavras para descrever as emoções que é capaz de proporcionar.

Vale ressaltar que a o curta-metragem Dia & Noite, exibido antes das cópias de Toy Story 3, merece todos os elogios vindouros e já valeria o ingresso apenas para assisti-lo, misturando magistralmente animação tradicional e em computação gráfica.

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Toy Story 3 (EUA, 2010). Walt Disney Pictures/Pixar.
Direção: Lee Unkrich
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Don Rickles.

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Animações, Críticas