CRÍTICA: Velozes e Furiosos 4

Ação
// 02/04/2009

Nesta sexta-feira estreia o quarto capítulo de Velozes e Furiosos, franquia de sucesso entre os fãs de corridas de rua em carros envenenados que vem ocupando as telas desde 2001. Como das outras vezes, a produção se prende apenas num público centralizado, sem dar muita margem para o gosto da platéia em geral. Confira a crítica!

Velozes e Furiosos 4
Por Eliézer Carneiro

Antes de falar do filme propriamente, é interessante notar o título original . O longa que deu origem à sequência se chamava The Fast And Furious, e o nome desse quarto filme é Fast & Furious. Isso não é à toa, uma vez que este quarto filme vai retomar a historia daquele primeiro de 2001. Pode parecer confuso para quem não assistiu aos filmes anteriores entender o porquê de só no quarto filme retomarem a trama do primeiro. A verdade é que depois de uma continuação com roteiro truncado e onde as cenas de ação não se sustentavam sozinhas (+ Velozes + Furiosos) e de um terceiro filme que, apesar de competente, mais parecia um desses spin-off de séries de TV (Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio), a série volta para onde começou em busca do publico que a consagrou.

Com certeza, o retorno de Vin Diesel à franquia é fundamental para esta sofra um resgate e resolva as suas pendências com o filme inicial. Aliás, sua importância foi reconsiderada no quarto episódio, já que não havia como prosseguir com a trama sem o ator que atingiu o estrelado a partir de Velozes e Furiosos uma vez que, apesar do personagem principal ser o policial vivido por Paul Walker, quem rouba a cena e se transforma em símbolo e alma é Vin Diesel como Dominic.

Desta vez, a direção recorreu a coerência e resolveu não só trazer os atores principais, como também os donos de papéis mais secundários como Michelle Rodrigues e Jordana Brewster, além de personagens do segundo e terceiro filme para poder fechar o universo da série e tornar tudo mais real.

Logo na primeira cena temos uma amostra disso. O filme começa mostrando onde está vivendo Dominic depois de fugir dos Estados Unidos e o que anda fazendo com a ajuda destes personagens desaparecidos nos longas anteriores. Como não há necessidade de apresentações, o longa já pula direto para a ação em seguida, partindo depois para outra cena de mesma intensidade, na qual o destino do policial O’Conner, que acaba de sair da prisão, é revelado. Mas o grande mote está no num assassinato que faz com que Dominic retorne aos EUA para investigar, cruzando seu caminho com o do “ex-amigo” O’Connor, que também está atrás do mesmo suspeito.

A decisão do diretor em deixar o roteiro fluir em direção às cenas de ação é perceptível, deixando assim o desenvolvimento da história bem raso. Uma espécie de falta de vontade com a elaboração do roteiro que, apesar de até mesmo soar irritante, é compreensível; afinal não há quem vá ao cinema para ver Velozes e Furiosos 4 com o intuito de encontrar uma trama bem arquitetada com grandes perspectivas diálogos. Diálogos estes que, na maioria das vezes, soam bastante falsos.

Estão lá os grandes carros, as músicas de hip hop, mulheres bonitas e sensuais em trajes mínimos, as corridas, os equipamentos, o traficante de drogas do cartel mexicano (esse nunca pode faltar) e todos os elementos que transformaram a série em sucesso comercial. Algumas sequencias de ação conseguem ser impressionantes e bem feitas, apesar de certa escassez da presença dos veículos durante o filme. Mas na soma de minutos que se põem em cena, os carros turbinados realizam bem sua tarefa de tornar Velozes e Furiosos 4 um filme dedicado aos fãs desse universo das corridas de rua e do crime organizado de Los Angeles. Mas ainda é uma produção restrita. Quem não simpatiza com esse mundo o melhor ainda é passar longe da sala de cinema.

Fast & Furious (EUA, 2009). Ação. Universal Pictures
Direção: Justin Lin
Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez e Jordana Brewster

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