Oscar de Efeitos Visuais pode ter mudanças nas regras

Premiações
// 21/05/2010

De alguns anos para cá, uma das categorias técnicas que tem sido alvo de muitas discussões no Oscar é a de Efeitos Visuais. Criada em 1984, a categoria pretende premiar o filme cujo tratamento de imagem alcançou o melhor nível de realidade dentre as produções daquele ano. Contudo, alguns indicados (e principalmente vencedores) tem causado dúvidas não só quanto à credibilidade da categoria, como também ao conhecimento daqueles que estão votando.

Para evitar que indicações à categoria como a de Batman – O Cavaleiro das Trevas no lugar de Hellboy II em 2009 (que utilizou ótimos efeitos especiais, mas, visuais mesmo, bem poucos – sim, há diferença) e vitórias inesperadas e até desconsideradas por muitos como a de Bússola de Ouro sobre Transformers e Piratas do Caribe 3, na edição de 2008, a Academia agora poderá adotar uma nova regra. Nela, os responsáveis pelos efeitos dos filmes poderão enviar imagens do famoso esquema do “antes e depois” (como na imagem ao lado, de Piratas do Caribe) para que os membros votantes tenham um maior conhecimento do trabalho que foi feito à partir do zero e, assim, julgar com mais clareza se o efeito final realmente possui qualidade suficiente para receber uma estatueta.

Hoje, para um filme ser indicado ao Oscar de Efeitos Visuais, ele é analisado por profissionais da Academia específicos dessa área, que elege os três longas que estão aptos a serem votados. Uma vez indicado, todo e qualquer membro da Academia (seja de qual área for) pode votar no tal filme. E é aí que está o problema, pois muitas vezes os “eleitores” não possuem o menor conhecimento para avaliar este quesito, votando, então, naquele filme que simplesmente gosta mais. A ideia agora é “educar” estes votantes, para que a premiação, no fim, não volte a ser alvo de questionamentos e rotulada como injusta.

Ainda, há o desejo de aumentar de três para cinco indicados, visto que inúmeros filmes nos últimos anos tem se saido muito bem nos efeitos visuais e, em várias ocasiões, ótimas produções com verdadeiros espetáculos em tela tem ficado de fora injustamente da premiação.

Por um lado, esta alteração pode melhorar bastante os resultados do prêmio. Por outro, alguns membros deste setor na Academia acham que esta proposta pode juntar na mesma premiação trabalhos impecáveis em efeitos visuais com outras produções que não mereceriam tanto destaque – o que, visto o ano que se passou, é um tanto difícil ao notarmos que não só Avatar (apesar do deslumbre) fez bonito com a computação gráfica. O projeto foi levado à discussão nesta semana e o resultado – positivo ou não – será divulgado em breve. Caso sejam aprovadas, as novas regras começarão a valer já na próxima edição do Oscar.

Comentários via Facebook
Categorias
Premiações