TwitterFacebookTumblrOrkutFilmowFeedsContato  
 |   ANUNCIE

A ESPERANÇA PT. 1
O teaser trailer
BIG HERO 6
O novo trailer bonitinho
HORNS
Seria ele o Diabo em pessoa?

MARVEL
Acompanhe a Fase 2




Oz: Mágico e Poderoso chega cercado de expectativas. Boas. Mas não é exagero dizer que o longa é decepcionante. Com visual repetitivo de Alice no País das Maravilhas, exceto pelos elementos que marcam a trama de Oz, o filme não emplaca nem na sua estética e perde a força a cada passo que se aproxima do clímax.

Leia a crítica clicando em “Ver Completo”.

Oz: Mágico e Poderoso
por Arthur Melo

Versatilidade é uma qualidade em falta. Dá para se contar nos dedos de uma só mão as mentes criativas em alta no Cinema de hoje que conseguem se esgueirar por mais do que três gêneros sem perder o bom tino e, ainda assim, inserindo sua marca pessoal. Sam Raimi prova com Oz: Mágico e Poderoso que não é um deles.

O longa, prelúdio do clássico O Mágico de Oz, conta como o farsante Oscar (James Franco) foi parar no mundo mágico do título e como se tornou a figura mais importante do lugar através de uma falsa ideia plantada na cabeça de seus habitantes; a de que é, de fato, mágico e poderoso. Qualquer outra informação acerca da trama já seria adentrar sorrateiramente no terreno dos spoilers.

Oz: Mágico e Poderoso acaba por cair num gigantesco lugar comum. Ao contrário de Branca de Neve e o Caçador, este longa, que também é produzido pelos mesmos responsáveis de Alice no País das Maravilhas, retorna antes ao filme com Johnny Depp em 2010 para depois chegar ao popular musical de 1939. A experiência visual proporcionada pelo filme é, portanto, um mero repeteco da Direção de Arte oscarizada da fantasia de Tim Burton, e o é de uma forma tão precisa (e aqui isso não deve ser recebido como elogio) que a apresentação do mundo colorido e tridimensional para o espectador – e para o ilusionista Oscar – quase parece uma refilmagem da mesma sequência vista em Alice (como as manjadas flores gigantes que sempre insistem em abrir no exato momento em que um forasteiro deslumbrado está no passaredo – mais de uma vez neste filme).

Outro percalço do longa são os efeitos visuais. A mesma indecisão apresentada pela qualidade recai sobre o julgamento que deve ser feito sobre eles. Se para criar o tornado de passagem e as depressões geográficas com quedas d’água a sobreposição de imagens alcança o realismo, de jeito algum pode-se repetir o elogio para cenas cujo trabalho é infinitamente menos complexo (ou ao menos deveria), como a viagem dentro de bolhas e algumas interações dos atores reais com a bonequinha de louça – traços firmes de artificialidade. Entretanto, é quando vemos nitidamente que há uma construção em cromaqui para as caminhadas na calçada de tijolos amarelos, exatamente acima do muro que separa o realismo do falso, que casamos a imagem na tela com o que nos lembramos do filme original. Frustrante constatar que a relação feita com O Mágico de Oz se dá mais por algo que pode vir a ser uma falha do que por elementos da história.

A trama, por si, já não é das melhores. Oscar pode até ser uma boa pessoa, mas não é o que a visão do próprio filme pretende mostrar. Suas ações, inclusive, não são movidas pelo altruísmo, mas pela ganância. O bom mocismo só se mostra presente quando se faz necessário ao desenrolar do filme, soando hipócrita e oportunista por parte do roteiro. E o motivo nem é dos melhores. Oz: Mágico e Poderoso se desenvolve por duas longas horas para findar com um clímax fraco e aberto que mais deixa um gancho para uma continuação do que para alcançar o filme que conhecemos de outrora.

Não bastassem os problemas sobre a concepção do filme, a direção de Sam Raimi, conhecido pela trilogia inicial Homem-Aranha, implica em acrescentar seus modismos. Progressivamente, Raimi impõe seus vícios de linguagem de seus antigos filmes B (não tão antigos, se Arraste-Me para o Inferno ainda estiver na memória), culminando em uma das piores cenas que se poderia criar para o final de um personagem; perfeitamente aplicável para qualquer produção de terror mediana, mas amplamente destoante da proposta de Oz, que a priori deveria ter como mais alta preocupação a linearidade e excelente padrão estético.

Oz, assim como o seu protagonista, não é mágico. Tampouco poderoso. Pelas mãos de Raimi e pelo roteiro, quase que enfraquece a perspectiva que se tinha do original. E aí uma sequência que já seria mais desnecessária do que o atual filme, agora, começa a soar necessária se for para corrigir certos escorregões. O que de uma maneira ou de outra não é lá uma boa notícia.

——————————————-

Oz: The Great and Powerful (EUA, 2013). Fantasia. Walt Disney Pictures.
Direção: Sam Raimi
Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams

Tags: ,
6 respostas para »CRÍTICA | Oz: Mágico e Poderoso»
  1. Nossa que critica fantástica, fazia uma tempão que eu não via isso aqui. UFA!

    Em relação ao filme foi bem decepcionante pra mim, já que esperava bastante! A uma pergunta como que saiu os outros atores, a Kunis, a Weisz. Seus papéis foram ruins?

  2. [...] eu mesmo comentei no último parágrafo da crítica publicada hoje de Oz: Mágico e Poderoso, o longa merece, por um motivo não muito bom (leia o texto pra saber) [...]

  3. O melhor do filme foi o 3D… e olhe lá!

  4. mateus maximo says:

    Oz, é maravilhoso, o filme explica de maneira clara e precisa a origem do magico, o filme segura as crianças até o final.
    Você, vê o filme e nem parece que o cinema esta cheio de crianças, estão todos em silencio prestando atenção como verdadeiros adultos.
    O filme é lindo, com efeitos maravilhosos, não de atenção para as criticas
    confira você mesmo, garanto que você vai gostar

  5. Toda crítica de grandes filmes o site deixa para baixo e faz comentários mesquinhos, a verdade é que querem se aparecer e ter ibope, qualquer porcaria de filme é nota 8 e 10.

    filmes bons vocês criticam pois não tem capacidade de fazer uma crítica a altura.

  6. Filme decepcionante… Exageraram demais no visual ~ artificial ~ e em muitas atuações, acho que para tentar dar um ar retrô ao longa e assim, tentar uma conexão maior com o original.
    Roteiro enroladíssimo e cheio de falhas, que culminam num “desfecho” ainda pior.
    O destaque fica para a sempre maravilhosa Michelle, que consegue manter-se dúbia o tempo todo e, apaixonante.
    Excelente 3D, afinal foi FILMADO assim… Algumas pontas sobraram, mas nada que necessite de outro filme para explicar-se.

Comentários via site: