CRÍTICA: Scott Pilgrim Contra o Mundo

Ação
// 06/11/2010

Estreia. Adia. Estreia. Adia. Sim, agora estreia mesmo! Adiou de novo. Agora vai, mas só em São Paulo. É, Scott Pilgrim Contra o Mundo finalizou sua novela brasileira ontem. Depois de muito tempo de dúvidas por conta do esmagador fracasso em bilheterias que foi o filme nos Estados Unidos, o longa protagonizado por Michael Cera chegou em telas nacionais bem limitado. Passou uns dias no Festival do Rio, na capital carioca, e agora inicia sua peregrinação em Sampa. Se vai chegar de fato em outras cidades, ninguém sabe. O certo mesmo é praticamente esperar por um DVD de locadora. Claro que isso não impediu a gente. Leia, clicando em “Ver Completo”, a crítica do “diferente” Scott Pilgrim.

Scott Pilgrim Contra o Mundo
por Breno Ribeiro

O que é nerd pra você? Caso pergunte a dez pessoas é muito provável que a maioria – senão todas – diga algo em relação a vídeo games, revistas em quadrinho e super-herói. Dessa forma, partindo-se do princípio comum do que seja ser nerd, pode-se dizer que o novo filme daquele rapaz conhecido por fazer sempre o mesmo papel, o Michael Cera, Scott Pilgrim Contra o Mundo é indubitavelmente um filme nerd – o que não necessariamente é um elogio.

Na história, o personagem título recém chutado pela namorada e baixista de uma banda de rock de garagem começa a namorar uma menor de idade nipodescendente. Contudo, Pilgrim acaba se apaixonando pela antipática Ramona Flowers. O rapaz logo descobre que, para conseguir namorar a menina de cabelo multicolorido, terá de enfrentar uma liga formada pelos sete ex-namorados malignos da moça.

Utilizando uma série de artifícios que mais aproximam o longa de uma grande partida de vídeo game (como não soltar um leve sorriso de reconhecimento ao ver uma barra de nível de urina se esvaziando conforme o personagem utiliza o banheiro, ou ignorar os planos de luta que lembram os jogos de luta 2D de antigamente?), o diretor Edgar Wright cria um ambiente completamente inovador, por assim dizer. O clima funciona perfeitamente bem no longa, sendo dosado bem entre as cenas. As cenas, aliás, principalmente as de luta, são muito bem montadas e merecem um crédito extra pela dificuldade atingida pela edição, que dá suporte ao dinamismo entre elas e cria, por si só, momentos cômicos (como a cena em que Pilgrim se prepara, em planos ágeis, para uma batalha para ser detido no último momento amarrando os tênis lentamente).

É interessante notar que a comédia (protagonizada por Michael Cera, em sua constante interpretação de jovem abobalhado) trata um tema comum no cinema – a dificuldade de se esquecer de um amor do passado – com uma abordagem completamente diferente e, por que não, inovadora.

Apesar de tudo dito acima, Scott Pilgim Contra O Mundo é o tipo de filme para se amar ou se odiar, graças ao simples fato de ele ter sido feito para um público específico demais. Enquanto aqueles que gostam de vídeo-games, quadrinhos e afins provavelmente vão adorar o novo trabalho de Wright, aqueles que não curtem muito essas coisas têm muitas chances de achar o longa uma tremenda bobeira. Então, se você não possui esse quê nerd dentro de você, nem perca seu tempo, mas se rolou uma identificação com a descrição feita no começo da crítica, corra pra sala de cinema mais próxima e divirta-se como poucas vezes assistindo a um filme.

Scott Pilgrim Vs. The World (EUA, 2010). Comédia. Ação. Universal Pictures.
Direção: Edgar Wright
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Kieran Culkin
Elenco:

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Ação, Comédia, Críticas, HQ's