CRÍTICA: Sex and The City 2

Críticas
// 27/05/2010

Um dos seriados de TV de maior sucesso marca amanhã a sua segunda passagem pelo cinema. Sex and The City 2, transposição para as telonas de mais façanhas de Sarah Jessica Parker na TV, aparentemente encerra uma eterna busca da personagem.

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Sex and The City 2
por Fabrício Longo

O brilho dos arranha-céus de Manhattan são o cenário. Sob o sol que cintila nas vidraças, a história de Nova York se funde com a de Carrie Bradshaw, com seus sapatos de grife, um closet incrível e as fiéis amigas Miranda, Charlotte e Samantha.

O casamento luxuoso de seu melhor amigo gay, a premiére de um filme de Hollywood, o lançamento de seu novo livro, compras e coquetéis são algumas das coisas que fazem Carrie se sentir Carrie. Mas com um marido que quer simplesmente relaxar vendo TV, como manter o brilho do casamento?

É o choque entre dois indivíduos que conduz o filme. A constante, a princípio, se situa no modo desconhecido de como duas pessoas solteiras, com seus hábitos particulares, passam a dividir a vida. A resposta parece estar longe quando Carrie e as amigas embarcam numa viagem para os emirados árabes. Mas ela não é a única que precisa de férias.

Charlotte tem absolutamente tudo que sempre desejou, mas a pressão de ser mãe e esposa parece mais do que ela pode aguentar. Miranda finalmente escolhe a família ao invés do trabalho, mas a escolha “nobre” não parece a correta para a mulher decidida que conhecemos. Samantha, só quer se divertir.

Um encontro inesperado com um antigo amor, as compras com as amigas e o mundo de luxo do oriente fazem com que Carrie se conecte à garota de cabelos cacheados do passado, apesar do bom desenvolvimento da situação no roteiro mostrar evidentemente que ainda há dúvidas na personagem. A relação entre passado e presente, e a forma com que aquele pode influenciar este, às vezes negativamente, é ponto alto de Sex and The City 2, estabelecendo um diálogo bem definido com a plateia sobre o porquê de nunca estamos satisfeitos.

As respostas parecem estar exatamente onde surgiram as perguntas, e, quando o filme termina, ainda resta a sensação de que Carrie finalmente teve um final apropriado para a personagem. O que, graças ao bom manejo do longa, não precisa se basear definitivamente num fim feliz ou dramático, e sim numa resolução correta das perguntas da personagem central. Justo.

Sex and The City 2 segue uma linha  muito mais madura do que seu antecessor, trazendo ainda um sabor de epílogo. Enquanto o primeiro filme amarrava algumas pontas soltas da série, sendo inclusive acusado de ser um “episódio gigante” da mesma, essa segunda aventura tem seu brilho individual. Um adendo feliz às garotas de Nova York que ensinaram ao mundo a tomar Cosmopolitans sem nunca descer do salto.

Sex and The City 2 (EUA, 2010). Romance. Warner Bros.
Direção: Michael Patrick King
Elenco: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon, Kristin Davis.

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Críticas, Romance