Harry Potter 7.2: Saiba como foi a vinda de Tom Felton ao Rio de Janeiro

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// 15/07/2011


Depois de tanto os fãs reclamarem, finalmente, no último momento, a Warner Bros. se lembrou que um dos maiores fandons de Harry Potter se encontra no Brasil e que poderia fazer um agrado. Não, não foi dessa vez que o Harry, Rony ou Hermione estiveram por aqui. Nem o Neville, que veio ano passado para uma coletiva de imprensa e tem muito mais visibilidade neste filme do que no anterior. A presença ilustre foi nada menos do que Tom Felton, vencedor nos últimos dois anos do prêmio de Melhor Vilão do MTV Movie Awards pelo seu Draco Malfoy nos longas da franquia Potter.

Veja a loucura dos fãs em “Ver Completo”.

A première, realizada no morro da Urca no Rio de Janeiro (o Pão de Açúcar), reuniu praticamente toda a imprensa brasileira e muitos, muitos fãs. Para cada jornalista deveria ter, talvez, uns 5 fãs. O que se torna uma verdadeira disputa bem desleal quando o barulho proporcionado por estes impede que aqueles consigam trabalhar com certo conforto. E, após a passagem do ator pelo início do tapete vermelho, reservado para pose para fotos exclusivamente com a imprensa, Tom Felton se tornou um ser inalcançável.

Depois de atravessar para o lado do tapete no qual os fotógrafos não tinham acesso, pois se destinava apenas aos fãs, era uma missão mais do que impossível conseguir extrair qualquer coisa dele. Para se ter uma ideia, poucos foram os veículos que conseguiram fazer ao menos uma pergunta. E, para desgosto de todos os outros profissionais que estavam em volta de um dos sortudos, aqueles poucos segundos para um único questionamento foram queimados com um “O que você está achando do Rio de Janeiro?”; realmente muito pertinente para a realização do filme, para o trabalho de Tom Felton e para a série Harry Potter como um todo. Não foi à toa que a pergunta foi coroada por um “PQP” de alguns presentes sedentos por fazerem uma pergunta de real interesse dos fãs. Em outro momento, chegaram a perguntar algo como “o que achou das mulheres cariocas?” e se “ficou de olho em algumas”, que logo foi respondida por Felton com um “não estou nesse momento”.

Para os fãs, no entanto, não poderia ser melhor. Felton passou dois terços do tapete vermelho sendo fotografado por todos os ângulos a cada milésimo de segundo enquanto autografava todo o tipo de produto Harry Potter (inclusive aqueles que os fãs achavam que uma mágica iria acontecer e que uma reles caneta BIC iria funcionar em superfícies plásticas – ao menos Tom Felton continuava tentando). Em certo momento, era notável o desespero dos fãs, quase todos uniformizados de Hogwarts ou fazendo cosplay de personagens específicos. Alguns realmente muito bons e originais, outros tão engraçados que beiravam o tosco (uns, inclusive, passavam para muito além da barreira entre “aceitável” e “vergonha alheia”). Lógico que certos fãs foram muito sortudos. Conseguiram gravar vídeos, fotografar o momento em que Felton assinava seu livro ou ganharem pizza do astro (como o feito por ele em Nova Iorque no início da semana). Já outros divertiam a imprensa pelo desespero, que vez ou outra fazia os fotógrafos desistirem de clicar novas fotos para assistir e, sem o intuito de serem levianos, rirem. Uma fã tentou em vão fazer Felton assinar seus sete DVDs da série (não era um box com todos, ela levou os sete). Um rapaz gritava em desespero “touch me, touch m,e please” e uma fã feztudo o que pode para Tom Felton dançar com ela o “Você, você, você, você…” (em inglês, “You, you, you”), momento em que ao menos uns cinco fotógrafos apontaram suas câmeras na esperança de ver o ator aceitar a proposta ridícula e clicar um momento divertido.


Ao final, Tom pediu para adiantar o retorno porque estava muito cansado após a chegada pela madrugada na cidade e pouco tempo para descansar. Foi então que o ator se dirigiu à sessão que iria acontecer com os fãs (que conseguiram ingressos através da Rede Cinemark, que deu passaporte para quem comprou o ingresso para todos os filmes da maratona que rolou na semana passada), na qual ele responderia algumas perguntas dos fãs sorteadas momentos antes da exibição do filme (em 2D para o tal grupo restrito em um espaço apertado e não tão confortável, segundo alguns fãs após a exibição do filme). Lá, a imprensa já não poderia ter acesso e, portanto, fazer qualquer registro (morreu por lá, por enquanto – claro).

 

O "duelo" entre Belatriz e Molly

Na descida do Pão de Açúcar, mais fãs. Alguns chorando por não terem conseguido de última hora o direito de subir ao Pão de Açúcar (o que, claro, não iria acontecer), outros felizes porque guardariam para sempre uma caixa-engordurada-de-pizza-ímã-para-baratas. E pouquíssimos (uma) em desespero pedindo a todo e qualquer jornalista que desse para ela a sua credencial porque ela queria apenas guardar de recordação; ela não queria, em hipótese alguma, tentar entrar. Afinal, assim como muitos deles, ela estava na entrada do Pão de Açúcar desde as onze da manhã (o evento começou às 19h e iria terminar às 2h da manhã).

Mas entre empurra empurra, acertos e poucas mancadas, a passagem relâmpago de Tom Felton no Rio de Janeiro foi, pelo menos, divertida para os fãs, que estavam realizados. Nesse ponto, é válido ressaltar que o que vale não é agraciar a imprensa, e sim aquele público fiel que segue a série literária e cinematográfica há anos e que estão prestes a perde uma grande parte disso tudo. Só é uma pena que, irremediavelmente, esta tenha sido a última oportunidade e ainda assim tão fechada àqueles que nem como tentar tiveram.

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